Em Curitiba, na noite de quinta-feira, o São Paulo protagonizou mais um capítulo de uma contradição que parece estrutural: dominar sem decidir. Calleri abriu o placar em quatro minutos, o time controlou o primeiro tempo com autoridade, mas a incapacidade de ampliar a vantagem abriu espaço para que o Coritiba, reorganizado no intervalo, empatasse com Alef Manga e confirmasse o quarto empate consecutivo do Tricolor. Há algo de trágico e recorrente nessa narrativa — a de um time que acumula superioridade sem convertê-la em conquista.
São Paulo desperdiça superioridade e empata com Coritiba pelo Brasileirão
Quando você não mata o jogo cedo, a outra equipe respira
Por que o São Paulo não conseguiu ampliar a vantagem no primeiro tempo, tendo tanta superioridade?
Futebol é assim às vezes. Eles criaram as chances, mas o Coritiba defendeu bem e o São Paulo não foi eficiente. Quando você não mata o jogo cedo, a outra equipe respira e volta diferente no intervalo.
O que Gustavo Morínigo fez no intervalo que mudou tanto o jogo?
Ele entendeu que precisava atacar mais. Colocou Robinho para sair melhor com a bola e adicionou um quarto atacante. Virou um jogo diferente — o Coritiba passou a pressionar e o São Paulo recuou.
Calleri marcou cedo, mas isso não foi suficiente. Como um atacante lida com isso?
Frustrante. Ele fez seu trabalho, marcou bem, mas o time não conseguiu acompanhar. É um gol que fica na memória, mas que não vale de nada se o resultado final é um empate.
Rogério Ceni cobrou foco total dos jogadores. Por que isso não funcionou?
Funcionou no primeiro tempo. O problema é que o futebol tem dois tempos. Você não pode relaxar, e o Coritiba não relaxou. Quando o São Paulo viu o empate, tentou reagir, mas já era tarde.
Qual é o padrão que está se repetindo com o São Paulo?
Eles saem na frente, criam chances, mas não convertem. Depois sofrem o empate. Isso aconteceu contra o Avaí, agora contra o Coritiba. É um problema de eficiência e, talvez, de confiança.
The Pulse
- O São Paulo entrou dominante em Curitiba, marcou logo aos 4 minutos com Calleri e pareceu encaminhar uma vitória necessária para escalar na tabela.
- Apesar do controle absoluto no primeiro tempo, o segundo gol não saiu — e essa omissão custaria caro.
- No intervalo, o Coritiba reformulou tudo: entrou com um quarto atacante e passou a pressionar a saída de bola do adversário com intensidade crescente.
- Aos 14 minutos do segundo tempo, Alef Manga finalizou no canto e igualou o placar, repetindo o roteiro que já havia custado pontos ao São Paulo em rodadas anteriores.
- O empate em 1 a 1 é o quarto seguido do São Paulo, que permanece em sexto lugar com 15 pontos — mesma pontuação do Coritiba, agora em quinto.
Em Curitiba, na noite de quinta-feira, o São Paulo protagonizou mais um capítulo de uma contradição que parece estrutural: dominar sem decidir. Calleri abriu o placar em quatro minutos, o time controlou o primeiro tempo com autoridade, mas a incapacidade de ampliar a vantagem abriu espaço para que o Coritiba, reorganizado no intervalo, empatasse com Alef Manga e confirmasse o quarto empate consecutivo do Tricolor. Há algo de trágico e recorrente nessa narrativa — a de um time que acumula superioridade sem convertê-la em conquista.
O São Paulo chegou ao Couto Pereira com intenção clara de impor seu ritmo desde o início, e nos primeiros minutos o plano funcionou à perfeição. Diego Costa roubou a bola, a jogada se desenvolveu rapidamente pela esquerda com Reinaldo, e Calleri entrou de carrinho para abrir o placar — seu nono gol em dez jogos no Brasileirão. Rogério Ceni havia alertado o grupo sobre o perigo de sair na frente sem conseguir segurar, lembrando o que acontecera contra o Avaí. O time respondeu com intensidade nos 45 minutos iniciais, criando chances, mas o segundo gol não veio.
