Policial penal que matou professor de dança em Olinda presta depoimento e tem arma apreendida

Professor de dança morreu após quatro dias internado com ferimentos graves no tórax e braço, deixando esposa e filha de 7 anos.
Ele registrou queixa antes da família denunciar o caso
O policial penal alegou legítima defesa e criou um relato oficial que contradiz a versão dos amigos da vítima.
Mark

Por que o policial registrou uma queixa contra a vítima antes da família denunciar o caso?

Mimi

Isso é o ponto mais perturbador da história. Ele foi até o departamento de homicídios sozinho, alegando legítima defesa em uma tentativa de assalto. Quando a família chegou para denunciar, descobriram que ele já tinha uma versão oficial registrada.

Mark

Isso significa que ele estava tentando se proteger legalmente?

Mimi

Parece assim. Ao registrar a queixa primeiro, ele criou um relato oficial que contradiz o que os amigos de Marlon dizem — que tudo começou como uma briga de trânsito comum.

Mark

E a arma? Por que ele a entregou?

Mimi

Ele se apresentou voluntariamente com a arma. Pode ter sido uma estratégia do advogado dele, ou talvez ele soubesse que seria encontrado de qualquer forma. A perícia vai dizer muito sobre o que aconteceu.

Mark

Como é possível que um policial penal esteja envolvido em algo assim?

Mimi

Ele é um agente público, mas isso não o coloca acima da lei. Agora há um procedimento administrativo paralelo na Paraíba, além da investigação criminal aqui em Pernambuco.

Mark

E a família de Marlon? Como eles estão lidando com isso?

Mimi

Perderam um homem em quatro dias de internação. Deixou esposa e uma filha pequena. E agora precisam lidar com a versão do policial de que tudo foi legítima defesa.

  • Marlon de Melo de Freitas da Luz, 31 anos, foi baleado no tórax e no braço durante uma briga de trânsito em Olinda — o primeiro tiro perfurou o pulmão e se alojou na coluna, ferimentos dos quais ele não sobreviveu.
  • Antes que a família pudesse denunciar o caso, o policial penal já havia registrado queixa contra a vítima por tentativa de assalto, alegando legítima defesa — um movimento que os parentes interpretam como tentativa de encobrir o crime.
  • O suspeito se apresentou à 9ª Delegacia de Homicídios, entregou a arma para perícia e foi liberado após depor acompanhado de advogado, sem que a polícia revelasse o teor de sua versão.
  • A investigação corre em sigilo, com análise de imagens de câmeras de segurança e perícia balística como próximos passos para reconstruir o que aconteceu naquela noite.
  • A Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba aguarda comunicação oficial de Pernambuco para abrir procedimento administrativo paralelo contra o agente.

Em Olinda, uma discussão de trânsito entre dois motociclistas terminou com um professor de dança baleado e, quatro dias depois, morto — deixando uma filha de sete anos sem pai. O suspeito, policial penal de 55 anos, antecipou-se à família da vítima ao registrar queixa por suposta tentativa de assalto, invocando legítima defesa. O caso coloca em tensão a palavra de um agente do Estado contra a memória de um homem comum, enquanto câmeras e perícias tentam reconstruir o que a noite testemunhou.

Na madrugada de 8 de maio, Marlon de Melo de Freitas da Luz morreu no Hospital da Restauração, em Recife, quatro dias depois de ser baleado durante uma discussão de trânsito na Avenida Antônio da Costa Azevedo, em Olinda. Ele voltava de moto para casa após uma aula de dança quando se envolveu em uma briga com outro motociclista — um policial penal de 55 anos, natural da Paraíba. Os tiros atingiram o tórax e o braço de Marlon; o primeiro projétil atravessou o pulmão e ficou alojado na coluna vertebral.

O que complica o caso é a sequência de eventos logo após o disparo. Antes que a família de Marlon chegasse à delegacia para registrar uma tentativa de homicídio, o policial penal já havia comparecido ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, no Cordeiro, e registrado queixa contra a vítima por suposta tentativa de assalto, alegando ter agido em legítima defesa. Os parentes acreditam que o registro foi feito para encobrir o crime.

Na quarta-feira, acompanhado de advogado, o suspeito prestou depoimento na 9ª Delegacia de Homicídios e entregou a arma, que foi apreendida para perícia. A Polícia Civil não revelou o conteúdo do depoimento e informou apenas que a investigação segue em sigilo, com análise de câmeras de segurança em andamento. A Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba aguarda comunicação oficial de Pernambuco para instaurar um procedimento administrativo paralelo.

Marlon deixa viúva e uma filha de sete anos. Enquanto a perícia e as imagens tentam reconstruir o que aconteceu naquela noite, a família aguarda respostas sobre a morte de um homem que voltava para casa depois de ensinar dança.

Um policial penal de 55 anos se apresentou à 9ª Delegacia de Homicídios em Recife na quarta-feira, 8 de maio, para prestar depoimento sobre os tiros que mataram Marlon de Melo de Freitas da Luz, professor de dança de 31 anos. O agente entregou sua arma, que foi apreendida para perícia, e foi liberado em seguida. A investigação continua em sigilo, sem data prevista para conclusão.

Marlon morreu na madrugada daquele mesmo dia no Hospital da Restauração, na região central do Recife, quatro dias após ser baleado. Os disparos atingiram seu tórax e braço. O primeiro projétil atravessou o pulmão e ficou alojado na coluna vertebral — ferimentos que o mantiveram internado desde o fim de semana anterior. Segundo relatos de amigos e familiares, tudo começou quando ele saía de uma aula de dança e retornava para casa de motocicleta pela Avenida Antônio da Costa Azevedo, no bairro de Peixinhos, em Olinda. Naquele momento, envolveu-se em uma discussão de trânsito com o policial penal, que também estava em uma moto. A discussão terminou em tiros.

O que torna o caso ainda mais complexo é o que aconteceu imediatamente após o disparo. O policial penal, que é da Paraíba, dirigiu-se ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, e registrou uma queixa contra Marlon. Em sua versão, alegou ter sofrido uma tentativa de assalto e ter agido em legítima defesa. Essa queixa só veio à tona quando a família de Marlon compareceu ao mesmo departamento para registrar o caso como tentativa de homicídio. Os parentes acreditam que o registro foi feito para encobrir o crime.

Durante o depoimento na quarta-feira, o policial penal estava acompanhado por um advogado. A Polícia Civil não divulgou qual foi a versão apresentada pelo suspeito, mas confirmou que a arma será submetida a perícia. A corporação informou apenas que outras diligências estão em andamento e que imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas para esclarecer os fatos.

Marlon deixa viúva e uma filha de sete anos. A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba, por sua vez, informou que solicitou à Secretaria de Defesa Social de Pernambuco informações sobre o ocorrido. Assim que receber a comunicação oficial, a instituição paraibana abrirá um procedimento administrativo que correrá em paralelo com o inquérito policial que está sendo conduzido em Pernambuco. O caso segue em investigação, com a perícia da arma e a análise das imagens de segurança como próximos passos para tentar estabelecer o que realmente aconteceu naquela noite.

Outras diligências estão sendo realizadas dentro do processo investigativo. Mais detalhes não podem ser fornecidos no momento
— Assessoria da Polícia Civil
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