Em um estado que carrega o peso de ser o mais populoso do Brasil, São Paulo mobiliza seus 645 municípios em uma campanha de multivacinação que vai até o primeiro de setembro, oferecendo vinte imunizantes a crianças e adolescentes menores de 15 anos. Por trás da amplitude da iniciativa existe uma urgência concreta: o sarampo voltou a circular em 2026, com 23 casos confirmados e um perfil de infectados que revela décadas de lacunas na cobertura vacinal. A campanha é, ao mesmo tempo, resposta a uma crise presente e aposta no futuro — a tentativa de fechar, em poucas semanas, brechas que levaram a
São Paulo oferece 20 vacinas em campanha de multivacinação até setembro
Dezesseis pacientes não tinham vacinação ou esquema incompleto
Por que vinte vacinas diferentes? Não seria mais simples oferecer apenas as mais críticas?
Porque a realidade das crianças é desigual. Algumas perderam doses durante a pandemia, outras nunca tiveram acesso completo. Ao oferecer todas de uma vez, você pega quem está atrasado em hepatite, quem falta poliomielite, quem nunca recebeu HPV. É uma rede de segurança.
E o sarampo especificamente? Por que virou prioridade tão grande?
Vinte e três casos em um ano é um sinal de alerta. Não é epidemia, mas é circulação ativa. E o pior é que a maioria dos infectados não tinha vacinação ou tinha esquema incompleto. Significa que há bolsões de pessoas desprotegidas.
Esses bolsões estão onde?
Concentrados na região metropolitana. Vinte casos em São Paulo, alguns em Guarulhos e São Bernardo. Não é distribuído. É localizado, o que torna mais fácil conter se você agir rápido.
E está funcionando?
Os números sugerem que sim. Meio milhão de doses da tríplice viral só na capital em poucas semanas. Isso é mobilização real, não apenas anúncio.
Qual é o risco se a campanha não funcionar?
Que o sarampo continue circulando e chegue a crianças menores de dois anos, que é onde vemos os casos mais graves. Ou que outras doenças preveníveis ganhem espaço onde há brechas vacinais.
Il Polso
- O sarampo, doença que o Brasil já havia eliminado, reapareceu em São Paulo em 2026 com 23 casos confirmados, afetando principalmente crianças menores de dois anos e pessoas com vacinação incompleta.
- Dezesseis dos 23 infectados nunca haviam sido vacinados ou tinham o esquema incompleto, expondo uma vulnerabilidade silenciosa que se acumulou ao longo do tempo em comunidades com acesso desigual à saúde.
- O governo intensificou a vacinação contra sarampo em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, recomendando a tríplice viral para qualquer pessoa entre seis meses e 59 anos, independentemente do histórico vacinal anterior.
- Cerca de 660 mil doses da tríplice viral já foram aplicadas nos três municípios desde o início de agosto, sinalizando que a resposta em escala está em curso e ganhando velocidade.
- A campanha mais ampla, com vinte imunizantes disponíveis até 1º de setembro em todos os 645 municípios, busca sincronizar o estado inteiro e elevar a cobertura vacinal de menores de 15 anos antes que novas brechas se tornem novas crises.
Em um estado que carrega o peso de ser o mais populoso do Brasil, São Paulo mobiliza seus 645 municípios em uma campanha de multivacinação que vai até o primeiro de setembro, oferecendo vinte imunizantes a crianças e adolescentes menores de 15 anos. Por trás da amplitude da iniciativa existe uma urgência concreta: o sarampo voltou a circular em 2026, com 23 casos confirmados e um perfil de infectados que revela décadas de lacunas na cobertura vacinal. A campanha é, ao mesmo tempo, resposta a uma crise presente e aposta no futuro — a tentativa de fechar, em poucas semanas, brechas que levaram anos para se abrir.
São Paulo está em meio a uma campanha de vacinação em larga escala que se estende até o primeiro de setembro, abrangendo todos os 645 municípios do estado. A iniciativa coloca à disposição de crianças e adolescentes menores de 15 anos vinte imunizantes diferentes — de BCG e hepatite B a dengue tetravalente e HPV —, cada um aplicado conforme a idade e o histórico vacinal de cada criança. Os pais são orientados a levar a caderneta para que os profissionais verifiquem exatamente quais doses ainda faltam.
