Conheça os nove candidatos ao governo do Distrito Federal em 2026

Retorna à disputa após 15 anos afastado, mas enfrenta incerteza jurídica
José Roberto Arruda é candidato pelo PSD, mas sua elegibilidade depende de julgamento que só ocorre após o prazo de registro.
Mark

Por que uma eleição para governador do Distrito Federal importa além da capital?

Mimi

Porque o DF é a sede do poder federal. Quem governa aqui define políticas que afetam não apenas os brasilienses, mas também a dinâmica política nacional. É um laboratório de poder.

Mark

Celina Leão é a favorita?

Mimi

Ela tem a vantagem de estar no cargo, mas a disputa é aberta. Leandro Grass chegou a 26% em 2022 e agora está no PT, que tem força nacional. Arruda traz experiência, mas carrega o peso de uma condenação ainda não resolvida.

Mark

E essa questão da elegibilidade de Arruda — é provável que ele seja barrado?

Mimi

Ninguém sabe ainda. O julgamento só acontece depois que o prazo para registro termina. É uma incerteza que paira sobre a candidatura dele até o último momento.

Mark

Qual é o perfil mais diferente entre esses candidatos?

Mimi

Talvez Professor Robson. Um professor aposentado, ativista negro, vindo de um partido pequeno. Ele representa uma voz muito diferente da maioria — que vem de estruturas de poder estabelecidas.

Mark

E Cappelli — por que ele saiu de um cargo tão importante para se candidatar?

Mimi

Ele ganhou visibilidade como interventor federal, virou conhecido nacionalmente. Às vezes a visibilidade cria a oportunidade. Mas deixar um ministério para disputar um governo estadual é um risco calculado.

Mark

Qual é o verdadeiro jogo aqui?

Mimi

É sobre quem consegue montar a melhor coligação, quem tem dinheiro de campanha, quem consegue mobilizar voto. Mas também é sobre qual visão de Brasília vai prevalecer — a continuidade, a volta do passado, ou algo novo.

  • A candidatura de José Roberto Arruda paira sobre a disputa como uma interrogação jurídica: condenado pela Operação Caixa de Pandora, ele pode ser declarado inelegível após o prazo de registro, criando uma incerteza que nenhum partido consegue ignorar.
  • Celina Leão governa sob a pressão de ter assumido o cargo de forma circunstancial, após a saída de Ibaneis Rocha, e agora precisa transformar uma governança herdada em mandato próprio conquistado nas urnas.
  • Leandro Grass chega ao PT com o capital político de 434 mil votos obtidos em 2022, posicionando-se como o principal desafiante e sinalizando que o segundo turno pode se repetir — desta vez com resultado diferente.
  • O campo se fragmenta entre candidatos de perfis radicalmente distintos — da procuradora que construiu sua trajetória a partir de uma tragédia pessoal ao professor da rede pública que milita pelo movimento negro —, tornando a disputa um espelho da diversidade social do DF.
  • Com convenções encerradas em 5 de agosto e registros devidos até o dia 15, o relógio institucional comprime o tempo político e força decisões que moldarão o cenário antes mesmo de a campanha ganhar corpo.

No Distrito Federal, nove candidatos se apresentam à disputa pelo governo local em 2026, cada um carregando uma visão distinta sobre o destino da capital federal. Entre a governadora em exercício que busca continuidade, um ex-governador que enfrenta sombras jurídicas do passado e um opositor que chegou perto da vitória em 2022, a eleição revela a tensão permanente entre poder estabelecido, renovação e responsabilização. Com o prazo de registro fixado em 15 de agosto e as urnas abertas em outubro, o Distrito Federal se prepara para um dos pleitos mais plurais de sua história recente.

Nove candidatos disputarão o governo do Distrito Federal em outubro de 2026, compondo um campo político que vai da atual governadora a estreantes na vida eleitoral. O prazo para registro no Tribunal Superior Eleitoral encerra em 15 de agosto, e o primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

Celina Leão, do Progressistas, é a governadora em exercício e busca reeleição. Ela assumiu o cargo em março deste ano após a saída de Ibaneis Rocha, que tentou — e depois abandonou — uma candidatura ao Senado. Com trajetória consolidada como deputada distrital, presidente da Câmara Legislativa do DF e deputada federal, Leão tem como vice Gustavo Rocha, do Republicanos.

José Roberto Arruda, pelo PSD, retorna à política após 15 anos de afastamento, mas sua candidatura carrega uma incerteza grave: condenado em 2024 por desdobramentos da Operação Caixa de Pandora, ele estaria inelegível até 2032. O julgamento sobre sua situação deve ocorrer apenas depois do prazo de registro, deixando sua participação em aberto.

Leandro Grass, agora no PT, é o principal nome da oposição. Em 2022, pelo Partido Verde, obteve 434 mil votos e foi ao segundo turno, perdendo apenas para Ibaneis Rocha. Ex-presidente do Iphan, ele deixou o cargo federal para concorrer.

