Três incêndios em sete dias na Universidade Federal de Pernambuco colocam em cinzas não apenas estruturas físicas, mas décadas de pesquisa científica sobre doenças que afligem milhões de pessoas. O último e mais devastador deles consumiu laboratórios de genética, farmácia e informática na noite de quarta-feira, deixando um rastro de prejuízos estimados em R$ 100 milhões. Nenhuma vida foi perdida, mas a sequência inquietante de eventos levou a Polícia Federal a investigar se há uma mão humana e deliberada por trás das chamas.
Prédio da UFPE destruído por incêndio abrigava laboratórios de pesquisa; prejuízo estimado em R$ 100 mi
Três incêndios em uma semana levantam suspeitas
Por que esse incêndio específico destruiu tanto mais do que os anteriores?
O prédio abrigava laboratórios com equipamentos sofisticados e pesquisas em andamento. A estrutura de dois andares também pode ter facilitado a propagação das chamas.
Mas a gente não sabe exatamente por que pegou fogo. A Polícia Federal está investigando, mas ainda não há conclusões sobre as causas.
Cem milhões de reais é muito dinheiro. Como a universidade vai se recuperar?
Essa é a grande questão. Pesquisadores perderam anos de trabalho, dados, equipamentos que levam tempo para repor.
A reitoria estimou os danos, mas essa é uma estimativa inicial. O valor real pode ser diferente quando a perícia terminar.
Três incêndios em uma semana parece suspeito demais para ser coincidência.
É por isso que a Polícia Federal está investigando. O padrão é realmente incomum.
Verdade, mas até agora não há confirmação de que foram criminosos. A investigação ainda está em andamento.
O Pulso
- Três incêndios em uma semana na UFPE transformaram espaços de criação científica em ruínas, com o último destruindo laboratórios dedicados a pesquisas sobre câncer, Covid-19 e autismo.
- A fachada do prédio desabou, ares-condicionados derreteram e equipamentos irreparáveis foram perdidos — um golpe que a reitoria avalia em R$ 100 milhões, valor ainda sujeito a revisão.
- O padrão repetitivo — Física em 30 de setembro, Biociências em 4 de outubro, Inovação e Empreendedorismo em 7 de outubro — acende o alarme sobre uma possível ação criminosa coordenada.
- A Polícia Federal abriu investigação e realiza perícia no local para determinar se há intencionalidade por trás da série de incêndios que assombra a universidade.
Três incêndios em sete dias na Universidade Federal de Pernambuco colocam em cinzas não apenas estruturas físicas, mas décadas de pesquisa científica sobre doenças que afligem milhões de pessoas. O último e mais devastador deles consumiu laboratórios de genética, farmácia e informática na noite de quarta-feira, deixando um rastro de prejuízos estimados em R$ 100 milhões. Nenhuma vida foi perdida, mas a sequência inquietante de eventos levou a Polícia Federal a investigar se há uma mão humana e deliberada por trás das chamas.
Na noite de quarta-feira, 7 de outubro, por volta das 19h30, um prédio de dois andares da Universidade Federal de Pernambuco começou a arder. As chamas só foram controladas na manhã seguinte, quando técnicos da Defesa Civil já aguardavam para fazer a vistoria enquanto os bombeiros ainda combatiam o fogo. O edifício, que já funcionou como Restaurante Universitário e depois como sede da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo, abrigava laboratórios onde pesquisadores trabalhavam sobre câncer, Covid-19 e transtorno do espectro autista. A fachada desabou. Os equipamentos foram destruídos. A reitoria estima os prejuízos em R$ 100 milhões.
O que transforma o episódio em algo mais do que uma tragédia isolada é a sua posição numa série: este foi o terceiro incêndio registrado na UFPE em apenas sete dias. O primeiro atingiu um laboratório do Departamento de Física em 30 de setembro; o segundo, um laboratório no Centro de Biociências no domingo, 4 de outubro. Nenhum dos três deixou feridos, mas o padrão acumulado levantou suspeitas que não puderam ser ignoradas.
A Polícia Federal abriu investigação para apurar se o incêndio de quarta-feira foi criminoso. A perícia no local buscará estabelecer a origem das chamas e, talvez, responder à pergunta que paira sobre o campus: se há uma intenção deliberada por trás do fogo que, em uma semana, consumiu parte do patrimônio científico de uma das maiores universidades do país.
Um prédio de dois andares na Universidade Federal de Pernambuco pegou fogo na noite de quarta-feira, 7 de outubro, por volta das 19h30, e as chamas só foram controladas no dia seguinte. O edifício, que já serviu como Restaurante Universitário e depois como sede da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da instituição, abrigava laboratórios de genética, farmácia e informática — espaços onde pesquisadores desenvolviam trabalhos sobre câncer, Covid-19 e transtorno do espectro autista. A fachada desabou sob o calor intenso. Ares-condicionados derreteram. As paredes ficaram marcadas pelas chamas. Os equipamentos dentro dos laboratórios foram destruídos. A reitoria estima o prejuízo total em 100 milhões de reais, embora a contabilização completa ainda não tenha sido finalizada.
Quando técnicos da Defesa Civil chegaram ao local na manhã de quinta-feira para fazer a vistoria, os bombeiros ainda combatiam o fogo. Professores e alunos que desenvolviam pesquisas naquele espaço lamentaram as perdas. Ninguém ficou ferido no incêndio.
O que torna este episódio particularmente preocupante é que se trata do terceiro incêndio registrado na UFPE em apenas uma semana. O primeiro ocorreu em 30 de setembro, em um laboratório do Departamento de Física. O segundo aconteceu no domingo, 4 de outubro, em outro laboratório no Centro de Biociências. Nenhum dos dois anteriores causou ferimentos, mas este último gerou os maiores danos materiais da série.
A Polícia Federal abriu investigação para determinar se o incêndio de quarta-feira foi uma ação criminosa. A sequência de três eventos em sete dias levanta suspeitas sobre uma possível intencionalidade por trás dos incêndios. A perícia será realizada no local para tentar estabelecer as causas do fogo.
Citações Notáveis
Professores e alunos que desenvolviam pesquisas no local lamentaram as perdas— Pesquisadores afetados pelos incêndios