Numa manhã de sábado sobre os canaviais do interior paulista, um casal encerrou sua jornada comum da forma mais abrupta que o destino permite. Nelson Ponzoni, piloto veterano de 77 anos que cruzou os céus do Brasil pela Varig e pela Azul, e sua esposa Vivien, psicóloga de 74 anos dedicada ao cuidado da mente humana, perderam a vida quando seu monomotor caiu e pegou fogo próximo a Quadra, a 140 quilômetros de São Paulo. O acidente, que deixou três filhos órfãos de pai e mãe, inscreve-se numa série crescente de ocorrências que interrogam a segurança da aviação de pequeno porte no Brasil.
Piloto experiente e psicóloga morrem em queda de avião em SP
Um piloto experiente, milhares de horas de voo, e ainda assim o avião caiu
Como um piloto com essa experiência toda — Varig, Azul — acaba em uma situação dessas?
Exatamente a pergunta que ninguém consegue responder ainda. Nelson tinha milhares de horas de voo. Não era um iniciante. Mas um avião de 1999, monomotor, é uma máquina diferente de um jato comercial. Talvez seja aí que a história mude.
Mas a gente não sabe o que causou a queda. Falha mecânica? Perda de controle? Isso é especulação.
Verdade. O que sabemos é que as condições climáticas eram estáveis. Então não foi tempo ruim. Testemunhas viram o avião perder altitude rapidamente.
E a esposa estava com ele. Vivien era psicóloga, certo?
Sim, especialista em psicodrama e terapia de família. Formada pela PUC-SP. Eles eram um casal que deixou três filhos.
Isso é importante porque humaniza, mas não explica nada sobre o acidente. Sabemos que 21 acidentes já tinham acontecido em 2025 até aquele momento.
Vinte e um? Em dois meses?
Isso. Com dez mortes. A aviação de pequeno porte no Brasil está sob pressão.
Mas a gente não sabe se é falta de manutenção, falta de regulação, ou se é apenas que esses números sempre foram assim e ninguém estava contando direito.
O Cenipa vai investigar?
Já acionou o Seripa IV. Vão coletar dados, preservar elementos, verificar os danos. Mas isso leva tempo.
E enquanto isso, a gente fica com a pergunta em aberto: por que caiu?
Il Polso
- Um avião monomotor despencou abruptamente dos céus às 10h30 de sábado, consumido pelas chamas antes que qualquer socorro pudesse alcançar seus ocupantes.
- A bordo estavam duas vidas de peso singular: um comandante experiente com décadas de aviação comercial e uma psicóloga reconhecida nacionalmente — juntos até o fim.
- O fogo que destruiu a aeronave também apagou pistas físicas cruciais, tornando a investigação sobre a causa do acidente ainda mais complexa e urgente.
- O Cenipa mobilizou investigadores do Seripa IV para iniciar a perícia; condições climáticas estáveis descartam fatores meteorológicos e apontam para falha mecânica ou perda de controle.
- O acidente eleva para pelo menos doze o número de vítimas fatais na aviação brasileira em 2025, reacendendo o debate sobre a segurança das aeronaves de pequeno porte no país.
Numa manhã de sábado sobre os canaviais do interior paulista, um casal encerrou sua jornada comum da forma mais abrupta que o destino permite. Nelson Ponzoni, piloto veterano de 77 anos que cruzou os céus do Brasil pela Varig e pela Azul, e sua esposa Vivien, psicóloga de 74 anos dedicada ao cuidado da mente humana, perderam a vida quando seu monomotor caiu e pegou fogo próximo a Quadra, a 140 quilômetros de São Paulo. O acidente, que deixou três filhos órfãos de pai e mãe, inscreve-se numa série crescente de ocorrências que interrogam a segurança da aviação de pequeno porte no Brasil.
Numa manhã de sábado, um monomotor CT-U desapareceu dos céus do interior paulista e foi encontrado em chamas entre os canaviais de Quadra. Eram cerca de 10h30 quando testemunhas viram a aeronave perder altitude rapidamente e bater no solo. O fogo que se seguiu ao impacto tornou impossível qualquer tentativa de resgate. As duas pessoas a bordo — Nelson Ponzoni, 77 anos, e sua esposa Vivien Bonafer Ponzoni, 74 anos — não sobreviveram.
