No Couto Pereira, São Paulo e Coritiba dividiram um ponto que tem significados opostos: para o time paulista, o empate preserva a invencibilidade construída sob Dorival Júnior e confirma uma identidade resiliente em formação; para o time paranaense, prolonga uma crise de oito jogos sem vitória que começa a pesar sobre o início de temporada. Entre um gol sofrido cedo e um empate arrancado tarde, o futebol revelou, mais uma vez, que persistência e eficiência raramente caminham juntas na mesma noite.
São Paulo empata com Coritiba e segue invicto sob comando de Dorival
Rafael saiu bem nos pés do atacante para fazer uma defesa salvadora
Por que um empate fora de casa é considerado positivo para o São Paulo nesta situação?
Porque o time saiu atrás no placar e poderia ter perdido. O Coritiba criou chances claras para vencer, especialmente com Alef Manga. O fato de Rafael fazer defesas decisivas e Marcos Paulo conseguir o empate mostra que o time não desanima quando está em dificuldade.
O Coritiba parecia ter o jogo controlado. O que mudou?
O Coritiba dominou o início, mas não conseguiu converter suas chances. Quando você tem oportunidades claras e não marca, a confiança cai. O São Paulo aproveitou isso para crescer no jogo.
Rafael foi realmente tão importante assim?
Absolutamente. Ele fez pelo menos duas defesas que poderiam ter sido gols. Em um jogo onde o adversário cria chances e você está atrás no placar, um goleiro que aparece nos momentos certos pode ser a diferença entre derrota e empate.
E essa sequência invicta do São Paulo sob Dorival, o que ela significa?
Significa que o time encontrou uma estabilidade depois de uma possível instabilidade anterior. Duas vitórias e agora um empate fora de casa mantêm essa sequência viva, mesmo que o resultado não seja uma vitória.
O Coritiba está realmente em crise?
Sim. Oito jogos sem vencer é uma sequência longa. Começou com duas goleadas pesadas, foi eliminado da Copa do Brasil, e agora não consegue vencer nem quando cria as melhores chances do jogo. Isso afeta a confiança coletiva.
The Pulse
- O Coritiba saiu na frente aos 12 minutos e dominou o primeiro tempo, criando chances claras para ampliar e encerrar o jogo antes do intervalo.
- O goleiro Rafael tornou-se o personagem decisivo da noite, salvando o São Paulo em ao menos duas situações em que Alef Manga entrou livre na área.
- A ineficiência ofensiva do Coritiba abriu espaço para a reação tricolor, que ganhou intensidade na segunda etapa com a entrada de Marcos Paulo.
- Aos 36 do segundo tempo, Marcos Paulo chutou colocado com desvio e igualou o placar, frustrando a torcida local e mantendo a série invicta do São Paulo.
- O Coritiba ainda desperdiçou uma última chance nos acréscimos, quando Bruno Viana furou após escanteio, consolidando mais um resultado negativo para o time paranaense.
No Couto Pereira, São Paulo e Coritiba dividiram um ponto que tem significados opostos: para o time paulista, o empate preserva a invencibilidade construída sob Dorival Júnior e confirma uma identidade resiliente em formação; para o time paranaense, prolonga uma crise de oito jogos sem vitória que começa a pesar sobre o início de temporada. Entre um gol sofrido cedo e um empate arrancado tarde, o futebol revelou, mais uma vez, que persistência e eficiência raramente caminham juntas na mesma noite.
O São Paulo chegou a Curitiba com a invencibilidade sob Dorival Júnior como escudo, mas encontrou um Coritiba determinado a interrompê-la. Logo aos 12 minutos, Bruno Gomes aproveitou ajuste de Alef Manga dentro da área e chutou no cantinho para abrir o placar. O Tricolor resistiu à pressão inicial e foi encontrando seu ritmo, com Rodrigo Nestor chegando perto do empate aos 30 minutos ao acertar a trave.
O goleiro Rafael foi o grande protagonista da noite. Ainda no primeiro tempo, Alef Manga entrou livre na área e Rafael saiu nos seus pés para fazer defesa decisiva. Na segunda etapa, o atacante voltou a ser lançado no contra-ataque, mas seu chute saiu fraco e Rafael defendeu novamente. A ineficiência do Coritiba em converter as chances alimentou a reação paulista.