Os demais candidatos trazem perfis variados: Paula Belmonte (PSDB), deputada distrital e procuradora que iniciou sua trajetória política após a morte de um filho; Kiko Caputo (Novo), advogado e ex-presidente da OAB-DF; e Ricardo Cappelli (PSB), que ganhou projeção nacional como interventor federal no DF após os ataques de 8 de janeiro de 2023. Completam o quadro Elisson Ferreira (Agir), jornalista em sua primeira candidatura; Professor Robson (PSTU), docente e ativista do movimento negro; e Samara Mineiro (UP), professora de geografia formada pela UnB e natural de Ceilândia.

Além do governador, os eleitores do DF votarão em outubro para presidente, senador, deputado federal e deputado distrital.

Nove candidatos já estão na disputa pela governança do Distrito Federal nas eleições de 2026, cada um representando uma trajetória política distinta e um projeto diferente para a capital federal. A lista inclui nomes que vão desde a atual ocupante do cargo até ex-governadores, empresários, professores e ativistas sociais, refletindo a pluralidade de forças que competem pelo poder executivo local.

Celina Leão, do Progressistas, é a governadora em exercício e busca sua reeleição. Ela assumiu o cargo em março deste ano quando Ibaneis Rocha deixou a administração para tentar uma vaga no Senado — candidatura que posteriormente abandonou. Leão tem uma trajetória consolidada na política local: foi deputada distrital entre 2011 e 2019, presidiu a Câmara Legislativa do DF, e depois serviu como deputada federal até 2022. Seu vice na chapa é Gustavo Rocha, do Republicanos.

José Roberto Arruda, pelo PSD, retorna à disputa eleitoral após 15 anos afastado da política. O ex-governador é engenheiro de formação e já ocupou cargos como deputado federal e senador. Sua candidatura, porém, envolve uma incerteza jurídica significativa: condenado em 2024 por desdobramentos da Operação Caixa de Pandora, ele estaria inelegível até 2032. O julgamento sobre sua elegibilidade só deve ocorrer após o prazo final para registro de candidatos junto à Justiça Eleitoral, marcado para 15 de agosto.

Leandro Grass, agora filiado ao Partido dos Trabalhadores, chega como um dos candidatos com maior visibilidade eleitoral recente. Em 2022, quando concorria pelo Partido Verde, obteve 434 mil votos — 26,25% do total — e chegou ao segundo turno, sendo derrotado apenas por Ibaneis Rocha. Grass é ex-presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, vinculado ao Ministério da Cultura, cargo que deixou para esta candidatura. Também foi eleito deputado distrital em 2018.

Os demais candidatos trazem perfis variados. Paula Belmonte, do PSDB, é deputada distrital e procuradora-adjunta na Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Legislativa. Mãe de seis filhos, iniciou sua trajetória política após a morte do filho Arthur, aos dois anos, e construiu sua carreira em torno da defesa da infância. Kiko Caputo, do Novo, é advogado e ex-presidente da OAB do DF, integrante da tradicional família Caputo Bastos no direito local — seu irmão é ministro do Tribunal Superior do Trabalho. Ricardo Cappelli, pelo PSB, é ex-chefe da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial e ganhou projeção nacional em 2023 quando assumiu como interventor federal no DF após o atentado de 8 de janeiro, posteriormente ocupando cargo de ministro-chefe interino do Gabinete de Segurança Institucional.

Os candidatos de menor expressão eleitoral histórica completam o quadro. Elisson Ferreira, do Agir, é jornalista e empresário com 39 anos, natural de Taguatinga, e esta é sua primeira candidatura a cargo eletivo. Professor Robson, do PSTU, é docente da rede pública há mais de 20 anos e ativista do movimento negro, disputando pela segunda vez o governo estadual. Samara Mineiro, da UP, é professora de geografia formada pela Universidade de Brasília, natural de Ceilândia.

O prazo para as convenções partidárias — reuniões de filiados para escolher os candidatos — encerrou na quarta-feira, 5 de agosto. Agora os partidos têm até 15 de agosto para registrar oficialmente seus nomes no Tribunal Superior Eleitoral. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, com segundo turno previsto para 23 de outubro. Além do governador, os eleitores do Distrito Federal votarão para presidente, senador — dois votos que não podem ser no mesmo candidato — deputado federal e deputado distrital.

Celina Leão assumiu o cargo em março deste ano quando Ibaneis Rocha deixou a administração para tentar uma vaga no Senado
— Contexto da candidatura de Celina Leão
Leandro Grass chegou ao segundo turno em 2022 com 26,25% dos votos, sendo derrotado apenas por Ibaneis Rocha
— Desempenho eleitoral anterior de Leandro Grass
Quieres la nota completa? Lee el original en G1 ↗
Contáctanos FAQ