Ratinho Jr. tem menor rejeição (19%) entre pré-candidatos; Lula e Flávio lideram com 46% e 45%

Lula e Flávio ocupam o topo dessa lista incômoda
Os dois principais nomes da disputa presidencial concentram os maiores índices de rejeição eleitoral, ambos acima de 45%.
Mark

Como se explica que Lula e Flávio estejam tão próximos em rejeição se Lula lidera em intenção de voto?

Mimi

A rejeição e a intenção de voto medem coisas diferentes. Lula pode liderar porque seus apoiadores são mais consolidados, enquanto Flávio cresce justamente porque sua rejeição ainda está em movimento — ele é mais novo como candidato presidencial.

Luke

Mas a pesquisa não diz se essa rejeição de Flávio é fixa ou se pode cair conforme ele se torna mais conhecido. Dois meses atrás era 38%, agora é 45%. Isso é crescimento ou volatilidade?

Mark

E por que Ratinho Jr. tem tão pouca rejeição comparado aos outros?

Mimi

Ele é menos conhecido nacionalmente. Governadores regionais costumam ter rejeição menor porque não têm trajetória presidencial anterior — não acumularam tanto desgaste.

Luke

Exato. Mas isso também significa que seus números podem mudar drasticamente assim que ganhar visibilidade nacional. A pesquisa não nos diz nada sobre o que acontece quando Ratinho Jr. vira notícia todos os dias.

Mark

O que preocupa mais Lula neste momento?

Mimi

Os escândalos — caso Master, questões do INSS. Ele quer evitar que isso seja colado ao governo dele.

Luke

A pesquisa não quantifica quanto esses escândalos impactam a rejeição. Sabemos que preocupam, mas não sabemos o peso real disso nos números.

Mark

E Flávio está realmente se preparando para ser candidato?

Mimi

Sim. Ele começou a sondar equipe econômica, estruturar programa. Não é mais especulação.

Luke

Mas a pesquisa foi feita entre 3 e 5 de março. Não sabemos se esses movimentos de Flávio já estavam refletidos nesses números ou se ainda vão impactar.

  • Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados no topo da rejeição — 46% e 45% respectivamente —, revelando que os favoritos à disputa carregam também o maior peso de resistência popular.
  • A rejeição de Flávio Bolsonaro saltou sete pontos percentuais em apenas dois meses, sinal de que sua candidatura ganha visibilidade mas também acumula adversários à medida que se concretiza.
  • Ratinho Jr. lidera o grupo de governadores com menor rejeição (19%), seguido por Tarcísio, Zema, Eduardo Leite e Caiado — perfis que parecem despertar menos resistência justamente por sua distância do centro do poder federal.
  • Lula enfrenta o risco de que escândalos como o caso Master e irregularidades no INSS contaminem sua imagem antes da campanha, enquanto Flávio já sonda economistas para estruturar seu programa de governo.
  • A direita se fragmenta em múltiplas candidaturas potenciais, enquanto a esquerda permanece concentrada em Lula — com Haddad reservado, por ora, para uma eventual disputa pelo governo de São Paulo.

A menos de dois anos das eleições presidenciais, uma pesquisa Datafolha revela que os dois nomes mais lembrados da disputa — Lula e Flávio Bolsonaro — são também os mais rejeitados pelo eleitorado brasileiro, ambos com índices próximos de 46%. Enquanto isso, governadores com experiência administrativa acumulam rejeições significativamente menores, sugerindo que a familiaridade com o poder executivo estadual pode ser um ativo valioso num país ainda em busca de renovação. O mapa da rejeição, mais do que o das intenções de voto, antecipa os limites e as possibilidades de cada trajetória política que se desenha.

A pesquisa Datafolha realizada na primeira semana de março, com 2.004 eleitores em 137 municípios, traça um retrato revelador da corrida presidencial: os dois nomes mais proeminentes da disputa são também os mais rejeitados. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com 46% e 45% de rejeição respectivamente — diferença apagada pela margem de erro de dois pontos percentuais.

Abaixo deles, a queda é acentuada. Fernando Haddad registra 27%, enquanto os governadores de direita apresentam índices bem menores: Ratinho Jr. lidera com 19%, seguido por Tarcísio de Freitas (18%), Romeu Zema (17%), Eduardo Leite (15%), Renan Santos e Ronaldo Caiado (14%), e Aldo Rebelo (12%). O padrão sugere que candidatos com trajetória administrativa estadual encontram menor resistência entre os eleitores.

O crescimento de Flávio Bolsonaro é um dos dados mais significativos do levantamento. Em dezembro, sua rejeição era de 38%; em dois meses, subiu sete pontos — sinal de que a candidatura ganha corpo e, com ela, também os adversários. O senador já sonda nomes para sua equipe econômica e começa a estruturar um programa de governo. Lula, por sua vez, enfrenta um desafio diferente: blindar sua imagem de escândalos como o caso Master e irregularidades no INSS antes que se tornem fardos eleitorais.

