Republicanos de Flávio Bolsonaro declara apoio a Pacheco na disputa pela presidência do Senado

Uma ponte amigável com o governo, consolidada em almoço de Natal
O encontro entre Bolsonaro e Pacheco no Palácio da Alvorada demonstrou o alinhamento entre o governo e a candidatura.
Mark

Por que o apoio do Republicanos importa tanto neste momento?

Mimi

Porque sinaliza que Bolsonaro está de fato apoiando Pacheco. Não é só o DEM e Alcolumbre; é o governo federal dizendo sim.

Luke

Mas o Republicanos tem apenas três senadores, em breve dois. Seu voto é simbólico ou tem peso real na contagem?

Mimi

É mais simbólico, mas em uma eleição apertada, cada voto conta. O que importa mais é o que o apoio deles comunica aos outros senadores.

Mark

E o PT? Por que eles estariam dispostos a apoiar Pacheco se o MDB é o rival?

Mimi

Porque apoiaram Baleia Rossi na Câmara. Agora precisam equilibrar: se o MDB controlar as duas Casas, fica muito poderoso.

Luke

Mas o PT ainda não decidiu oficialmente. Essas reuniões do MDB com senadores petistas podem mudar tudo.

Mimi

Exato. A decisão sai na semana que vem. Nada está fechado ainda.

Mark

Então Pacheco está em vantagem?

Mimi

Tem apoio do governo, do DEM, e pode ter o PT. Mas o MDB é a maior bancada e está lutando para impedir essa aliança.

Luke

E não sabemos ainda quem o MDB vai indicar como seu próprio candidato. Isso muda o jogo inteiro.

  • Republicanos de Flávio Bolsonaro declara apoio a Rodrigo Pacheco (DEM-MG)
  • Pacheco é candidato de Davi Alcolumbre para sucedê-lo na presidência do Senado
  • Almoço entre Jair Bolsonaro e Pacheco no Palácio da Alvorada em dezembro
  • PT negocia apoio a Pacheco para evitar que MDB controle ambas as Casas
  • Republicanos terá apenas dois senadores após eleições de fevereiro

Republicanos oficializa apoio a Pacheco, candidato apoiado pelo atual presidente Davi Alcolumbre para sucedê-lo no comando da Casa. Movimento reflete alinhamento entre governo Bolsonaro e DEM, consolidado em almoço entre Jair Bolsonaro e Pacheco no Palácio da Alvorada em dezembro.

O partido Republicanos, de Flávio Bolsonaro, declarou apoio a Rodrigo Pacheco (DEM) na disputa pela presidência do Senado, sinalizando aproximação do Palácio do Planalto com o candidato de Davi Alcolumbre.

O Republicanos, partido do senador Flávio Bolsonaro, anunciou seu apoio a Rodrigo Pacheco na corrida pela presidência do Senado Federal. Pacheco, filiado ao DEM e mineiro, é o candidato escolhido por Davi Alcolumbre, o atual presidente da Casa, para sua sucessão. O movimento representa um sinal claro de que o Palácio do Planalto está alinhado com essa candidatura.

O caminho para esse apoio foi pavimentado em dezembro, quando Alcolumbre levou Pacheco a um almoço com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada, na véspera do Natal. O encontro funcionou como demonstração pública de que o candidato teria uma relação amigável com o governo federal. Agora, com o Republicanos oficializando seu apoio, essa ponte se torna ainda mais sólida.

Em nota assinada por Mecias de Jesus, líder do Republicanos no Senado, o partido afirmou acreditar que Pacheco possui "o preparo necessário para conduzir os trabalhos da Casa, com coerência e determinação" e que saberá "de forma conciliadora" lidar com as demais instituições respeitando a Constituição Federal. O Republicanos atualmente tem três senadores, mas esse número cairá para dois após as eleições de fevereiro: apenas Flávio Bolsonaro e Mecias de Jesus permanecerão na Casa. Ney Suassuna, terceiro senador do partido, é suplente e deixará a legenda quando seu titular se filiar ao MDB.

O cenário político para a eleição da presidência do Senado, porém, permanece em movimento. Alcolumbre tenta fechar alianças também com a oposição, particularmente com PT e PDT, partidos que ainda não anunciaram suas decisões. Essas mesmas legendas estão sendo cortejadas pelo MDB, que é a maior bancada do Senado e ainda não definiu seu candidato. A dinâmica revela uma disputa complexa pelas alianças legislativas.

O PT, segundo informações antecipadas, decidiu apoiar Baleia Rossi, do MDB, na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados. Essa escolha pressiona o partido a fechar uma aliança com Pacheco no Senado, movido por uma preocupação estratégica: evitar que o MDB volte a controlar ambas as Casas do Legislativo, como ocorreu no final do governo Dilma Rousseff, período que culminou no impeachment. Para tentar impedir essa aliança entre DEM e PT, o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga, agendou reuniões com senadores petistas para a sexta-feira, 8 de janeiro, buscando convencê-los a apoiar um candidato da própria sigla.

O Republicanos acredita que o senador Rodrigo Pacheco tem o preparo necessário para conduzir os trabalhos da Casa, com coerência e determinação e que, de forma conciliadora, saberá lidar com as demais instituições sempre com respeito à Constituição Federal
— Mecias de Jesus, líder do Republicanos no Senado
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