Aos 35 minutos do segundo tempo, Marcos Paulo — que havia entrado no intervalo — recebeu a bola, chutou colocado com desvio e igualou o placar em 1 a 1. Nos minutos finais, o Coritiba ainda teve uma última oportunidade em escanteio, mas Bruno Viana furou a bola para decepção da torcida local.
O empate mantém intacta a sequência invicta do São Paulo, que chegava ao jogo após goleada sobre o América-MG e eliminação do Ituano na Copa do Brasil. Para o Coritiba, o resultado estende uma crise de oito jogos sem vitória, marcada por derrotas pesadas para Flamengo e Fortaleza e eliminação na Copa do Brasil diante do Sport. A semana que vem não oferece descanso ao Tricolor: viagem à Colômbia para enfrentar o Tolima pela Sul-Americana na terça, e depois o Internacional no Morumbi pelo Brasileirão.
O São Paulo chegou a Curitiba no sábado à noite carregando uma sequência invicta sob o comando de Dorival Júnior, mas encontrou um Coritiba disposto a interromper essa trajetória. No estádio Couto Pereira, o time da casa saiu na frente cedo: aos 12 minutos do primeiro tempo, Bruno Gomes aproveitou um ajuste de Alef Manga dentro da área e chutou no cantinho para abrir o placar. O Tricolor, porém, não se deixou abater. Mesmo pressionado nos momentos iniciais, o time paulista começou a encontrar seu ritmo conforme o primeiro tempo avançava, criando oportunidades para empatar.
Rodigo Nestor quase igualou o jogo aos 30 minutos com um chute colocado que acertou a trave. Mas foi o goleiro Rafael quem se tornou figura decisiva naquele sábado. Ainda na etapa inicial, Alef Manga recebeu um lançamento em profundidade e entrou na área com liberdade, mas Rafael saiu bem nos pés do atacante para fazer uma defesa que poderia ter definido o resultado. O Coritiba tinha a chance de matar o jogo antes do intervalo, mas a ineficiência ofensiva começava a aparecer.
Na volta do intervalo, o padrão se repetiu. Alef Manga novamente foi lançado no contra-ataque e entrou na área com espaço, mas desta vez seu chute saiu fraco e Rafael novamente apareceu para defender. O São Paulo, alimentado pela dificuldade do adversário em converter suas chances, começou a pressionar com mais intensidade. Aos 35 minutos do segundo tempo, Marcos Paulo, que havia entrado no intervalo saindo do banco de reservas, recebeu a bola e chutou colocado com desvio, igualando o placar em 1 a 1.
O empate mantém a invencibilidade do São Paulo desde a chegada de Dorival Júnior. O time paulista chegava ao confronto embalado por duas vitórias consecutivas: havia goleado o América-MG por 3 a 0 no Brasileirão e eliminado o Ituano por 1 a 0 na Copa do Brasil. Para o Coritiba, o resultado prolonga uma crise que já dura oito jogos sem vitória. O time paranaense havia começado sua campanha no Brasileirão com duas derrotas por 3 a 0, para Flamengo e Fortaleza, e ainda vinha de uma eliminação na terceira fase da Copa do Brasil diante do Sport.
Nos minutos finais, o Coritiba ainda teve uma última chance de sair com a vitória. Bruno Viana furou após uma cobrança de escanteio desviada por Kuscevic, para decepção da torcida local. O resultado deixa o São Paulo com a sequência invicta intacta, enquanto o Coritiba segue preso em sua crise ofensiva.
O calendário não oferece respiro para o Tricolor. Na próxima semana, o time paulista viaja para a Colômbia para enfrentar o Tolima pela Copa Sul-Americana na terça-feira, às 19h de Brasília, no estádio Manuel Murillo Toro em Ibagué. Depois, na próxima rodada do Brasileirão, o São Paulo receberá o Internacional no Morumbi, enquanto o Coritiba visitará o Bahia na Itaipava Fonte Nova. Ambos os confrontos estão marcados para as 16h do domingo seguinte.
Notable Quotes
O São Paulo saiu atrás no placar e foi pressionado, mas contou com mais uma boa atuação do goleiro Rafael para conseguir o empate— Relato da partida