Em Tatuí, a unidade de Saúde da Família da vila Dr. Laurindo deu um passo silencioso mas significativo: reconheceu que viver com uma doença crônica é mais do que seguir uma prescrição. O programa 'Hiperdia em Movimento', lançado no final de agosto, tece yoga, educação, convivência e autonomia ao acompanhamento clínico de pacientes com hipertensão e diabetes — lembrando que o cuidado verdadeiro começa onde o consultório termina.
Programa Hiperdia em Tatuí amplia cuidados com hipertensão e diabetes
Controlar uma doença crônica exige mais do que tomar remédio
Por que uma unidade de saúde precisaria criar um programa assim? Não era o Hiperdia já um acompanhamento para essas pessoas?
Era, mas de forma mais restrita. O Hiperdia tradicional é basicamente monitoramento clínico — você vai ao médico, mede pressão, faz exame, recebe medicação. O "Hiperdia em Movimento" reconhece que viver com hipertensão ou diabetes envolve muito mais do que isso.
Mas qual é a evidência de que yoga e convivência realmente melhoram os números? Pressão arterial, glicemia — essas coisas são mensuráveis.
Não há citação de estudos específicos no material, é verdade. O que há é uma filosofia de cuidado integral que inclui saúde mental e socialização como fatores que impactam o controle das doenças.
E quem pode entrar? É para qualquer pessoa com diabetes ou hipertensão em Tatuí?
Não. Precisa estar no território da ESF "Dr. Almiro dos Reis", na vila Dr. Laurindo, e já estar acompanhado pelo programa conforme avaliação dos profissionais.
Então é um programa piloto em uma unidade específica, não uma expansão municipal.
Exatamente. Começou com o primeiro grupo em 31 de agosto. Não sabemos quantas pessoas participam ou qual é a frequência planejada.
A professora de yoga é voluntária?
Sim, Inês Cordeiro, conhecida como Nezita, ofereceu a aula de forma voluntária no primeiro encontro.
Mas não está claro se as próximas atividades também serão com voluntários ou se haverá profissionais contratados.
Verdade. O material fala sobre o que está planejado — educação em saúde, atividade física, lazer — mas não detalha quem vai conduzir essas atividades.
Como alguém sabe que o programa existe se quer participar?
Procurando a unidade de segunda a sexta, das 7h às 17h. Não há menção a divulgação mais ampla ou campanhas de comunicação.
Le Pouls
- O modelo tradicional de atenção a doenças crônicas — centrado em consultas e medicamentos — mostrou seus limites, e a unidade decidiu ir além.
- No primeiro encontro, uma aula de yoga com a professora voluntária Nezita transformou a sala de espera em espaço de movimento e conexão humana.
- A tensão entre o que a saúde pública sabe e o que consegue executar na prática começa a ser enfrentada com uma proposta concreta e acessível.
- O programa está em expansão gradual: próximos encontros incluirão educação em saúde, lazer e atividade física para reforçar o autocuidado.
- Moradores da vila Dr. Laurindo com hipertensão e/ou diabetes já acompanhados pela unidade podem buscar participação de segunda a sexta, das 7h às 17h.
Em Tatuí, a unidade de Saúde da Família da vila Dr. Laurindo deu um passo silencioso mas significativo: reconheceu que viver com uma doença crônica é mais do que seguir uma prescrição. O programa 'Hiperdia em Movimento', lançado no final de agosto, tece yoga, educação, convivência e autonomia ao acompanhamento clínico de pacientes com hipertensão e diabetes — lembrando que o cuidado verdadeiro começa onde o consultório termina.
Na última segunda-feira de agosto, a Estratégia Saúde da Família 'Dr. Almiro dos Reis', na vila Dr. Laurindo em Tatuí, abriu as portas para algo diferente: o primeiro grupo do Programa Hiperdia. A mudança não foi apenas de agenda — foi de filosofia. O cuidado com hipertensão e diabetes, antes concentrado em consultas e remédios, passou a incluir dimensões que a medicina tradicional raramente alcança.
