Reginaldo Lopes aponta Alcolumbre como único obstáculo à PEC 6x1

A escala 6x1 afeta milhões de trabalhadores brasileiros que atualmente trabalham seis dias consecutivos com apenas um dia de descanso, impactando qualidade de vida, convivência familiar e saúde.
O único obstáculo é ele. Se esta matéria for submetida ao plenário, vai ter mais de 75 votos.
Reginaldo Lopes aponta Davi Alcolumbre como barreira política à votação da PEC 6x1 no Senado.
Mark

Por que Lopes está tão seguro de que teria 75 votos no Senado se a PEC fosse votada agora?

Mimi

Ele diz que os senadores já conhecem bem o texto e que há consenso sobre a importância da medida. A pauta transcende divisões ideológicas — é sobre qualidade de vida dos trabalhadores.

Luke

Mas "mais de 75 votos" é uma estimativa dele, não uma contagem real. Não sabemos se todos os senadores que apoiam a ideia votariam sim se Alcolumbre colocasse em pauta amanhã.

Mark

E quanto à questão da vaga no STF? Lopes acha que é por isso que Alcolumbre está bloqueando?

Mimi

Ele não descarta, mas prefere falar em um "conjunto de insatisfações". Sugere que há múltiplas razões para a resistência política.

Luke

Isso é importante: Lopes está especulando sobre as motivações de Alcolumbre. Não há confirmação pública de que a vaga no STF seja o ponto central.

Mark

A população realmente apoia o fim da escala 6x1?

Mimi

Lopes afirma que é a única pauta que superou a polarização política e tem aceitação majoritária. Ele vê isso como evidência de que não é uma questão ideológica.

Luke

Novamente, é uma afirmação dele. Não há pesquisa de opinião citada na entrevista. Podemos dizer que há apoio popular, mas não temos números.

Mark

Quando espera que a votação aconteça?

Mimi

Lopes prevê que o texto seja encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça após as festas juninas, antes do período eleitoral.

Luke

Isso é uma expectativa, não uma confirmação. Alcolumbre não confirmou nenhum cronograma.

  • A PEC que extingue a escala 6x1 tem apoio declarado de mais de 75 senadores, mas segue engavetada por decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
  • Reginaldo Lopes acusa Alcolumbre de usar a matéria como moeda de troca em negociações políticas, possivelmente ligadas à indicação ao STF não atendida por Lula.
  • Para o deputado, tratar o descanso semanal de trabalhadores como item de barganha é uma distorção grave: a proposta deveria ser vista como reforma estrutural, não como concessão ideológica.
  • O texto deve ser enviado à Comissão de Constituição e Justiça após as festas juninas, numa corrida contra o calendário eleitoral de 2026.
  • Lopes se diz otimista, mas reconhece que o único caminho para a aprovação passa por convencer — ou contornar — a resistência do presidente do Senado.

Milhões de trabalhadores brasileiros que cumprem seis dias de labor por apenas um de descanso aguardam uma votação que, segundo o deputado Reginaldo Lopes, já teria votos suficientes para vencer no Senado. O que impede a PEC de chegar ao plenário não é ausência de convicção parlamentar, mas a resistência de um único homem: o presidente da Casa, Davi Alcolumbre. Em um país onde a polarização política paralisa quase tudo, esta proposta rara encontrou apoio transversal — e ainda assim permanece suspensa entre o mérito reconhecido e o cálculo político não resolvido.

O deputado federal Reginaldo Lopes (PT) foi categórico ao apontar o responsável pelo travamento da PEC que acabaria com a escala 6x1: não é falta de votos, não é falta de apoio popular, é a resistência política de Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Em entrevista ao programa Café com Política, exibido no canal do YouTube de O TEMPO na terça-feira 23 de junho, Lopes afirmou que a proposta receberia mais de 75 votos — talvez chegando a 100 — se fosse submetida ao plenário. Os senadores já conhecem o texto. O que falta é vontade do presidente da Casa para pautá-lo.

A proposta substitui o regime de seis dias de trabalho por um de descanso por um modelo que garante duas folgas semanais obrigatórias. É uma das principais bandeiras do governo Lula em busca da reeleição em 2026. Lopes acredita que Alcolumbre carrega um "conjunto de insatisfações" e busca negociações políticas em torno da matéria. Quando questionado sobre uma possível ligação com a não indicação do senador Rodrigo Pacheco ao STF, o deputado não descartou a hipótese, mas preferiu enquadrar a resistência de forma mais ampla.

