Na noite deste domingo, a Lua mergulhará na sombra da Terra e se tingirá de vermelho — um fenômeno que a humanidade observa há milênios e que, ainda hoje, convida à contemplação do lugar que ocupamos no cosmos. O eclipse lunar total, visível em todo o Brasil por cerca de seis horas, não exige equipamento especial nem local privilegiado: basta estar do lado noturno do planeta e erguer os olhos. Coincidindo com uma superlua e possivelmente mais escuro que o habitual por causa das cinzas do vulcão de Tonga, o evento é tanto um espetáculo da natureza quanto um lembrete silencioso de que a Terra, a
Professor de Bauru ensina como observar eclipse lunar total e 'lua de sangue' neste domingo
A luz vermelha segue caminho e continua até atingir a lua
Por que um eclipse lunar é visível de tantos lugares, enquanto um eclipse solar não é?
A diferença está na geometria. No eclipse lunar, a sombra da Terra cobre a Lua — e essa sombra é grande o suficiente para ser vista de qualquer ponto do lado noturno do planeta. No eclipse solar, a sombra da Lua é muito menor e só toca uma faixa estreita da Terra.
Então tecnicamente, qualquer pessoa no lado noturno pode ver isso? Mesmo com poluição luminosa?
Sim, a poluição luminosa não impede a observação de um eclipse lunar. Você está olhando para a Lua, não para estrelas fracas.
E essa cor vermelha — é realmente sangue, ou é só um nome?
É só um nome popular. A cor vem da luz solar que atravessa a atmosfera da Terra e é desviada até a Lua. As cores azuladas são espalhadas, restam as vermelhas.
Mas a intensidade dessa cor muda? O professor mencionou que este será mais escuro que a média por causa do vulcão em Tonga.
Exatamente. Quanto mais partículas na atmosfera, mais escuro fica o eclipse. É como um termômetro da saúde do ar do planeta.
Então se eu não conseguir sair de casa, posso assistir pela internet?
Sim, o professor mencionou que transmissões em tempo real estarão disponíveis.
Mas ele não especificou quais plataformas ou links. Isso é algo que o leitor teria que procurar por conta própria.
E quando será o próximo?
Não até outubro de 2023, e mesmo assim será apenas um eclipse parcial. Este é realmente uma oportunidade rara.
El Pulso
- Das 22h30 de domingo até 3h50 de segunda-feira, a Lua ficará vermelha no céu — e qualquer brasileiro que olhar para cima poderá testemunhar o fenômeno sem proteção ocular.
- A coloração avermelhada, chamada de 'lua de sangue', ocorre porque a luz solar filtrada pela atmosfera terrestre desvia as cores azuis e deixa apenas os tons vermelhos alcançarem a superfície lunar.
- A erupção do vulcão em Tonga lançou partículas na atmosfera global, e especialistas preveem que este eclipse será mais escuro que a média — tornando-o ainda mais raro e visualmente distinto.
- O evento coincide com uma superlua, quando a Lua está no ponto mais próximo da Terra e parece maior no céu, ampliando o impacto visual do espetáculo.
- O próximo eclipse lunar parcial visível do Brasil só ocorrerá em outubro de 2023, o que torna esta noite uma janela de observação difícil de ignorar.
- Para quem quiser estrutura, o Museu do Café oferece telescópios, palestra do professor Rodolfo Langhi e até opção de acampamento; para quem ficar em casa, transmissões ao vivo estarão disponíveis na internet.
Na noite deste domingo, a Lua mergulhará na sombra da Terra e se tingirá de vermelho — um fenômeno que a humanidade observa há milênios e que, ainda hoje, convida à contemplação do lugar que ocupamos no cosmos. O eclipse lunar total, visível em todo o Brasil por cerca de seis horas, não exige equipamento especial nem local privilegiado: basta estar do lado noturno do planeta e erguer os olhos. Coincidindo com uma superlua e possivelmente mais escuro que o habitual por causa das cinzas do vulcão de Tonga, o evento é tanto um espetáculo da natureza quanto um lembrete silencioso de que a Terra, a Lua e o Sol continuam dançando juntos, indiferentes às urgências humanas.
Neste domingo à noite, a Lua entrará na sombra da Terra e ficará vermelha por cerca de seis horas — das 22h30 até 3h50 de segunda-feira. O eclipse lunar total será visível de praticamente qualquer ponto do Brasil, além de toda a América Central e partes da América do Norte, sem necessidade de proteção ocular.
