Com o encerramento das convenções partidárias no Distrito Federal, seis chapas para o governo local em 2026 já têm seus candidatos a vice-governador definidos, enquanto cinco ainda aguardam a composição final antes do prazo de registro no TSE, em 15 de agosto. Os perfis escolhidos — empresária do empreendedorismo negro, ex-ministro, delegado veterano, professor fundador de partido, policial militar e liderança feminina — revelam a diversidade de apostas eleitorais numa disputa que vai além de nomes: é um espelho das tensões e aspirações de uma capital que governa a si mesma e ao mesmo tempo ha
Seis candidatos a vice-governador já anunciados para disputa no DF em 2026
Seis vices definidos, cinco chapas ainda em aberto
Por que alguns candidatos a governador ainda não têm vice definido, sendo que o prazo das convenções já terminou?
O prazo das convenções encerrou na quarta-feira, mas as siglas têm até 15 de agosto para registrar os nomes no TSE. Então há ainda uma janela de tempo para que os cinco candidatos que faltam definam seus companheiros de chapa.
Qual é o perfil desses seis vices que já foram anunciados?
São pessoas com trajetórias bastante distintas. Tem empresária do empreendedorismo negro, ex-secretário de governo, delegado de polícia, professor aposentado, militar e ativista social. Cada um traz uma base de apoio diferente.
Gustavo Rocha deixou um cargo importante para disputar. Isso é comum?
Ele era secretário da Casa Civil, um dos postos mais altos da administração. Deixou em abril para se dedicar à campanha. É um movimento calculado — ele traz credibilidade de quem trabalhou na máquina, mas também sinaliza que está totalmente comprometido com a disputa.
Rafael Sampaio tentou deputado federal em 2022 e não conseguiu. Por que agora como vice?
Ele recebeu pouco mais de onze mil votos em 2022, insuficiente para a Câmara. Mas sua experiência na segurança pública é valiosa. O Novo está apostando que ele agrega mais na chapa como vice do que teria conseguido sozinho como deputado.
Thais Oliveira trabalha com mulheres vítimas de violência. Isso muda o tom da campanha da UP?
Coloca a questão de gênero e proteção social em primeiro plano. A UP está sinalizando que essas pautas são centrais para sua proposta, não periféricas.
O que o resgate da criança autista por Sérgio Prado diz sobre ele como candidato?
Mostra alguém que age em situações de risco real. Não é uma história construída para campanha — é um episódio que circulou e o tornou conhecido. Isso tem peso diferente de um currículo.
O Pulso
- O relógio corre: com o prazo de registro no TSE em 15 de agosto, cinco candidatos ao governo do DF ainda não escolheram seus vices, mantendo o cenário eleitoral em aberto.
- Seis chapas já se apresentam completas, reunindo perfis que vão de delegados e subtenentes a professores aposentados e empresárias do empreendedorismo negro, sinalizando disputas em múltiplas frentes ideológicas.
- A candidatura de reeleição de Celina Leão aposta em Gustavo Rocha, ex-secretário e ex-ministro dos Direitos Humanos, como âncora institucional para consolidar votos no campo governista.
- A esquerda se organiza em blocos distintos: a Federação Brasil da Esperança apresenta Dora Gomes como vice, enquanto PSTU e UP constroem chapas com lideranças históricas e movimentos sociais.
- O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e os eleitores do DF terão nas mãos uma cédula múltipla — presidente, governador, senador e deputados — tornando a disputa local parte de um movimento político nacional.
Com o encerramento das convenções partidárias no Distrito Federal, seis chapas para o governo local em 2026 já têm seus candidatos a vice-governador definidos, enquanto cinco ainda aguardam a composição final antes do prazo de registro no TSE, em 15 de agosto. Os perfis escolhidos — empresária do empreendedorismo negro, ex-ministro, delegado veterano, professor fundador de partido, policial militar e liderança feminina — revelam a diversidade de apostas eleitorais numa disputa que vai além de nomes: é um espelho das tensões e aspirações de uma capital que governa a si mesma e ao mesmo tempo habita o coração do poder federal.
As convenções partidárias do Distrito Federal encerraram-se em 5 de agosto com a confirmação de seis candidatos à vice-governadoria. De dez postulantes ao governo, apenas metade já tem chapa completa. O TSE receberá os registros até 15 de agosto.
A Federação Brasil da Esperança — PT, PV e PCdoB — apresenta Dora Gomes como vice de Leandro Grass. Empresária com trajetória no empreendedorismo negro e fundadora do Instituto É Possível, ela integra também o Grupo Mulheres do Brasil, organização com mais de cem mil associadas.