O que mais incomoda Lopes é ver uma pauta de interesse direto de milhões de trabalhadores transformada em peça de barganha. Para ele, a redução da jornada é uma reforma estruturante das relações de trabalho — não um item ideológico. "Essa é uma matéria de interesse dos trabalhadores. Não deveria entrar em nenhuma negociação política", afirmou.

O deputado espera que o texto seja encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça logo após as festas de São João e São Pedro, antes do período eleitoral. Ele vê a PEC como a única pauta capaz de superar a polarização brasileira, com aceitação majoritária da população. Para as mulheres, ressaltou, a urgência é ainda maior: em uma sociedade estruturalmente machista, elas enfrentam dupla e tripla jornada. Lopes afirma que o mercado também está pronto para a mudança — empregadores já enfrentam dificuldades para atrair mão de obra sem oferecer condições mais humanizadas. Diante disso, diz-se "super otimista" — desde que o obstáculo chamado Alcolumbre seja removido.

Reginaldo Lopes, deputado federal pelo PT e um dos autores da proposta que eliminaria a escala 6x1, foi direto em sua avaliação: o único obstáculo real à votação da emenda constitucional não é falta de apoio parlamentar, mas a resistência política do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Em entrevista ao programa Café com Política, exibido na terça-feira 23 de junho no canal do YouTube de O TEMPO, Lopes afirmou que se o texto fosse submetido ao plenário da Casa, receberia mais de 75 votos — possivelmente chegando a 100. A matéria, explicou, já é conhecida pelos senadores e senadoras. O que falta não é convencimento sobre o mérito, mas vontade política do presidente da Casa para colocá-la em pauta.

A PEC que reduz a jornada de trabalho é uma das principais bandeiras do governo Lula, que busca a reeleição em 2026. A proposta substitui a escala de seis dias de trabalho por um dia de descanso por um regime que garante duas folgas obrigatórias por semana. Lopes acredita que Alcolumbre carrega um "conjunto de insatisfações" que o leva a buscar negociações políticas em torno da matéria. Quando questionado se a resistência estaria ligada ao fato de Lula não ter indicado o senador Rodrigo Pacheco (PSB) para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal, o deputado não descartou a possibilidade, mas preferiu enquadrar a questão de forma mais ampla.

O que mais preocupa Lopes é que a pauta seja tratada como moeda de troca em negociações políticas. Para ele, a redução da jornada deveria ser encarada como uma reforma estruturante e de modernização das relações de trabalho, não como um item ideológico. "Essa é uma matéria de interesse dos trabalhadores. Não deveria entrar em nenhuma negociação política", afirmou. Ele espera conseguir convencer Alcolumbre da importância da medida para o país.

Segundo Lopes, o texto deve ser encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça do Senado logo após as festas de São João e São Pedro, ainda antes do período eleitoral. O deputado vê a eliminação da escala 6x1 como a única pauta que conseguiu superar a polarização política brasileira, contando com aceitação da maioria da população. Ele argumenta que o descanso adequado é fundamental para que trabalhadores e trabalhadoras tenham tempo de qualidade com a família, participem da educação dos filhos e cuidem de si mesmos. Para as mulheres, a questão é ainda mais urgente: em uma sociedade estruturalmente machista, elas enfrentam dupla e tripla jornada de trabalho.

Lopes também sustenta que tanto a população quanto o mercado de trabalho estão preparados para essa mudança. Segundo ele, o setor econômico enfrenta dificuldades para conseguir mão de obra sem oferecer uma escala "humanizada" e "justa". O que os trabalhadores entendem como escala humanizada, explica, é ter pelo menos dois dias de descanso semanais remunerados — a grande reivindicação do movimento trabalhista. Diante desse cenário, Lopes se diz "super otimista" com as perspectivas de aprovação, desde que o obstáculo político representado por Alcolumbre seja removido.

O único obstáculo é ele. Se esta matéria for submetida ao plenário do Senado, vai ter mais de 75 votos dos senadores e senadoras, se não for 100%.
— Reginaldo Lopes, deputado federal (PT)
Essa é uma matéria de interesse dos trabalhadores. Não deveria entrar em nenhuma negociação política.
— Reginaldo Lopes
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