Aos 84 anos, Maria Victoria Benevides — professora emérita da USP e voz histórica do PT — oferece um diagnóstico sóbrio sobre o partido que ajudou a construir: a política de base, aquela que nasce nos bairros e nas comunidades, foi trocada pela política de cargos e pela visibilidade de celebridades. Sua crítica não é a de quem abandonou a causa, mas a de quem permanece fiel a ela com olhos abertos, carregando ao mesmo tempo a preocupação com o que um eventual governo Bolsonaro poderia representar para as liberdades civis e a educação pública. Indicada ao prêmio Zayed para a Fraternidade Humana
PT esqueceu trabalho de base, lamenta Maria Victoria Benevides aos 84 anos
[RESUMO] Aos 84 anos, a cientista política e professora emérita da USP Maria Vi…
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Não adianta ter artistas se o PT esqueceu trabalho de base, diz nome histórico da sigla.
Give me the shape of it.
[RESUMO] Aos 84 anos, a cientista política e professora emérita da USP Maria Victoria Benevides é indicada ao prêmio internacional Zayed para a Fraternidade Humana por sua atuação de quase cinco déca…
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Le Pouls
- Uma das fundadoras intelectuais do PT alerta que o partido perdeu sua alma comunitária ao substituir o trabalho de bairro por uma política burocrática orientada à ocupação de cargos.
- A presença de artistas e intelectuais famosos nas fileiras petistas não compensa, segundo Benevides, a ausência de enraizamento popular que foi a força original do partido.
- A cientista política teme que um eventual governo Flávio Bolsonaro restrinja liberdades de associação, sindicalização e expressão, além de expandir o modelo de escolas cívico-militares pelo país.
- Mesmo diante desse cenário, Benevides recusa o pessimismo e insiste na necessidade de entusiasmar a juventude como condição indispensável para a sobrevivência democrática.
Aos 84 anos, Maria Victoria Benevides — professora emérita da USP e voz histórica do PT — oferece um diagnóstico sóbrio sobre o partido que ajudou a construir: a política de base, aquela que nasce nos bairros e nas comunidades, foi trocada pela política de cargos e pela visibilidade de celebridades. Sua crítica não é a de quem abandonou a causa, mas a de quem permanece fiel a ela com olhos abertos, carregando ao mesmo tempo a preocupação com o que um eventual governo Bolsonaro poderia representar para as liberdades civis e a educação pública. Indicada ao prêmio Zayed para a Fraternidade Humana, Benevides encarna a tensão entre a esperança democrática e o realismo de quem viveu décadas de história política brasileira.
Maria Victoria Benevides tem 84 anos, quase cinco décadas de militância pelos direitos humanos e uma indicação ao prêmio internacional Zayed para a Fraternidade Humana. Professora emérita da USP e figura histórica do PT, ela continua a falar com a clareza de quem não tem nada a perder — e tudo a defender.
Sua crítica ao PT é precisa e sem rodeios: o partido que nasceu nas fábricas e nos bairros periféricos trocou o trabalho de base pela lógica dos cargos e da visibilidade. Artistas famosos e intelectuais renomados podem encher palanques, mas não substituem a presença cotidiana nas comunidades, o vínculo construído porta a porta, a política que se faz no chão.
Benevides também olha para o horizonte com preocupação. Um eventual governo Flávio Bolsonaro, avalia ela, representaria riscos concretos às liberdades civis — de associação, de sindicalização, de expressão — e poderia acelerar a expansão das escolas cívico-militares, modelo que ela vê como incompatível com uma educação verdadeiramente democrática.
Mas Benevides não capitula ao desânimo. Sua convicção é que a democracia se sustenta pelo entusiasmo das novas gerações, e que cabe às figuras de sua geração transmitir não apenas o alerta, mas também a esperança de que vale a pena continuar lutando.
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[RESUMO] Aos 84 anos, a cientista política e professora emérita da USP Maria Victoria Benevides é indicada ao prêmio internacional Zayed para a Fraternidade Humana por sua atuação de quase cinco décadas na área dos direitos humanos. Figura…
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