Em uma tarde de junho no Paraná, dois jornalistas que cumpriam seu ofício à beira de uma rodovia sinalizada estiveram a metros de uma tragédia — não por descuido próprio, mas pela imprevisibilidade do tráfego humano. O incidente com a equipe da RIC Record Oeste lembra que a fronteira entre a cobertura do perigo e o perigo em si pode ser tênue como uma fração de segundo. Saíram ilesos, mas a pergunta que fica é mais antiga do que qualquer acidente: quem protege aqueles que documentam o mundo para os outros?
Repórter da Record quase é atropelada durante cobertura de acidente no PR
Por muito pouco não acabaram atropelados
Por que um carro passaria tão perto de uma área claramente sinalizada com polícia e pisca-alerta ligado?
Segundo os relatos, um motorista parou para ver o acidente e depois tentou fazer um retorno. Isso forçou outro carro a desviar bruscamente — e foi esse desvio que quase atingiu a equipe.
Então não foi um motorista desatento passando pela área. Foi uma reação em cadeia causada por alguém que parou para observar.
Exatamente. O perigo não veio de alguém ignorando as sinalizações, mas de uma manobra impulsiva de quem estava tentando sair da situação.
A equipe estava em um local seguro, então? Ou a segurança é sempre relativa em uma rodovia?
Eles estavam em uma área sinalizada com proteção policial. Mas uma rodovia é uma rodovia — você não controla o que os outros motoristas fazem.
É isso que torna o trabalho de jornalista em rodovias tão arriscado. Você faz tudo certo e ainda assim fica à mercê das decisões de outras pessoas.
Ninguém se feriu, certo?
Não. Mas a proximidade foi real. O apresentador no estúdio disse que faltou muito pouco para um atropelamento.
E isso é o que fica: não há feridos a reportar, mas há um incidente que quase virou tragédia. Isso é o suficiente para contar a história.
Il Polso
- Uma manobra de retorno mal calculada por um motorista curioso transformou uma cobertura jornalística rotineira em um quase atropelamento a plena luz do dia.
- A repórter Carolina Barufatti e o cinegrafista Daniel Bezerra estavam em área sinalizada com viatura policial e pisca-alerta acionado — e ainda assim o perigo chegou.
- O susto foi capturado ao vivo: a voz de Barufatti disparou um 'Que isso?!' que resumiu em duas palavras o que poderia ter sido uma catástrofe.
- Nenhum ferimento foi registrado, mas o apresentador Guilherme Rivaroli sintetizou a gravidade no estúdio: 'Por muito pouco, por muito pouco, não acabaram atropelados'.
- Nas redes, Barufatti escreveu apenas 'Livramento!' — uma palavra que carrega tanto alívio quanto a consciência nítida de quão perto o pior esteve.
Em uma tarde de junho no Paraná, dois jornalistas que cumpriam seu ofício à beira de uma rodovia sinalizada estiveram a metros de uma tragédia — não por descuido próprio, mas pela imprevisibilidade do tráfego humano. O incidente com a equipe da RIC Record Oeste lembra que a fronteira entre a cobertura do perigo e o perigo em si pode ser tênue como uma fração de segundo. Saíram ilesos, mas a pergunta que fica é mais antiga do que qualquer acidente: quem protege aqueles que documentam o mundo para os outros?
Na tarde de 18 de junho, a repórter Carolina Barufatti e o cinegrafista Daniel Bezerra trabalhavam à margem de uma rodovia paranaense cobrindo um acidente de trânsito. A área estava devidamente sinalizada: havia viatura policial e o veículo da emissora com pisca-alerta acionado. Mesmo assim, um carro passou perigosamente perto dos dois profissionais. Barufatti reagiu no instante com um 'Que isso?!' que capturou o susto em tempo real.
O que desencadeou o incidente foi uma sequência banal: um motorista parou para observar o acidente e, em seguida, tentou fazer um retorno na pista. A manobra forçou outro veículo a desviar bruscamente — e foi esse desvio que quase atingiu a equipe. Ninguém se feriu, mas a proximidade foi suficiente para deixar marcas.
O programa Balanço Geral exibiu as imagens posteriormente. Do estúdio, o apresentador Guilherme Rivaroli comentou com sobriedade: 'Por muito pouco, por muito pouco, não acabaram atropelados'. Nas redes sociais, Barufatti resumiu o episódio em uma só palavra: 'Livramento!'. O incidente expõe uma realidade recorrente no jornalismo de campo — mesmo quando todas as precauções estão em vigor, um motorista distraído e uma manobra mal calculada bastam para que o risco se materialize sobre quem está ali para contar a história dos outros.
Na tarde de quinta-feira, 18 de junho, uma equipe da RIC Record Oeste estava trabalhando à beira de uma rodovia no Paraná, cobrindo um acidente de trânsito. A repórter Carolina Barufatti e o cinegrafista Daniel Bezerra ocupavam uma área que havia sido devidamente sinalizada para o trabalho — havia uma viatura policial presente e o veículo da emissora com o pisca-alerta acionado. Apesar de todas essas precauções, um carro passou muito perto dos dois profissionais em uma manobra inesperada. Barufatti reagiu no instante: "Que isso?!", sua voz capturando o susto do momento.
O que aconteceu nos segundos anteriores foi uma sequência comum em rodovias movimentadas. Um motorista havia parado para observar o acidente que a equipe cobria. Depois, esse motorista tentou fazer um retorno na pista. A manobra forçou outro veículo a desviar de forma abrupta — e foi esse desvio que quase atingiu os jornalistas. Ninguém saiu ferido do incidente, mas a proximidade foi real o suficiente para deixar marcas.
O programa Balanço Geral exibiu a cena posteriormente, embora não tenha ido ao vivo. Do estúdio, o apresentador Guilherme Rivaroli comentou sobre o que havia visto: "Por muito pouco, por muito pouco, não acabaram atropelados". Suas palavras refletiam a gravidade do que quase havia acontecido — dois profissionais fazendo seu trabalho em condições que deveriam ser seguras, separados de uma tragédia apenas por metros e frações de segundo.
Nas redes sociais, Barufatti resumiu o episódio de forma simples e direta: "Livramento!". A palavra capturava tanto o alívio quanto a consciência de quão perto havia chegado. O incidente reforça uma realidade que jornalistas enfrentam rotineiramente ao cobrir acidentes em rodovias — mesmo quando todas as medidas de segurança estão em lugar, o ambiente permanece impredizível. Um motorista distraído, uma manobra mal calculada, e o risco se materializa. A equipe da Record Oeste saiu ilesa desta vez, mas o episódio deixa em aberto a questão de como proteger profissionais que trabalham em ambientes onde o perigo vem de quem passa, não de quem está sendo coberto.
Citazioni salienti
Por muito pouco, por muito pouco, não acabaram atropelados— Guilherme Rivaroli, apresentador do Balanço Geral
Livramento!— Carolina Barufatti, repórter da RIC Record Oeste, em rede social