Haddad ocupa uma posição secundária no tabuleiro presidencial. Cotado para disputar o governo de São Paulo, ele só entraria na corrida ao Planalto em cenário de ausência de Lula — hipótese que o próprio presidente, aos 80 anos, já descartou ao confirmar sua candidatura à reeleição. Nas intenções de voto, Lula ainda lidera no primeiro turno, mas num eventual segundo turno os dois principais nomes aparecem tecnicamente empatados.

No campo das articulações, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, reuniu os três governadores do partido — Ratinho Jr., Eduardo Leite e Caiado — e sinalizou uma caravana conjunta em São Paulo. Tarcísio, por sua vez, visitou Bolsonaro na prisão e reafirmou interesse na reeleição estadual. O cenário que emerge é de uma direita plural e fragmentada, e uma esquerda que aposta todas as fichas num único nome.

A rejeição eleitoral traça um mapa curioso da disputa presidencial que se desenha. Lula e Flávio Bolsonaro ocupam o topo dessa lista incômoda, ambos rejeitados por 46% e 45% dos eleitores respectivamente — uma diferença tão pequena que a margem de erro a apaga. Quando perguntados diretamente se votariam em alguém de jeito nenhum no primeiro turno, esses dois nomes concentram os maiores índices de rejeição entre todos os pré-candidatos mapeados.

A pesquisa Datafolha, realizada entre terça e quinta-feira da primeira semana de março, ouviu 2.004 eleitores espalhados por 137 municípios. O levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-03715/2026, trabalha com margem de erro de dois pontos percentuais. O que emerge desses números é um cenário em que os dois principais nomes enfrentam resistência significativa — e praticamente equivalente — entre o eleitorado.

Abaixo deles, a rejeição cai de forma mais acentuada. Fernando Haddad aparece com 27%, uma distância considerável. Depois vem Ratinho Jr., do Paraná, com 19% — o menor índice entre todos os pré-candidatos levantados. Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, marca 18%. Romeu Zema, de Minas Gerais, fica em 17%. Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, tem 15%. Renan Santos e Ronaldo Caiado dividem 14%. Aldo Rebelo fecha a lista com 12%.

O crescimento de Flávio Bolsonaro é notável quando se compara com dezembro, quando sua rejeição estava em 38%. Em dois meses, subiu sete pontos percentuais. Simultaneamente, o senador começou sondagens para montar sua equipe econômica e estruturar seu programa de governo — sinais de que a candidatura deixa de ser especulação para ganhar contornos mais concretos. No front de Lula, a preocupação é diferente: evitar que escândalos como o caso Master e questões envolvendo o INSS sejam atribuídos ao governo.

Os governadores de direita, particularmente aqueles filiados ao PSD, apresentam patamares de rejeição significativamente menores. Ratinho Jr. lidera esse grupo com 19%, seguido por Eduardo Leite com 15% e Ronaldo Caiado com 14%. Tarcísio de Freitas, embora filiado aos Republicanos, também se insere nesse padrão com 18% de rejeição, assim como Romeu Zema, do Novo, com 17%. Esses números sugerem que candidatos de perfil governador — com experiência administrativa em estados — encontram menor resistência entre eleitores quando questionados sobre rejeição.

Haddad, terceiro em rejeição, ocupa uma posição peculiar. Ele é considerado como alternativa ao Planalto apenas em cenário de ausência de Lula, algo que o próprio presidente, aos 80 anos, já descartou ao confirmar sua candidatura à reeleição. Por isso, o ministro da Fazenda é mais cotado para disputar o governo de São Paulo pela esquerda. Quanto às intenções de voto propriamente ditas, Lula lidera em todos os cenários de primeiro turno, mas o crescimento de Flávio é evidente. Em segundo turno, os dois aparecem tecnicamente empatados.

No plano das movimentações políticas, Gilberto Kassab, presidente do PSD, reuniu os três governadores do partido — Ratinho Jr., Eduardo Leite e Ronaldo Caiado — e sinalizou intenção de organizar uma caravana com eles em São Paulo. Tarcísio, por sua vez, visitou Bolsonaro na prisão em janeiro e reafirmou seu interesse em disputar a reeleição no estado. O cenário que emerge é de uma direita fragmentada em múltiplas candidaturas, enquanto a esquerda se concentra em torno de Lula, com Haddad como peça secundária no tabuleiro presidencial.

Flávio começou sondagens para definir equipe econômica e programa de governo
— Contexto da pesquisa Datafolha
Lula confirmou ser candidato à reeleição aos 80 anos
— Posicionamento do presidente
Contáctanos FAQ