Quando um técnico chega a um clube com a convicção de que o futebol pertence aos jogadores — e não ao treinador —, ele carrega consigo uma crítica implícita a todos os que pensaram o contrário. Jorge Sampaoli, ao assumir o Flamengo em abril de 2023, nomeou esse erro com clareza ao falar sobre Paulo Sousa: forçar um elenco talentoso a se dobrar a um sistema rígido é, segundo ele, garantir o fracasso antes mesmo de a bola rolar. A chegada do argentino representa não apenas uma troca de comando, mas uma inversão de filosofia — da primazia do esquema para a primazia do ser humano em campo.
Sampaoli criticou trabalho 'ilógico' de Paulo Sousa no Flamengo em 2022
O fracasso está assegurado quando o treinador exige adaptação
Por que Sampaoli acredita que Paulo Sousa fracassou especificamente em 2022?
Para ele, não fazia sentido um elenco com tanta qualidade estar em 14º lugar. Sampaoli vê isso como resultado de uma abordagem errada — exigir que os jogadores se adaptem ao técnico, em vez de o técnico explorar o que cada um tem de melhor.
Qual é a diferença fundamental na filosofia que Sampaoli defende?
Ele acredita que o futebol pertence aos jogadores, não ao treinador. O trabalho do técnico é reconhecer as virtudes do elenco e construir a partir delas, não impor um sistema rígido que force adaptações.
Isso significa que Sampaoli vai mudar completamente a forma como o Flamengo joga?
Provavelmente sim. Ele terá seis profissionais na comissão técnica para implementar uma filosofia diferente. Mas o teste real começa no domingo contra o Coritiba.
E quanto a Vítor Pereira? Sampaoli também o critica?
Não explicitamente no que foi dito, mas Pereira recebeu críticas semelhantes às de Paulo Sousa — tanto da torcida quanto da imprensa. É provável que Sampaoli tenha visão parecida sobre o trabalho dele.
Qual é o risco dessa abordagem centrada nos jogadores?
O risco é que sem estrutura tática clara, o futebol pode ficar desorganizado. Mas Sampaoli aposta que explorar as virtudes naturais do elenco gera melhor resultado do que forçar adaptações.
O Pulso
- Um Flamengo repleto de estrelas afundou ao 14º lugar do Brasileirão em 2022, e Sampaoli vê nesse paradoxo a prova viva de uma filosofia equivocada.
- O novo técnico não hesitou em nomear o problema: exigir que jogadores se adaptem ao treinador, em vez do contrário, é uma receita assegurada de fracasso.
- A crítica a Paulo Sousa ecoa também sobre Vítor Pereira, criando uma pressão implícita sobre Sampaoli para que sua própria abordagem entregue resultados concretos.
- Com uma comissão técnica de seis profissionais já negociada sem custo adicional ao clube, o argentino chega com estrutura para implementar sua visão desde o primeiro dia.
- O teste começa antes mesmo da estreia oficial: no domingo contra o Coritiba, ainda é o interino Mário Jorge quem comanda — e a torcida já aguarda a virada de página.
Quando um técnico chega a um clube com a convicção de que o futebol pertence aos jogadores — e não ao treinador —, ele carrega consigo uma crítica implícita a todos os que pensaram o contrário. Jorge Sampaoli, ao assumir o Flamengo em abril de 2023, nomeou esse erro com clareza ao falar sobre Paulo Sousa: forçar um elenco talentoso a se dobrar a um sistema rígido é, segundo ele, garantir o fracasso antes mesmo de a bola rolar. A chegada do argentino representa não apenas uma troca de comando, mas uma inversão de filosofia — da primazia do esquema para a primazia do ser humano em campo.
Jorge Sampaoli chegou ao Flamengo em 14 de abril de 2023 para assumir o comando técnico do clube, encerrando meses sem trabalho desde sua saída do Sevilla. Ele vem substituir Vítor Pereira, mas é sobre um antecessor ainda mais distante — o português Paulo Sousa — que o argentino escolheu falar com mais franqueza.
