Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama em mulheres por ano até 2028; Mato Grosso estima 930 casos em 2026. Mulheres e homens compartilharam experiências sobre diagnóstico e tratamento, enfatizando importância do autoconhecimento e acompanhamento médico.
Prefeitura mobiliza servidores com informação e acolhimento no Outubro Rosa
Um cuidando do outro — é isso que a gente quer
Por que a prefeitura decidiu fazer esse evento especificamente no ambiente de trabalho, e não em um espaço de saúde?
Porque o câncer de mama não é só um problema de consultório ou hospital — é algo que afeta a vida das pessoas onde elas passam a maior parte do tempo. Levar a informação para o trabalho significa reconhecer que os servidores precisam dessa conversa, que a prevenção começa na rotina.
Mas 200 pessoas é quantas pessoas da secretaria no total? Não sabemos se foi uma participação significativa ou se foi apenas quem tinha interesse.
O que mais chamou atenção no relato de Joseane?
A honestidade dela sobre a vergonha. Ela não escondeu o medo, a dificuldade de lidar com o corpo alterado. E mostrou que o apoio — da família, do marido, da associação — foi o que permitiu ela continuar vivendo, não apenas sobreviver.
É importante notar que ela ainda está em tratamento por metástase óssea. Então essa história não é de cura, é de convivência com a doença. Isso é diferente.
Por que os homens pareceram tão surpresos ao saber que também podem ter câncer de mama?
Porque ninguém fala sobre isso. O Outubro Rosa é associado a mulheres, e a doença em homens é tão rara que fica invisível. Quando Éder e Cláudio ouviram, foi como se alguém tivesse aceso uma luz que eles não sabiam que existia.
Mas o texto não diz quantos homens estavam no evento ou qual era a proporção. Sabemos que 1% dos casos são em homens, mas não sabemos se isso reflete a presença deles no galpão.
A MT Mamma parece ser central nessa história. O que ela oferece que vai além do médico?
Escuta. Acolhimento. Oficinas terapêuticas, dança sênior — coisas que ajudam a pessoa a se sentir viva novamente, não apenas doente. Flores explicou que a associação acompanha o paciente durante e depois do tratamento, o que é raro.
O texto menciona essas atividades, mas não detalha como funcionam, quantas pessoas participam ou qual é o impacto mensurável. Sabemos que existem, mas não sabemos o alcance real.
Il Polso
- Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama em mulheres por ano até 2028
- Mato Grosso estima 930 casos em 2026, dos quais 240 em Cuiabá
- Cerca de 200 servidores e colaboradores participaram do evento na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras
- Joseane Conceição Torres foi diagnosticada em 2021 e permanece em tratamento por metástase óssea
Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama em mulheres por ano até 2028; Mato Grosso estima 930 casos em 2026. Mulheres e homens compartilharam experiências sobre diagnóstico e tratamento, enfatizando importância do autoconhecimento e acompanhamento médico.
A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras de Cuiabá realizou evento do Outubro Rosa com cerca de 200 servidores, destacando prevenção e acolhimento a pacientes com câncer de mama, inclusive em homens.
Na manhã de sexta-feira, 9 de outubro, o galpão da marcenaria da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras de Cuiabá transformou-se em espaço de conversa sobre saúde e vulnerabilidade. Cerca de 200 servidores e colaboradores de empresas vinculadas à secretaria se reuniram para a abertura do Outubro Rosa — não como campanha de superfície, mas como encontro onde mulheres e homens compartilharam o peso real de um diagnóstico de câncer de mama.
O Brasil espera registrar 78.610 novos casos de câncer de mama em mulheres a cada ano até 2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer. Em Mato Grosso, a projeção para 2026 é de 930 casos, dos quais 240 concentram-se em Cuiabá. Embora raro, o câncer de mama também atinge homens — representam cerca de 1% do total de diagnósticos, mas essa proporção pequena não diminui a relevância de sua existência. Raquel Rosa Cintra, secretária do secretário municipal de Infraestrutura e Obras, reforçou esse ponto durante o evento: a mobilização não era dirigida apenas às mulheres. "Não é só para mulheres, o homem também tem câncer de mama. Então é um alerta."