Na disputa pela reeleição, Celina Leão, do PP, terá ao lado Gustavo Rocha, que deixou a Secretaria da Casa Civil em abril para a campanha. Advogado com passagens por secretarias estaduais e pelo Ministério dos Direitos Humanos na gestão Temer, Rocha traz peso institucional à chapa.
O Novo aposta em Rafael Sampaio, delegado da Polícia Civil há vinte anos e ex-presidente do sindicato da categoria, para compor com Kiko Caputo. O partido enquadra a escolha como compromisso com segurança pública e valorização do servidor.
O PSTU mantém coerência interna: Ricardo Guillen, professor aposentado com mestrado em história e um dos fundadores do partido, será vice do Professor Robson. Já o Agir escolheu Sérgio Prado, subtenente da PM que ganhou visibilidade ao resgatar uma criança autista de três anos que andava sozinha em via movimentada da Cidade Estrutural.
A UP fecha o grupo com Thais Oliveira como vice de Samara Mineiro. Graduada em comunicação pela UnB, Oliveira é liderança nos direitos das mulheres e organizadora da ocupação Casa Ieda Santos Delgado, espaço de acolhimento a vítimas de violência.
Com cinco chapas ainda incompletas, o cenário segue em movimento. O primeiro turno ocorre em 4 de outubro, com possível segundo turno em 23 de outubro. Os eleitores do DF votarão também para presidente, senador e deputados federal e distrital.
As convenções partidárias do Distrito Federal fecharam as portas na quarta-feira, dia 5 de agosto, e com elas veio a confirmação de seis candidatos à vice-governadoria. Enquanto dez nomes já disputam o cargo de governador, apenas metade deles tem um companheiro de chapa definido. O Tribunal Superior Eleitoral receberá os registros até o dia 15 de agosto, e depois disso a campanha entra em sua reta final rumo aos turnos de outubro.
A chapa da Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PV e PCdoB, apresenta Dora Gomes como vice de Leandro Grass. Empresária com trajetória no empreendedorismo negro e fundadora do Instituto É Possível, Gomes integra também o Grupo Mulheres do Brasil, organização que congrega mais de cem mil associadas sob a presidência de Luiza Trajano. Seu nome vinha sendo articulado pelo PV há algum tempo para compor essa aliança.
No campo da reeleição, Celina Leão, pelo PP, terá Gustavo Rocha como vice. Rocha deixou a Secretaria da Casa Civil em abril para se dedicar à campanha. Advogado de formação, ele acumula passagens pelo governo estadual — onde foi secretário Extraordinário da Pessoa com Deficiência e depois de Justiça e Cidadania — e também pelo governo federal, onde serviu como ministro dos Direitos Humanos na gestão Michel Temer. Sua carreira no setor público começou em 2015 como Conselheiro Nacional do Ministério Público.
O Novo apresenta uma chapa homogênea: Kiko Caputo para governador e Rafael Sampaio para vice. Sampaio é delegado da Polícia Civil há vinte anos e presidiu o sindicato da categoria entre 2017 e 2022. Sua experiência inclui passagens como chefe de gabinete e secretário-executivo da Secretaria de Governo da Presidência da República, além de assessor de Relações Institucionais da Polícia Civil do DF. Em 2022, tentou uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo PL, recebendo 11.762 votos. O partido justifica sua escolha como um compromisso com a segurança pública e a valorização dos servidores públicos.
O PSTU mantém sua coesão interna com Professor Robson para governador e Ricardo Guillen para vice. Guillen é professor aposentado com mestrado em história, tendo atuado na rede pública de ensino do DF. Ele é um dos fundadores do partido e já disputou diversos cargos pela legenda — deputado distrital, senador, vice-governador e governador — consolidando uma presença de longa data na política local.
O Agir escolheu Elisson Ferreira para governador e Sérgio Prado para vice. Prado é subtenente da Polícia Militar do Distrito Federal e ganhou visibilidade ao resgatar uma criança de três anos com Transtorno do Espectro Autista que andava sozinha de triciclo em uma via de movimentação intensa na Cidade Estrutural.
A UP apresenta Samara Mineiro como candidata a governadora e Thais Oliveira como vice. Oliveira é graduada em comunicação pela Universidade de Brasília e é conhecida como liderança na luta pelos direitos das mulheres. Ela é uma das organizadoras da ocupação Casa Ieda Santos Delgado, espaço que acolhe mulheres vítimas de violência.
Com cinco chapas ainda sem vice definido, o cenário segue em movimento até o prazo final de registro. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, com possível segundo turno em 23 de outubro. Além de governador, os eleitores do DF votarão para presidente, senador — com dois votos que não podem ser no mesmo candidato — e deputados federal e distrital.
Citações Notáveis
A escolha de Rafael Sampaio demonstra um compromisso da chapa com a segurança pública e com a valorização dos servidores públicos do DF— Partido Novo