Nelson não era um piloto qualquer. Nascido na região metropolitana de São Paulo, construiu uma carreira longa e respeitada na aviação comercial, passando pela Varig e chegando ao posto de comandante na Azul Airlines. Vivien, por sua vez, era psicóloga formada pela PUC-SP, especialista em psicodrama e terapia de família, reconhecida em sua área clínica e acadêmica. O casal residia em São Paulo e deixou três filhos.
A aeronave, fabricada em 1999 e registrada sob a matrícula PU-MSM, havia decolado de um aeroclube próximo para uma viagem particular cujo destino final ainda não foi confirmado. O local da queda situava-se numa estrada rural que liga Quadra a Tatuí, a aproximadamente 140 quilômetros da capital. As condições climáticas eram estáveis, o que descarta causas meteorológicas.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) acionou investigadores do Seripa IV para conduzir a perícia inicial. A hipótese mais provável aponta para falha mecânica ou perda de controle, mas nada foi confirmado. Policiais militares, bombeiros e equipes de perícia atenderam à ocorrência, e o caso foi registrado na Delegacia de Tatuí.
O acidente chega num momento de atenção redobrada à aviação de pequeno porte no Brasil: até aquela semana, o Cenipa já havia contabilizado 21 acidentes aéreos e dez mortes em 2025 — números que ainda não incluíam a queda de Nelson e Vivien Ponzoni.
Um avião monomotor caiu numa manhã de sábado em meio aos canaviais de Quadra, no interior de São Paulo, levando consigo duas vidas que se entrelaçavam há décadas. Nelson Ponzoni, 77 anos, estava aos comandos da aeronave modelo CT-U quando a máquina perdeu altitude rapidamente por volta das 10h30. Ao seu lado estava sua esposa, Vivien Bonafer Ponzoni, 74 anos. Testemunhas viram o avião descer abruptamente antes de bater no solo. Logo após o impacto, a aeronave foi consumida pelas chamas, impossibilitando qualquer tentativa de resgate.
Nelson Ponzoni não era um piloto comum. Nascido em Santana de Paranaíba, na região metropolitana de São Paulo, ele acumulou milhares de horas de voo ao longo de uma carreira que o levou a trabalhar na Varig e depois como comandante na Azul Airlines. Era um homem que havia dedicado a vida à aviação comercial, alguém que conhecia os céus como poucos. Vivien, por sua vez, era uma psicóloga reconhecida, especialista em psicodrama e terapia de família, formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Sua atuação acadêmica e clínica a estabeleceu como profissional de referência em sua área. O casal residia em São Paulo e deixou três filhos.
A aeronave que caiu era um monomotor CT-U fabricado em 1999, com capacidade para transportar até 458 quilogramas, registrada sob a matrícula PU-MSM. Decolou de um aeroclube próximo à região para o que seria uma viagem particular. O destino final ainda não foi confirmado. O local do acidente ficava numa área rural próxima à Estrada Municipal Zulmira Coelho Miranda de Oliveira, que liga Quadra a Tatuí, a aproximadamente 140 quilômetros da capital paulista. As condições climáticas eram estáveis no momento do voo, o que descarta qualquer interferência meteorológica como causa do acidente.
O que exatamente levou o avião ao solo permanece sob investigação. Autoridades da aviação já iniciaram a perícia no local. A hipótese inicial aponta para uma possível falha mecânica ou perda de controle da aeronave, mas nada foi confirmado. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) acionou investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV) para realizar a ação inicial. Durante esse processo, profissionais qualificados aplicam técnicas específicas para coletar dados, preservar elementos, verificar os danos causados e levantar informações necessárias à investigação completa.
Policiais militares e o Corpo de Bombeiros foram acionados para atender à ocorrência, junto com equipes de perícia. O caso foi registrado no plantão da Delegacia de Tatuí. O acidente reacende preocupações sobre a segurança de aeronaves de pequeno porte no Brasil. Segundo dados do Cenipa divulgados na semana anterior, 2025 já havia registrado 21 acidentes aéreos no país até aquele momento, com dez vítimas fatais — números que não incluem este acidente de sábado. A queda de Nelson e Vivien Ponzoni adiciona mais um capítulo a uma série crescente de ocorrências que continuam a desafiar a segurança da aviação menor brasileira.
Citazioni salienti
Durante a Ação Inicial, são aplicadas técnicas específicas por profissionais qualificados e credenciados, responsáveis pela coleta e confirmação de dados, preservação dos elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave— Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa)