Em meio à corrida pelo governo do Paraná, o deputado federal Sandro Alex enfrenta hoje uma sabatina pública que coloca em evidência a distância entre a força institucional de uma candidatura e sua ressonância popular. Sustentado pela maior coligação do estado e escolhido pelo governador Ratinho Junior após uma série de tentativas frustradas, Alex chega ao debate com apenas 7% das intenções de voto, enquanto Sergio Moro lidera com 39%. A política, como sempre, lembra que estrutura e preferência raramente caminham juntas.
Sandro Alex (PSD) é sabatinado por Folha e UOL nesta segunda no Paraná
quarta opção de Ratinho Junior
Por que Ratinho Junior escolheu Sandro Alex se ele estava tão atrás nas pesquisas?
Porque as outras opções não funcionaram. Guto Silva não decolou. Ele precisava de um nome que tivesse estrutura dentro do governo, alguém que pudesse apontar realizações concretas. Alex tinha a pasta de Infraestrutura, então tinha a ponte de Guaratuba para mostrar.
Mas isso é suficiente para virar um jogo onde ele tem 7% e Moro tem 39%?
Provavelmente não. Por isso Greca entrou como vice. Greca tinha 12% quando era candidato a governador. Talvez junto com Alex ele mude a equação.
Seus adversários o chamam de "quarta opção". Isso dói?
Dói porque é verdade. Ele não era a primeira escolha, nem a segunda, nem a terceira. Mas na política, você trabalha com o que tem.
O que Alex fez de mais importante na Câmara?
Votou pelo impeachment de Dilma e pela reforma trabalhista de Temer. Posicionou-se à direita. Mas passou a maior parte do tempo licenciado, trabalhando no governo estadual, não na Câmara.
Então a sabatina desta segunda é uma chance de ele se reapresentar?
É. Ele precisa convencer as pessoas de que a ponte de Guaratuba não é só uma obra, é um símbolo de que ele consegue fazer as coisas acontecerem.
El Pulso
- Com apenas 7% nas pesquisas, Sandro Alex enfrenta a sabatina Folha/UOL carregando o peso de ser o candidato mais bem estruturado e, ao mesmo tempo, o menos desejado pelo eleitorado.
- A maior coligação do Paraná — nove partidos, centenas de prefeituras e uma bancada robusta — não conseguiu até agora converter músculo político em votos para Alex.
- Adversários como Requião Filho ironizam abertamente a candidatura, chamando Alex de 'quarta opção de Ratinho Junior', o que expõe rachaduras até dentro do campo aliado.
- A entrada de Rafael Greca como vice na chapa é a principal aposta do grupo para reverter o quadro nos meses finais, aproveitando os 12% que o ex-prefeito de Curitiba registrava nas pesquisas.
- A ponte de Guaratuba, inaugurada em maio após décadas de espera, é apresentada como símbolo da capacidade de Alex de transformar promessas em obras — seu argumento mais concreto diante do eleitorado.
Em meio à corrida pelo governo do Paraná, o deputado federal Sandro Alex enfrenta hoje uma sabatina pública que coloca em evidência a distância entre a força institucional de uma candidatura e sua ressonância popular. Sustentado pela maior coligação do estado e escolhido pelo governador Ratinho Junior após uma série de tentativas frustradas, Alex chega ao debate com apenas 7% das intenções de voto, enquanto Sergio Moro lidera com 39%. A política, como sempre, lembra que estrutura e preferência raramente caminham juntas.
Nesta segunda-feira, o deputado federal Sandro Alex participa de uma sabatina promovida por Folha e UOL às 12h30, conduzida pela jornalista Fabíola Cidral com participação de Leonardo Sakamoto e Bruno Ribeiro. A entrevista integra um ciclo de sabatinas com candidatos ao governo do Paraná, que já passou por Sergio Moro e Requião Filho.
Alex é o nome escolhido pelo governador Ratinho Junior para representar o PSD na disputa estadual. Ele chega ao pleito apoiado pela maior coligação em campo — nove siglas, incluindo PP, União Brasil, MDB e Republicanos —, com presença forte nas prefeituras e na assembleia legislativa. Ainda assim, a última pesquisa Genial/Quaest, de 27 de julho, o colocava em quarto lugar com 7%, muito atrás de Moro (39%) e Requião Filho (18%).
