No futebol, como na vida, o silêncio pode ser a resposta mais definitiva de todas. O São Paulo estendeu a mão duas vezes ao zagueiro português Domingos Duarte — cedeu em salário, ajustou condições, esperou — e recebeu de volta apenas dias de hesitação. Quando a paciência do clube se esgotou, a negociação morreu não por conflito, mas por ausência: a de um simples 'sim'.
São Paulo desiste de Domingos Duarte após irritação com demora na resposta
A espera desgastou a negociação e levou o São Paulo a desistir
Por que o São Paulo desistiu tão rápido? Três dias é pouco tempo para alguém tomar uma decisão dessa importância.
Verdade, mas o contexto importa. O clube já tinha tentado contratar Duarte uma vez e fracassado. Quando reabriu as negociações, investiu tempo e energia. Atendeu às exigências do jogador. Depois de tudo isso, a falta de resposta foi interpretada como desinteresse.
Mas a gente não sabe o que Duarte estava fazendo nesses três dias. Ele pediu para falar com a família. Pode ter sido uma conversa genuinamente difícil. O texto não diz que ele recusou; diz que demorou.
Exato. E é aí que o desgaste acontece. Negociações são também sobre confiança e ritmo. Se um lado sente que o outro não está comprometido, a relação esfria rápido.
E quanto a Newton? Parece que esse vai sair do papel.
Sim. O acordo verbal já existe. As duas maiores barreiras — direitos econômicos e salário — foram resolvidas. Agora é burocracia.
Mas ainda não está assinado. O texto diz que aguardam o aval final do Botafogo. Pode haver contratempo de última hora.
E Mikael? Por que o CRB recusou?
Porque Mikael é o principal jogador deles. O São Paulo ofereceu empréstimo com opção de compra. O CRB quer dinheiro agora, não promessas futuras.
E o São Paulo não quer mudar de modelo. Então a negociação morreu.
Fica a sensação de que o São Paulo está tendo dificuldade para montar o elenco.
Está tendo, sim. Duarte era um alvo importante. Perdeu. Agora depende de Newton sair e de encontrar outro zagueiro. Não é a situação ideal.
The Pulse
- O São Paulo atendeu todas as exigências salariais de Domingos Duarte e ainda assim ficou quase três dias sem receber uma resposta do zagueiro português.
- A demora foi interpretada pela diretoria tricolor como falta de comprometimento, e a irritação levou ao encerramento abrupto das negociações.
- Esta era a segunda tentativa do clube pelo defensor — a primeira havia naufragado por divergências sobre luvas e um desentendimento com o então executivo Rui Costa.
- Com a porta fechada para Duarte, o São Paulo avança em acordo verbal com o Botafogo pela troca envolvendo Nahuel Ferraresi e o volante Newton.
- A negociação pelo atacante Mikael, do CRB, também esfriou: o clube alagoano recusou a proposta de empréstimo e exige venda definitiva, condição que o São Paulo não pretende aceitar.
No futebol, como na vida, o silêncio pode ser a resposta mais definitiva de todas. O São Paulo estendeu a mão duas vezes ao zagueiro português Domingos Duarte — cedeu em salário, ajustou condições, esperou — e recebeu de volta apenas dias de hesitação. Quando a paciência do clube se esgotou, a negociação morreu não por conflito, mas por ausência: a de um simples 'sim'.
O São Paulo encerrou as negociações com o zagueiro português Domingos Duarte na quarta-feira, após irritação com a demora do atleta em dar uma resposta definitiva. Livre no mercado desde o fim de seu contrato com o Getafe, da Espanha, Duarte havia se reunido com dirigentes do clube no início da semana. Apresentou exigências sobre salário e cronograma de pagamento das luvas. O São Paulo ouviu, cedeu e voltou com uma contraproposta que atendia a todos os pontos. O jogador, então, pediu alguns dias para conversar com a família.
A pausa se estendeu por quase três dias sem retorno. Para a diretoria são-paulina, a espera foi interpretada como falta de compromisso. Depois de tanto tempo investido e de tantas concessões feitas, o clube decidiu encerrar as conversas e acionar o departamento de scout em busca de outros nomes.