Flores Terezinha de Jesus, assistida e voluntária da Associação Mato-grossense de Apoio aos Pacientes de Câncer de Mama (MT Mamma), conduziu a palestra e demonstrou aos presentes como reconhecer alterações nas mamas através do toque. Sua orientação foi direta: diante de qualquer mudança, procurar um médico. Embora o autoconhecimento seja importante para identificar sinais suspeitos, ela deixou claro que a observação pessoal não substitui a avaliação profissional nem a mamografia quando indicada. O que Flores trouxe, porém, foi mais do que informação técnica — foi testemunho.
Joseane Conceição Torres, 44 anos, mãe de quatro filhos e avó de três netos, descobriu seu câncer de mama em 2021 quando a filha notou uma alteração no formato de sua mama. O que se seguiu foi o caminho conhecido por muitos: cirurgia, quimioterapia, radioterapia. Cinco anos depois, Joseane permanece em tratamento por causa de metástase óssea. Durante esse percurso, ela enfrentou não apenas a doença, mas também a vergonha — a dificuldade de falar sobre estar careca, sobre o corpo alterado. "Antes, eu tinha vergonha de falar sobre estar careca ou com o seio de forma diferente, mas minha família, meu marido e a MT Mamma me deram todo o suporte," contou. A rede de apoio que a associação oferece vai além do acompanhamento médico: inclui oficinas terapêuticas e atividades de convivência, como dança sênior, que ajudam a reconstruir a autoestima e permitir que projetos pessoais continuem durante e após o tratamento.
Entre os homens presentes, a palestra abriu olhos. O engenheiro civil Éder Jesus de Souza e o supervisor terceirizado Cláudio Junior Camargo disseram desconhecer que homens também desenvolvem câncer de mama. "É muito importante ouvir o relato de pessoas que já passaram por esses casos para abrirmos os olhos e ficarmos mais atentos," afirmou Éder. Thiago da Silva Júnior, auxiliar administrativo que conheceu um homem diagnosticado com a doença, destacou a importância do acompanhamento médico — um cuidado que aprendeu desde a infância com sua família.
Para Emilly Ferreira Santos, analista de Engenharia Civil, o ponto mais relevante do encontro foi conhecer o acolhimento oferecido pela MT Mamma. "É uma informação que nem todos sabem e achei muito interessante. Deu vontade de ir lá para conhecer," relatou. Rafaela Rosângela Pimentel Teixeira, administradora sênior do setor jurídico da secretaria, destacou as orientações sobre alterações nas mamas e nódulos nas axilas, reforçando a necessidade de manter a atenção à saúde como prática contínua, não apenas em outubro.
Ao final do evento, houve sorteio de brindes e café da manhã. Flores, ao avaliar a mobilização, notou o ambiente de amizade e cuidado que encontrou na secretaria — participantes vestiram rosa em alusão à campanha. "É isso que a gente quer: um cuidando do outro," afirmou. O encontro deixou claro que a prevenção e o acolhimento não são temas abstratos, mas práticas que ganham vida quando pessoas reais compartilham suas histórias e quando instituições como a MT Mamma oferecem suporte contínuo além do diagnóstico.
Citazioni salienti
Não é só para mulheres, o homem também tem câncer de mama. Então é um alerta.— Raquel Rosa Cintra, secretária do secretário municipal de Infraestrutura e Obras
Antes, eu tinha vergonha de falar sobre estar careca ou com o seio de forma diferente, mas minha família, meu marido e a MT Mamma me deram todo o suporte.— Joseane Conceição Torres, diagnosticada com câncer de mama em 2021