Para Sampaoli, era simplesmente ilógico que o Flamengo tivesse caído ao 14º lugar do Campeonato Brasileiro em 2022, dado o potencial do elenco. Ele identificou na gestão de Sousa um erro filosófico central: a crença de que os jogadores devem se moldar ao sistema do treinador, e não o contrário. Em entrevista ao SporTV, foi direto — quando o técnico exige adaptação em vez de explorar as virtudes naturais do grupo, o fracasso está garantido desde o início. Para ele, o futebol pertence aos jogadores.
Agora Sampaoli terá a chance de provar essa convicção na prática. Ele chega com uma comissão técnica de seis profissionais, cujo custo já foi absorvido pela negociação com o clube, e terá autonomia para distribuir os valores entre seus assistentes. No domingo, contra o Coritiba, ainda será o interino Mário Jorge à beira do gramado — mas a filosofia do novo comandante já começou a moldar o ambiente antes mesmo de sua estreia oficial.
Jorge Sampaoli chegou ao Flamengo na última sexta-feira (14 de abril) para assumir o comando técnico do clube, deixando para trás meses sem trabalho desde sua saída do Sevilla em março. Ele vem para substituir Vítor Pereira, que não conseguiu extrair o melhor de um elenco repleto de recursos financeiros. Mas antes de Pereira, havia Paulo Sousa — outro português que fracassou à frente do Rubro-Negro em 2022 — e é justamente sobre esse período que Sampaoli tem opinião formada e crítica.
O argentino não poupou palavras ao analisar o trabalho de Paulo Sousa. Para ele, era simplesmente ilógico que o Flamengo tivesse caído para o 14º lugar do Campeonato Brasileiro naquele ano, considerando a qualidade do elenco e o potencial ofensivo que deveria estar à disposição. Sampaoli enxergou na gestão de Sousa um erro fundamental de filosofia: a ideia de que os jogadores precisam se moldar ao estilo do treinador, em vez de o treinador reconhecer as virtudes que cada atleta carrega e construir a partir delas.
Em entrevista ao SporTV, Sampaoli foi direto ao ponto. Ele argumentou que quando um técnico insiste que o jogador se adapte ao seu sistema, em vez de buscar explorar as qualidades naturais do elenco, o fracasso está garantido desde o início. Para o novo comandante do Mengão, o futebol não pertence ao treinador — pertence aos jogadores. É uma visão que coloca o foco na capacidade individual e coletiva do grupo, não na rigidez tática de quem está na beira do campo.
Agora Sampaoli terá a chance de colocar essa filosofia em prática. Ele chega com uma comissão técnica de seis profissionais, um número considerado robusto, mas que não gerará custo adicional aos cofres do clube. A diretoria rubro-negra já fechou o pacote completo da negociação, e Sampaoli terá autonomia para decidir como distribuir os valores entre seus assistentes. No domingo (16 de abril), contra o Coritiba, ainda será Mário Jorge, técnico do Sub-20, quem estará à beira do gramado de forma interina, enquanto Sampaoli se prepara para sua estreia.
É provável que o argentino dirija críticas semelhantes a Vítor Pereira, que também recebeu questionamentos tanto da torcida quanto da imprensa especializada durante seu período no clube. Mas desta vez, Sampaoli terá a oportunidade de fazer diferente — de implementar uma abordagem que, segundo sua própria lógica, coloque os jogadores e suas virtudes no centro do projeto, não nas margens de um sistema rígido. O teste começará em breve.
Citações Notáveis
O Flamengo, no atual estado de ânimos dos jogadores, com a qualidade e a sequência natural de ataque, parece ilógico que esteve em 14º. Quando o treinador pensa que o jogador tem que se adaptar ao seu estilo e não ao contrário — encontrar a virtude que os jogadores têm —, o fracasso está assegurado.— Jorge Sampaoli, em entrevista ao SporTV