A trajetória até a candidatura foi tortuosa. Com 53 anos e no quarto mandato na Câmara, Alex havia sido considerado e descartado em 2024, quando Ratinho Junior apostou em Guto Silva. O desempenho fraco de Silva nas pesquisas abriu caminho para que, em abril, o governador anunciasse Alex como seu escolhido. Desde 2019, o deputado atuava como secretário de Infraestrutura e Logística do estado, cargo que o aproximou das grandes obras públicas.
Formado em direito e com raízes no rádio, Alex tem no irmão Marcelo Rangel — deputado estadual e ex-prefeito de Ponta Grossa — um aliado próximo. Na campanha, seu principal argumento é a inauguração da ponte de Guaratuba, obra aguardada por décadas pelo litoral paranaense. A grande aposta do grupo para os próximos meses é a entrada de Rafael Greca como vice na chapa: o ex-prefeito de Curitiba marcava 12% nas pesquisas antes de migrar para a vice-governadoria, e o grupo espera que sua presença mova os números a favor de Alex na reta final.
Nesta segunda-feira, 17 de agosto, o deputado federal Sandro Alex comparecerá a uma sabatina promovida por Folha e UOL às 12h30, mais um episódio de um ciclo de entrevistas com candidatos ao governo do Paraná que começou no dia 6 com Anthony Garotinho, do Republicanos, concorrendo pelo Rio de Janeiro. A conversa durará cerca de uma hora e será conduzida pela jornalista Fabíola Cidral, com participação de Leonardo Sakamoto e Bruno Ribeiro.
Alex é o nome escolhido pelo governador Ratinho Junior para representar o PSD na disputa estadual. Sustentado pela maior coligação partidária em jogo — nove siglas que incluem PP, União Brasil, MDB e Republicanos — o candidato chega ao pleito com a estrutura mais robusta em termos de prefeituras e bancada legislativa. Mas os números das pesquisas contam uma história diferente. Na última sondagem Genial/Quaest, divulgada em 27 de julho, Alex aparecia em quarto lugar com apenas 7% das intenções de voto, bem atrás de Sergio Moro, do PL, que liderava com 39%, e de Requião Filho, do PDT, com 18%. Dois outros candidatos já passaram pela sabatina: Moro no dia 7 e Requião Filho no dia 11.
A escolha de Alex surpreendeu até dentro do próprio partido. Com 53 anos e no quarto mandato na Câmara dos Deputados, ele havia integrado a lista inicial de pré-candidatos do PSD em 2024, mas foi deixado de lado quando Ratinho Junior apostou em Guto Silva, ex-secretário das Cidades. O desempenho fraco de Silva nas pesquisas levou a outras tentativas, até que, em abril, o governador anunciou Alex como seu escolhido. Desde 2019, o deputado passou a maior parte do tempo licenciado para atuar como secretário de Infraestrutura e Logística no estado. Antes disso, entre 2011 e 2018, votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff e da reforma trabalhista de Michel Temer.
Alex é formado em direito e começou a carreira no rádio. Seu irmão, Marcelo Rangel, é deputado estadual e ex-prefeito de Ponta Grossa; na eleição de 2024, tentou retomar o cargo mas ficou em terceiro lugar, perdendo para Elizabeth Schmidt, que contou com apoio de Moro. Dentro do próprio grupo que o apoia, há críticos que questionam seu potencial nas urnas. Adversários, como Requião Filho, ironizam a decisão, chamando Alex de "quarta opção de Ratinho Junior".
Na campanha, o governador tem apresentado Alex como responsável por tirar grandes obras do papel. Seu principal trunfo é a ponte de Guaratuba, inaugurada em maio após décadas de espera da população do litoral. A expectativa do grupo é que a entrada de Rafael Greca, ex-prefeito de Curitiba, como vice-governador na chapa, influencie os próximos levantamentos de intenção de voto nos meses finais da campanha. Greca havia se apresentado como candidato a governador na pesquisa de julho, quando marcava 12%, mas mudou de posição para integrar a chapa de Alex.
Citas Notables
Ratinho Junior escolheu Sandro Alex em abril para representar o PSD, surpreendendo até correligionários que o viam como opção secundária.— Contexto da campanha