Rodolfo Langhi, professor do Observatório Didático de Astronomia da Unesp em Bauru, explica que, ao contrário dos eclipses solares, os lunares são acessíveis a qualquer pessoa do lado noturno do planeta. Binóculos e telescópios enriquecem a experiência, mas o olho nu já é suficiente. A famosa 'lua de sangue' acontece porque a luz solar, ao atravessar a atmosfera terrestre, perde seus tons azulados — espalhados pelos gases — e entrega à Lua apenas as cores avermelhadas.
A intensidade do vermelho desta vez pode surpreender: Langhi prevê um eclipse mais escuro que o habitual, pois a erupção do vulcão em Tonga dispersou grandes quantidades de partículas na atmosfera global. Além disso, o evento coincide com uma superlua — quando a Lua está no ponto mais próximo da Terra e aparenta ser maior no céu, tornando o espetáculo ainda mais expressivo.
O próximo eclipse lunar parcial visível do Brasil só ocorrerá em 28 de outubro de 2023, o que faz desta noite uma oportunidade rara. Para quem quiser acompanhar em condições especiais, o Museu do Café — a cerca de trinta minutos de Bauru — abrirá às 19h com fogueira, trilha noturna e telescópios. Langhi apresentará uma palestra às 21h, e monitores do observatório estarão disponíveis para orientar visitantes. Quem preferir ficar em casa poderá acompanhar transmissões ao vivo pela internet.
Neste domingo à noite, a Lua entrará na sombra da Terra e ficará vermelha. O eclipse lunar total começará às 22h30 e se estenderá até 3h50 de segunda-feira, durando aproximadamente seis horas — um espetáculo celeste que será visível de praticamente qualquer lugar do Brasil, além de toda a América Central e partes da América do Norte.
Rodolfo Langhi, professor do Observatório Didático de Astronomia da Universidade Estadual Paulista em Bauru, explicou os detalhes do fenômeno. Diferentemente de um eclipse solar, que só pode ser observado em uma pequena faixa do planeta, um eclipse lunar é visível de qualquer ponto do lado noturno da Terra — o que torna este evento particularmente acessível. Para aproveitar melhor o espetáculo, Langhi recomenda o uso de binóculos ou telescópios, embora a observação a olho nu também seja possível e não exija nenhum tipo de proteção ocular.
O que torna este eclipse especialmente interessante é o fenômeno conhecido como "lua de sangue". Durante o evento, a Lua adquire uma coloração avermelhada porque os raios solares, embora bloqueados pela Terra, continuam atingindo a superfície lunar. A luz do sol atravessa a atmosfera terrestre e é desviada. Quando passa por essa camada atmosférica, a luz branca se dispersa — as cores azuladas são espalhadas pelos gases, enquanto as cores avermelhadas continuam seu caminho até alcançar a Lua, tingindo-a de vermelho.
A intensidade dessa coloração vermelha funciona como um indicador da saúde atmosférica do planeta. Se a atmosfera contiver muitas partículas sólidas microscópicas em suspensão, os eclipses lunares ficam mais escuros que o normal. Langhi prevê que este eclipse será mais escuro do que a média, uma vez que a erupção do vulcão em Tonga dispersou quantidades significativas de partículas e fuligem na atmosfera global.
Coincidentemente, este eclipse ocorrerá durante uma "superlua" — o termo popular para lua cheia de perigeu, quando a Lua está no ponto mais próximo da Terra e, portanto, aparenta ser maior no céu. O próximo eclipse lunar parcial visível do Brasil não ocorrerá até 28 de outubro de 2023, quando será observável apenas no nascimento do astro. Isso torna o evento deste fim de semana uma oportunidade rara.
Para quem quiser acompanhar o eclipse em condições ideais, o Museu do Café, localizado a cerca de trinta minutos de Bauru, oferecerá um evento especial. O museu abrirá às 19h com fogueira, observação astronômica livre, trilha noturna e atividades de aventura. Langhi apresentará uma palestra às 21h, e telescópios estarão montados para observação. Visitantes também podem trazer seus próprios equipamentos — telescópios, binóculos, câmeras fotográficas — e contar com a orientação de monitores do observatório. A entrada custa R$ 20, e há opção de acampamento a partir de R$ 30, com alimentação incluída por R$ 50. Para quem não conseguir sair de casa ou enfrentar céu nublado, transmissões em tempo real do eclipse estarão disponíveis em plataformas de internet.
Citas Notables
Como o vulcão em Tonga espalhou muitas partículas e fuligem na atmosfera terrestre global, estamos esperando um eclipse mais escuro do que a média— Rodolfo Langhi, professor do Observatório Didático de Astronomia da Unesp