Em uma noite inaugural para Porto Alegre, a Seleção Feminina Brasileira estreou no Beira-Rio diante de quase 30 mil pessoas e deixou uma mensagem clara: o futebol feminino chegou ao coração do país com força e beleza. A vitória por 3 a 1 sobre a Argentina — a décima primeira consecutiva no clássico — não foi apenas um resultado esportivo, mas um símbolo do momento que o Brasil atravessa às vésperas de sediar sua primeira Copa do Mundo Feminina.
Seleção Feminina vence Argentina com golaços em estreia histórica em Porto Alegre
Geyse mandou de bicicleta para abrir 2 a 0
Por que esse jogo em Porto Alegre importa tanto? É só um amistoso.
Porque é a primeira vez que a Seleção Feminina joga na capital gaúcha. Você tem quase 28 mil pessoas em um estádio, uma renda de mais de 1,5 milhão de reais, e um time que está se preparando para a Copa do Mundo que vai acontecer aqui no Brasil em menos de um ano. Não é só um jogo.
Mas vale lembrar que é um amistoso preparatório, não uma competição oficial. O resultado 3 a 1 é convincente, mas a Argentina entrou com mudanças também — Vargas foi expulsa nos acréscimos, o que muda a dinâmica.
Geyse fez um gol de bicicleta. Isso é técnica ou sorte?
Técnica. A bola caiu dentro da área após escanteio e cabeceio de Maiara, e Geyse estava ali para aproveitar. Não é um lance de sorte, é posicionamento e execução.
Verdade, mas também é importante notar que o Brasil abriu 3 a 0 no primeiro tempo. Quando você tem essa vantagem, o adversário desanima. A Argentina acordou no segundo tempo, mas o jogo já estava decidido.
E quanto às suspensões? Arthur Elias não estava lá, e três jogadoras também não.
Foram expulsas em junho contra os Estados Unidos. Arthur Elias cumpria suspensão também. Rodrigo Iglesias, o auxiliar, comandou o time. Mesmo assim, o Brasil foi convincente.
Mas isso levanta uma questão: como o time vai se comportar quando essas jogadoras voltarem? A Copa está a menos de um ano. Essas ausências são temporárias, mas precisam ser monitoradas.
O que vem agora?
Terça-feira, em Recife, na Arena Pernambuco. Brasil e Argentina se enfrentam novamente. Dessa vez, Vargas não estará lá por causa da expulsão.
E o Brasil segue com 11 vitórias consecutivas contra a Argentina. É uma série impressionante, mas amistosos não definem tudo. A Copa vai ser diferente.
El Pulso
- Com 28 mil torcedores no Beira-Rio, a estreia histórica da Seleção em Porto Alegre transformou um amistoso preparatório em celebração coletiva.
- O primeiro tempo foi um recital: três gols em menos de 45 minutos, com destaque para a bicicleta de Geyse que deixou o estádio em pé.
- A Argentina reagiu no segundo tempo, desconcentrou o Brasil e reduziu o placar, acendendo um alerta sobre a consistência defensiva do time.
- A lesão de Bruninha no joelho e o cartão vermelho de Vargas — após revisão do VAR — lançaram sombras sobre a preparação para o reencontro em Recife.
- A sequência de 11 vitórias seguidas contra as argentinas e uma renda de quase R$ 1,6 milhão reforçam o crescimento irreversível do futebol feminino no Brasil.
Em uma noite inaugural para Porto Alegre, a Seleção Feminina Brasileira estreou no Beira-Rio diante de quase 30 mil pessoas e deixou uma mensagem clara: o futebol feminino chegou ao coração do país com força e beleza. A vitória por 3 a 1 sobre a Argentina — a décima primeira consecutiva no clássico — não foi apenas um resultado esportivo, mas um símbolo do momento que o Brasil atravessa às vésperas de sediar sua primeira Copa do Mundo Feminina.
Porto Alegre não esquecerá tão cedo a noite de domingo. Pela primeira vez na história, a Seleção Feminina Brasileira pisou no Beira-Rio — e respondeu à altura da ocasião. Diante de 28.386 torcedores, o Brasil derrotou a Argentina por 3 a 1 em amistoso preparatório para a Copa do Mundo Feminina, que o país sediará em menos de um ano. O público foi o segundo maior da história do futebol feminino no Rio Grande do Sul.