Não era a primeira vez. Em julho, as partes já haviam chegado perto de um acordo, mas o negócio desandou por divergências sobre as luvas e um desentendimento entre a equipe do jogador e Rui Costa, então executivo de futebol. Com a saída de Costa, o São Paulo reabriu as conversas esperando um clima mais favorável. O padrão, porém, se repetiu.
O clube segue ativo no mercado. Existe um acordo verbal com o Botafogo para uma troca envolvendo o zagueiro Nahuel Ferraresi e o volante Newton — as principais pendências já foram resolvidas, e a assinatura dos documentos é esperada nos próximos dias. Já a negociação pelo atacante Mikael, do CRB, esfriou: o clube alagoano recusou a proposta de empréstimo com opção de compra e exige venda definitiva. O São Paulo não pretende reformular a oferta, e o negócio dificilmente avançará.
O São Paulo encerrou as negociações com o zagueiro português Domingos Duarte na quarta-feira, irritado com a demora do jogador em responder à proposta que o clube havia apresentado. Aos 31 anos, livre no mercado desde o término de seu contrato com o Getafe, da Espanha, Duarte era um dos principais nomes na mira da diretoria tricolor para reforçar a defesa.
No início da semana, o defensor se reuniu com dirigentes do São Paulo para discutir os termos do acordo. Durante o encontro, Duarte apresentou suas exigências: ajustes no salário e no cronograma de pagamento das luvas. O São Paulo ouviu, considerou e voltou com uma contraproposta que atendia aos pontos levantados pelo português. Tudo parecia encaminhado. Mas então Duarte pediu alguns dias para conversar com a família antes de tomar uma decisão final.
A pausa, porém, se estendeu além do esperado. Quase três dias se passaram sem um retorno definitivo do jogador. Para a diretoria são-paulina, a espera começou a pesar. Depois de tanto tempo investido em negociações, depois de ceder às exigências apresentadas, a falta de resposta foi interpretada como falta de compromisso. A decisão veio rápida: o clube encerrou as conversas e começou a procurar outros nomes para a posição, com o apoio do departamento de scout.
Esta não era a primeira vez que o São Paulo tentava contratar Domingos Duarte. No começo de julho, as partes já haviam chegado perto de um acordo. Naquela ocasião, o negócio desandou por duas razões: divergências sobre como as luvas seriam pagas e um desentendimento entre a equipe do jogador e Rui Costa, então executivo de futebol do clube. Quando Costa saiu, a diretoria viu uma oportunidade de recomeçar. Reabriu as conversas acreditando que o clima seria mais favorável. Os diálogos avançaram novamente, mas o padrão se repetiu: mesmo com o São Paulo atendendo às demandas do atleta, a demora na resposta final levou o clube a desistir de vez.
Enquanto fecha a porta para Duarte, o São Paulo segue em movimento no mercado. Existe um acordo verbal com o Botafogo para uma troca envolvendo o zagueiro Nahuel Ferraresi e o volante Newton. As duas partes já resolveram as questões que mais travavam o negócio: o percentual dos direitos econômicos e o salário do meio-campista. Agora o São Paulo aguarda apenas o aval final do Botafogo para que os documentos sejam assinados nos próximos dias.
Outra frente, porém, esfriou. O CRB recusou a proposta do São Paulo pelo atacante Mikael, que previa um empréstimo de uma temporada com opção de compra fixada em 10 milhões de reais. O contrato incluía uma cláusula que transformaria a opção em obrigação caso o jogador atingisse metas consideradas viáveis. O clube alagoano não aceitou. Mikael é seu principal jogador, e o CRB não está disposto a abrir mão dele sem uma compensação financeira imediata. A posição é clara: só negocia em definitivo. Diante dessa recusa, o São Paulo não pretende reformular a proposta para uma compra direta. A negociação, portanto, dificilmente sairá do papel.
Notable Quotes
Domingos pediu alguns dias para conversar com a família antes de tomar uma decisão— Relato sobre a negociação
O CRB não aceita perder seu principal jogador sem uma compensação financeira imediata— Posição do clube alagoano