O programa ganhou o nome de 'Hiperdia em Movimento', e o primeiro encontro já deixou claro o que isso significa na prática. A professora voluntária Inês Cordeiro, a Nezita, conduziu uma aula de yoga que não era apenas exercício — era um convite para que os participantes se vissem como protagonistas do próprio cuidado. Alimentação, saúde mental, socialização e autonomia entraram na equação ao lado dos medicamentos.
A proposta não pretende reinventar a saúde pública, mas aplicar o que ela já sabe: que pacientes informados, conectados e ativos evoluem de forma diferente. Os próximos encontros devem incluir educação em saúde, lazer e atividade física, consolidando o grupo como espaço regular de aprendizado e convivência.
Para participar, é preciso ser morador da área de abrangência da unidade, ter diagnóstico confirmado de hipertensão e/ou diabetes e já estar acompanhado pelo Hiperdia. Interessados podem procurar a ESF de segunda a sexta, das 7h às 17h. O programa está em movimento — e o convite, aberto.
Na segunda-feira, 31 de agosto, a Estratégia Saúde da Família "Dr. Almiro dos Reis", localizada na vila Dr. Laurindo, deu início ao seu primeiro grupo do Programa Hiperdia. O lançamento marca uma mudança no modo como a unidade, vinculada à Secretaria de Saúde municipal, acompanha os moradores que convivem com hipertensão arterial e diabetes mellitus. Até então, o cuidado se concentrava principalmente no atendimento clínico e na prescrição de medicamentos. Agora, a proposta se amplia para incluir dimensões da vida que vão muito além do consultório.
O programa, batizado "Hiperdia em Movimento", nasceu de uma constatação simples mas importante: controlar uma doença crônica exige mais do que tomar remédio no horário certo. No primeiro encontro, os participantes assistiram a uma aula de yoga conduzida pela professora voluntária Inês Cordeiro, conhecida como Nezita. A atividade foi pensada para estimular o movimento do corpo, criar espaço de convivência entre os usuários e introduzir hábitos que contribuam para uma vida mais saudável. Não era apenas exercício físico pelo exercício físico — era um convite para que as pessoas começassem a se ver como agentes ativos no próprio cuidado.
A filosofia por trás da iniciativa reconhece que a atenção integral a quem vive com hipertensão ou diabetes precisa tocar em pontos que a medicina tradicional nem sempre alcança. Alimentação adequada, saúde mental, oportunidades de socialização, sensação de autonomia e qualidade de vida geral — tudo isso entra na equação. A assessoria de comunicação da prefeitura resumiu a ideia assim: quando os usuários compreendem que sua participação ativa no cuidado com a saúde importa, e quando encontram espaço para aprender e se conectar com outras pessoas na mesma situação, o resultado é diferente.
O "Hiperdia em Movimento" pretende se transformar em um espaço regular de encontro e aprendizado. Além das aulas de movimento, estão previstos encontros que abordem educação em saúde, atividade física, lazer e convivência. O objetivo é duplo: prevenir que as condições crônicas se agravem e melhorar a qualidade de vida dos participantes. Não é uma proposta revolucionária — é, na verdade, uma aplicação prática de algo que a saúde pública sabe há tempos, mas que nem sempre consegue executar na ponta.
Para participar, o paciente precisa estar vinculado ao território de abrangência da ESF "Dr. Almiro dos Reis", ter diagnóstico confirmado de hipertensão arterial e/ou diabetes mellitus, e estar já acompanhado pelo Programa Hiperdia conforme avaliação dos médicos e enfermeiros da unidade. Não é um programa aberto a qualquer pessoa — é direcionado, pensado para quem já está dentro do sistema de saúde e precisa de um tipo diferente de suporte. Os interessados podem procurar a unidade de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, para se informar e verificar se podem participar. O programa está em movimento, e o convite está aberto.
Citations marquantes
Aspectos como alimentação adequada, saúde mental, socialização, autonomia e qualidade de vida também são importantes para uma atenção integral— Assessoria de comunicação da prefeitura