No intervalo, o técnico Gustavo Morínigo reconfigurou o Coritiba: tirou Val, colocou Robinho para melhorar a saída de bola e ainda adicionou um quarto atacante com a entrada de Clayton. A equipe voltou para o segundo tempo com outra postura — pressionando, criando perigo e rondando o gol de Jandrei. Aos 14 minutos, uma falta mal cobrada sobrou na área e Alef Manga finalizou no canto para empatar. O padrão que assombrava o São Paulo se repetia com precisão perturbadora.
Ceni tentou reagir com a entrada de Patrick no lugar de Luan, abrindo mão de um volante para reforçar o ataque. O jogo ficou aberto, com chances dos dois lados, mas nenhuma equipe conseguiu ser mais eficiente. O apito final selou o 1 a 1 — quarto empate seguido do São Paulo, que permanece em sexto lugar com 15 pontos, mesma pontuação do Coritiba, agora em quinto. O salto na tabela que Ceni desejava não aconteceu, e a história do time que domina mas não decide segue sem resolução.
O São Paulo entrou em campo na quinta-feira à noite em Curitiba com um plano claro: transformar o Couto Pereira em seu estádio, pressionar desde o primeiro minuto e converter a superioridade em gols. Nos primeiros quatro minutos, funcionou. Diego Costa roubou a bola na saída, Rafinha inverteu para Reinaldo, que cruzou entre os zagueiros. Calleri entrou de carrinho e abriu o placar — seu nono gol em dez jogos pelo Brasileirão, apagando rapidamente a frustração do pênalti perdido contra o Avaí no fim de semana anterior.
O técnico Rogério Ceni havia cobrado foco total dos seus jogadores, lembrando-os do que custou caro em Santa Catarina: sair na frente e não conseguir segurar. O time respondeu com intensidade. Os 45 minutos iniciais foram de domínio absoluto do São Paulo. Chances não faltaram. Mas o segundo gol não saiu, e o intervalo chegou com apenas 1 a 0 no placar.
No vestiário, o Coritiba fez sua lição de casa. Gustavo Morínigo tirou Val e colocou Robinho para melhorar a saída de bola. Mais importante: reforçou o ataque com um quarto atacante, Clayton entrando no lugar de Thonny Anderson. Agora seriam quatro peças ofensivas — Adrián Martínez, Igor Paixão, Alef Manga e Clayton — contra os três zagueiros do São Paulo. Era tudo ou nada.
O segundo tempo começou com os papéis invertidos. O Coritiba pressionava, criava chances, rondava o gol de Jandrei com perigo. Aos 14 minutos, uma cobrança de falta malsucedida sobrou na área. Alef Manga finalizou no canto, longe do alcance do goleiro. Empate. O padrão que assombrava o São Paulo se repetia: sair na frente, não ampliar, sofrer o empate.
Rogério Ceni demorou um pouco para reagir, mas quando colocou Patrick no lugar de Luan, abriu mão do volante e impulsionou o time novamente ao ataque. O Coritiba, porém, não recuou. O jogo ficou aberto, com chances de um lado e respostas quase imediatas do outro. Nenhuma equipe conseguiu ser mais eficiente. O apito final confirmou o que já era previsível: 1 a 1.
Com o quarto empate seguido — 1 a 1 com o Corinthians, 2 a 2 com o Ceará, agora 1 a 1 com o Coritiba — o São Paulo permanece em sexto lugar com 15 pontos. O Coritiba, que manteve sua invencibilidade, subiu para quinto com a mesma pontuação. O salto que Rogério Ceni desejava na tabela não aconteceu. A história do time que domina mas não consegue vencer segue seu curso.
Notable Quotes
Rogério Ceni cobrou atenção total do time nos 90 minutos, algo que havia custado caro no jogo anterior contra o Avaí— Contexto da partida