Na noite de terça-feira, o São Paulo reencontrou o caminho da vitória no Morumbi, encerrando um jejum de seis partidas que pesava sobre o clube desde a pausa do calendário para a Copa do Mundo. Com gols de Luciano, Calleri e Sabino, o tricolor superou o Bolívar por 3 a 1 e garantiu vaga nas quartas de final da Copa Sul-Americana — onde aguarda o Boca Juniors, adversário que não perdoa hesitações. O futebol, como sempre, cobra seu preço antes de conceder o alívio.
São Paulo vence Bolívar e avança às quartas da Sul-Americana; enfrentará Boca
Seis jogos sem vencer, e a vitória chega suada
Por que essa vitória do São Paulo importa tanto se o placar parecia confortável?
Porque seis jogos sem vencer é uma sequência que corrói a confiança. O time estava em jejum desde antes da Copa do Mundo. Essa vitória, mesmo que tenha sido suada, quebra um ciclo.
O Bolívar foi um adversário fácil então?
Não. O resultado final de 3 a 1 esconde um jogo muito mais tenso. O Bolívar empatou em La Paz e quase conseguiu um resultado positivo no Morumbi também. Asprilla marcou um gol bonito no segundo tempo.
E agora vem o Boca. Como é esse confronto?
É um duelo entre tradições. O Boca chegou às quartas com muito mais tranquilidade, goleando o Recoleta. Mas o São Paulo tem a vantagem de estar em casa na próxima fase, e agora tem ritmo de vitória.
A arbitragem foi um problema naquela noite?
Sim, houve lances polêmicos. Um cartão amarelo que poderia ter sido vermelho, uma falta dura que o juiz preferiu deixar passar. Essas coisas pesam no jogo, especialmente quando você está tentando recuperar a confiança.
E o Fluminense, como ficou?
Também avançou, mas de forma muito mais dramática. Perdeu um jogador cedo, jogou com um a menos quase todo o segundo tempo, e só venceu nos pênaltis. O Fábio foi o herói.
El Pulso
- Seis partidas sem vencer haviam transformado a classificação em obrigação urgente, e o Morumbi precisava de uma resposta à altura.
- A arbitragem irritou os donos da casa durante toda a noite, com lances polêmicos que escaparam da punição máxima e alimentaram a tensão nas arquibancadas.
- O Bolívar empatou no segundo tempo com um gol de ângulo de Asprilla, acordando o perigo de uma eliminação que parecia distante.
- Um pênalti convertido por Calleri e um cabeceio certeiro de Sabino em escanteio devolveram o controle ao São Paulo e selaram a classificação.
- O próximo obstáculo é o Boca Juniors, que avançou com autoridade ao golear o Deportivo Recoleta por 3 a 1 e 4 a 0 — sinal claro de que o duelo nas quartas será de alto risco.
Na noite de terça-feira, o São Paulo reencontrou o caminho da vitória no Morumbi, encerrando um jejum de seis partidas que pesava sobre o clube desde a pausa do calendário para a Copa do Mundo. Com gols de Luciano, Calleri e Sabino, o tricolor superou o Bolívar por 3 a 1 e garantiu vaga nas quartas de final da Copa Sul-Americana — onde aguarda o Boca Juniors, adversário que não perdoa hesitações. O futebol, como sempre, cobra seu preço antes de conceder o alívio.
O São Paulo respirou aliviado na noite de terça-feira. Depois de seis partidas sem vencer desde a pausa para a Copa do Mundo, o tricolor derrotou o Bolívar por 3 a 1 no Morumbi e avançou às quartas de final da Copa Sul-Americana. A classificação havia começado com um empate sem graça em La Paz, a 3.650 metros de altitude, onde o placar ficou em 1 a 1.