Por trás da amplitude da campanha existe uma preocupação específica e urgente: o sarampo. Em 2026, São Paulo confirmou 23 casos da doença, dois deles importados do exterior e os demais ligados a cadeias de transmissão cujas origens ainda não foram completamente rastreadas. A concentração geográfica é clara — vinte pacientes vivem na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
O perfil dos infectados revela onde as brechas se abriram. Dezesseis dos 23 nunca haviam sido vacinados ou tinham esquema incompleto. Quinze tinham menos de dois anos de idade. Oito estavam na faixa dos 15 aos 50 anos. Em resposta, o governo intensificou a vacinação contra sarampo nos três municípios afetados, recomendando a tríplice viral para qualquer pessoa entre seis meses e 59 anos. Desde o início de agosto, aproximadamente 660 mil doses já foram aplicadas nessas cidades.
A campanha mais ampla de multivacinação vai além do sarampo: é um esforço de sincronização estadual para atualizar o status imunológico de crianças e adolescentes, fechando lacunas abertas durante períodos de menor cobertura ou em comunidades com acesso desigual à saúde. O governo aposta que, ao oferecer vinte vacinas em um único período concentrado em todo o estado, conseguirá elevar significativamente o número de menores de 15 anos com esquemas vacinais completos antes do encerramento da campanha, no primeiro de setembro.
São Paulo está em meio a uma campanha de vacinação em larga escala que se estenderá até o primeiro de setembro, abrangendo todos os 645 municípios do estado. Iniciada no começo de agosto, a iniciativa coloca à disposição de crianças e adolescentes menores de 15 anos um portfólio de vinte imunizantes diferentes, cada um aplicado conforme a idade da criança, seu histórico de doses anteriores e as recomendações específicas de cada vacina.
O cardápio de proteção é amplo: BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócica em suas versões 10-valente, 20-valente e 23-valente, meningocócica C, meningocócica ACWY, influenza, covid-19, febre amarela, tríplice viral, varicela, DTP, hepatite A, dT, HPV e dengue tetravalente. O ponto central é que nenhuma criança recebe doses desnecessárias. Os pais e responsáveis são orientados a trazer a caderneta de vacinação para que os profissionais de saúde verifiquem exatamente quais imunizantes ainda faltam e apliquem apenas o que é necessário.
Por trás dessa campanha ampla existe uma preocupação específica e urgente: o sarampo. Em 2026, São Paulo confirmou 23 casos da doença, um número que disparou os alarmes nas secretarias de saúde. Desses, dois foram importados do exterior. Os outros 21 estão ligados a importações, embora as autoridades ainda não tenham conseguido rastrear a fonte exata da infecção. A distribuição geográfica concentra-se em três municípios: vinte dos pacientes vivem na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
O perfil dos infectados revela uma vulnerabilidade preocupante. Dezesseis dos vinte e três pacientes nunca haviam sido vacinados ou tinham o esquema incompleto. Quinze tinham menos de dois anos de idade, grupo particularmente frágil. Oito estavam na faixa dos 15 aos 50 anos. Essa distribuição etária sugere que a doença encontrou brechas em populações com cobertura vacinal inadequada, especialmente entre os mais jovens.
Em resposta, o governo intensificou a vacinação contra sarampo especificamente em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, recomendando a tríplice viral para qualquer pessoa entre seis meses e 59 anos, independentemente de ter sido vacinada antes, desde que respeitados os intervalos de segurança entre doses e as contraindicações médicas. Os números mostram que a estratégia está funcionando em escala. Desde o início de agosto, aproximadamente 660 mil doses da tríplice viral foram aplicadas nesses três municípios. Na capital, foram 500 mil doses. Guarulhos recebeu 90 mil. São Bernardo do Campo, 70 mil.
A campanha mais ampla de multivacinação, porém, não se limita ao sarampo. Ela representa um esforço de sincronização em todo o estado para atualizar o status imunológico de crianças e adolescentes, fechando lacunas que possam ter se aberto durante períodos de menor cobertura ou em comunidades com acesso desigual aos serviços de saúde. O governo aposta que ao oferecer vinte vacinas diferentes em um único período concentrado, em todos os 645 municípios, conseguirá elevar significativamente o número de menores de 15 anos com esquemas vacinais completos. A campanha segue até primeiro de setembro.
Citazioni salienti
A vacinação é feita de acordo com o histórico vacinal, por isso os pais e responsáveis devem levar a caderneta de vacinação para conferência e aplicação apenas das doses necessárias— Governo de São Paulo