Presidente do Criciúma admite surpresa com saída de Baptista para o Inter

Me surpreendeu e surpreendeu a todos, inclusive os atletas
Presidente do Criciúma sobre a saída inesperada de Baptista para o Inter.
Mark

Como é possível que o presidente não tivesse ideia de que o treinador estava sendo cortejado?

Mimi

Canella foi bem claro: não havia sinalização nenhuma. Baptista não manifestou interesse em sair, e o Criciúma só começou a agir quando os ruídos da torcida ficaram muito altos. A negociação foi rápida demais para que houvesse preparação.

Luke

Mas a pressão da torcida já era grande antes da derrota para o Operário. Como Canella não estava monitorando a situação? E quando exatamente o Inter fez contato?

Mimi

Boa pergunta. O que sabemos é que a derrota foi terça-feira à noite e a saída foi anunciada logo depois. Canella diz que só começaram a agir quando os ruídos ficaram muito grandes, mas não especifica quanto tempo antes disso.

Mark

Então a sequência de cinco derrotas em seis rodadas foi o gatilho real?

Mimi

Parece ser. O Criciúma caiu para a sexta posição com a segunda pior campanha do returno. Isso criou o ambiente perfeito para que o Inter viesse com uma proposta.

Luke

E quanto ao valor da multa? R$ 300 mil é muito ou pouco para um treinador em uma Série B?

Mimi

Não há contexto no material para comparar, mas o fato de o Inter ter pagado rapidamente sugere que considerou um investimento viável.

Mark

Qual é o peso de Baptista ser filho de Nelsinho?

Mimi

Nelsinho deixou o Inter de forma traumática em 1996. Agora seu filho assume o mesmo cargo. É uma volta carregada de história, para melhor ou para pior.

  • A derrota de 2 a 0 para o Operário-PR foi o gatilho: ainda com Baptista no banco, o Inter já articulava sua contratação nos bastidores.
  • O presidente do Criciúma admitiu publicamente ter sido pego de surpresa — nem ele, nem os atletas receberam qualquer sinal de que o técnico pretendia partir.
  • R$ 300 mil de multa rescisória foram pagos pelo Inter para acelerar uma negociação que se concretizou em questão de horas.
  • O Criciúma amargava a segunda pior campanha do returno da Série B, com cinco derrotas em seis rodadas e pressão crescente da torcida sobre o treinador.
  • Baptista assume o Colorado carregando o peso de um sobrenome marcado na história do clube — seu pai Nelsinho saiu do Inter de forma traumática em 1996.

Em um movimento que surpreendeu dirigentes e atletas, Eduardo Baptista deixou o Criciúma para assumir o comando do Internacional poucas horas após uma derrota — um gesto que revela como o futebol profissional opera em tempos de urgência, onde lealdades são medidas em resultados e contratos se desfazem da noite para o dia. A transição carrega também um peso simbólico: Baptista chega ao clube que seu pai, Nelsinho, deixou de forma traumática em 1996, tornando essa missão algo maior do que uma simples troca de emprego.

A saída de Eduardo Baptista do Criciúma aconteceu tão depressa que surpreendeu até o presidente do clube, Pedro Paulo Canella, que admitiu publicamente não ter recebido qualquer sinal do treinador sobre uma possível partida. A negociação com o Inter se concretizou logo após a derrota de 2 a 0 para o Operário-PR — partida em que Baptista ainda estava no banco do Tigre. O Colorado pagou R$ 300 mil de multa rescisória para viabilizar a contratação em tempo recorde.

Canella descreveu o episódio como perturbador para todos dentro do clube, incluindo os atletas. Segundo ele, foi apenas quando os "ruídos" da torcida ficaram altos demais que o Criciúma entrou em contato com o empresário do técnico para começar a tomar decisões — e, nesse intervalo, o Inter já havia agido primeiro.

O momento era delicado para Baptista no Criciúma: cinco derrotas em seis rodadas, a segunda pior campanha do returno da Série B e o clube estacionado na sexta posição. O desempenho recente havia apagado o bom início de trabalho, quando a equipe chegou a ocupar posição confortável na tabela.

Com mais de uma década de carreira como treinador — passando por Sport, Palmeiras, Fluminense, Coritiba e Juventude, entre outros —, Baptista chega ao Inter com experiência, mas também com um peso histórico: seu pai, Nelsinho Baptista, comandou o Colorado e deixou o clube de forma traumática em 1996. Agora, é o filho quem tenta escrever um capítulo diferente nessa história.

A saída de Eduardo Baptista do Criciúma para o Inter aconteceu tão rapidamente que surpreendeu até quem estava dentro do clube. Pedro Paulo Canella, presidente do Criciúma, admitiu na quarta-feira que o treinador não havia dado qualquer sinal de que pretendia deixar a equipe catarinense. A negociação com o Colorado se concretizou logo após a derrota de 2 a 0 para o Operário-PR na terça-feira à noite — a mesma partida em que Baptista ainda estava no banco de reservas do Tigre. O Inter pagou R$ 300 mil de multa rescisória para viabilizar a contratação.

Canella descreveu o episódio como inesperado e perturbador. "Me surpreendeu e surpreendeu a todos, inclusive os atletas, a forma que foi", disse o dirigente, acrescentando que a instituição precisava "virar a página". Segundo ele, não houve qualquer comunicação prévia do técnico ou de seu staff indicando uma possível saída. Apenas quando os "ruídos" começaram a ficar muito altos — uma referência à pressão da torcida por uma mudança — é que o Criciúma entrou em contato com o empresário de Baptista e começou a tomar decisões sobre o futuro do treinador.

O timing da saída coincidiu com um momento delicado para o Criciúma. Baptista enfrentava pressão crescente após uma sequência de resultados ruins. A derrota para o Operário foi a quinta em seis rodadas, deixando o clube na sexta posição da Série B com a segunda pior campanha do returno. Meses antes, o treinador havia conseguido colocar a equipe em posição confortável na tabela, mas o desempenho recente havia erodido a confiança.

Baptista chega ao Inter com um currículo construído ao longo de mais de uma década como treinador. Começou sua carreira em 2014 no Sport e desde então passou por Palmeiras, Fluminense, Ponte Preta, Coritiba, Vila Nova, CSA, Mirassol e Juventude. Sua experiência mais recente na Série A foi em 2022, quando trabalhou no Juventude. Ele é filho de Nelsinho Baptista, técnico que comandou o Inter mas deixou o clube de forma traumática em 1996 — um legado que agora seu filho terá de navegar ao tentar recuperar o Colorado.

Não tive uma sinalização do staff nem do Eduardo sinalizando que ele queria sair. Não teve contato nenhum, não teve negociação nenhuma.
— Pedro Paulo Canella, presidente do Criciúma
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