Sob o comando de Dorival Júnior, o time abriu o placar aos 18 minutos com Luciano, que cabeceou com precisão após cruzamento de Danielzinho pela esquerda. A noite, porém, não foi tranquila: a arbitragem virou alvo constante de reclamações, com lances duros que escaparam da expulsão. No segundo tempo, Asprilla acertou o ângulo de Rafael e empatou para o Bolívar, reacendendo a tensão.
A resposta veio em sequência. Um pênalti assinalado pelo árbitro de vídeo — após braço de Echeverría em cabeceio de Sabino — foi convertido por Calleri aos 23 minutos. Aos 31, Sabino aproveitou escanteio de Artur e marcou o terceiro, encerrando o jejum que durava desde 26 de maio.
Nas quartas, o adversário será o Boca Juniors, que eliminou o Deportivo Recoleta com vitórias de 3 a 1 e 4 a 0. O confronto entre os dois clubes tradicionais promete ser um dos mais duros da fase. Na mesma noite, o Fluminense também avançou na Libertadores — mas pelo caminho mais difícil, vencendo o Argentino de Mendoza nos pênaltis por 5 a 4, com um jogador a menos desde o segundo tempo e o goleiro Fábio como herói da classificação.
O São Paulo finalmente respirou fundo na noite de terça-feira. Depois de seis partidas sem vencer — uma sequência que começou quando o calendário parou para a Copa do Mundo — o time tricolor derrotou o Bolívar por 3 a 1 no Morumbi e garantiu sua passagem às quartas de final da Copa Sul-Americana. Os gols saíram dos pés de Luciano, Calleri e Sabino, consolidando uma classificação que havia começado com um empate sem graça em La Paz, a 3.650 metros de altitude, onde o placar ficou em 1 a 1.
O caminho até essa vitória, porém, foi mais acidentado do que o resultado final sugere. Sob o comando de Dorival Júnior, o São Paulo abriu o placar cedo, aos 18 minutos, quando Luciano recebeu um cruzamento de Danielzinho pela esquerda e cabeceou com precisão. Parecia que a noite seria tranquila. Não foi. A arbitragem virou motivo de reclamação constante dos donos da casa — em um lance, Asprilla foi agarrado e soltou o braço nas costas do rival, escapando com apenas amarelo; em outro, Saavedra cometeu falta dura em Danielzinho mas o juiz preferiu dar vantagem em vez de expulsar.
No segundo tempo, o Bolívar respondeu com rapidez. Aos 16 minutos, Asprilla trocou passes com liberdade pela meia-lua e bateu forte, acertando o ângulo esquerdo de Rafael. O gol despertou o São Paulo. Sabino cabeceou após uma falta, a bola foi bloqueada pelo braço de Echeverría, e o árbitro de vídeo chamou o juiz para assinalar o pênalti. Calleri converteu bem, aos 23.
A tranquilidade voltou aos 31 minutos, quando Sabino aproveitou um escanteio batido por Artur e marcou o terceiro gol. Com isso, o São Paulo encerrou seu jejum de vitórias — a última havia sido em 26 de maio — e garantiu um confronto que promete ser áspero nas quartas de final.
O adversário já está definido: o Boca Juniors. O time argentino avançou com muito mais facilidade, eliminando o Deportivo Recoleta do Paraguai com vitórias de 3 a 1 em Buenos Aires e 4 a 0 em Assunção. Será um duelo de peso, entre dois clubes tradicionais do continente, em uma fase que costuma separar os fortes dos fracos.
Na mesma noite, o Fluminense também avançou na Libertadores, mas pelo caminho mais difícil. Dirigido interinamente por Marcão — Luis Zubeldía havia sido demitido — o time carioca enfrentou o Argentino de Mendoza. Após um 0 a 0 no Maracanã, empatou por 1 a 1 na volta e venceu nos pênaltis por 5 a 4. O goleiro Fábio foi decisivo na definição, enquanto o time jogou com um a menos desde os 12 minutos do segundo tempo, quando Cannobio foi expulso.
Citas Notables
Duelo promete ser duro nas quartas de final— Folha de S.Paulo