O primeiro tempo foi praticamente um monólogo brasileiro. Aos 26 minutos, Luany abriu o placar com um chute no ângulo. Doze minutos depois, Geyse arrancou o Beira-Rio do chão com um gol de bicicleta após escanteio — o lance da noite, sem discussão. Antes do intervalo, Angelina completou o terceiro, e o Brasil foi ao vestiário com 3 a 0 que refletia com fidelidade o que se viu em campo.
A Argentina voltou diferente para o segundo tempo. Pereyra descontou logo aos cinco minutos, e por alguns momentos o Brasil se perdeu na saída de jogo, gerando apreensão nas arquibancadas. O time segurou o resultado, mas saiu com uma baixa importante: Bruninha deixou o campo com problema no joelho. Nos acréscimos, Vargas recebeu cartão vermelho após entrada com pé alto em Clarinha, confirmada pelo VAR, e está fora do próximo duelo.
O reencontro entre as seleções está marcado para terça-feira, na Arena Pernambuco, em Recife. O técnico Arthur Elias, que cumpria suspensão e não pôde estar à beira do gramado, terá pela frente o desafio de manter a sequência — agora em 11 vitórias consecutivas contra as argentinas — e afinar o time para a Copa que se aproxima.
Porto Alegre viveu um dia que não esquecerá tão cedo. Pela primeira vez na história, a Seleção Feminina Brasileira pisou no Beira-Rio, e o que se viu foi uma exibição convincente: Brasil 3, Argentina 1, diante de 28.386 torcedores que encheram o estádio colorado em um amistoso preparatório para a Copa do Mundo Feminina que o país sediará em menos de um ano. O público foi o segundo maior da história do futebol feminino no Rio Grande do Sul, e cada gol que caiu na rede argentina pareceu validar a aposta de trazer o time para casa.
O primeiro tempo foi praticamente um recital ofensivo brasileiro. Aos 26 minutos, Luany abriu o placar com um chute de perna direita no ângulo, finalizando uma jogada que começou com Lorena na lateral e passou por Angelina e Duda Sampaio. Doze minutos depois, veio o gol que o público veio ver: Geyse, em um lance de bicicleta que deixou o Beira-Rio em pé, ampliou para 2 a 0 após escanteio cobrado por Duda Sampaio e cabeceio de Maiara. Antes do intervalo, ainda houve tempo para o terceiro. Angelina pegou de primeira após Luany bater para trás dentro da área, e o Brasil foi para o vestiário com 3 a 0 — um placar que refletia a superioridade do time em campo.
A Argentina acordou no segundo tempo. Logo aos cinco minutos, Pereyra, a camisa 10 adversária, aproveitou um pivô de Ippólito para diminuir o marcador. O gol animou as visitantes, e por alguns momentos o Brasil se desconcentrou, cometendo erros na saída de jogo que assustaram os torcedores. Mas o time não sofreu mais gols. A notícia negativa da tarde foi a lesão de Bruninha, que havia entrado no intervalo e precisou deixar o campo com um problema no joelho, sendo substituída por Tamara Bolt.
Nos acréscimos, a partida ganhou um desfecho típico de clássicos Brasil-Argentina: Vargas, da Argentina, atingiu Clarinha com o pé alto e recebeu cartão vermelho após revisão do VAR. A expulsão deixará a jogadora fora do próximo encontro entre as duas seleções, marcado para terça-feira em Recife, na Arena Pernambuco, às 20h30min.
O resultado mantém a Seleção Feminina em uma sequência impressionante: foi a 11ª vitória consecutiva contra as argentinas. O técnico Arthur Elias não estava à beira do gramado — cumpria suspensão por expulsões recebidas em junho contra os Estados Unidos, assim como as jogadoras Bia Zaneratto, Kerolin e Tarciane. Rodrigo Iglesias, seu auxiliar, comandou o time do banco. A renda do jogo foi de R$ 1.579.782,46, números que refletem o interesse crescente pelo futebol feminino no país e a importância de levar a Seleção para perto de casa, especialmente com a Copa tão próxima.
Citas Notables
A bola saiu dos pés de Lorena, passou pela lateral e foi para o meio. Dali, caiu no pé de Angelina. A capitã brasileira achou Luany, que bateu de perna direita no ângulo— Descrição do primeiro gol, de Luany, aos 26 minutos