Na tarde de uma segunda-feira de maio, um pequeno avião com décadas de vida caiu sobre o estacionamento de um edifício residencial em Belo Horizonte, interrompendo abruptamente trajetórias humanas que iam do mundo dos negócios à esfera pública. Dois homens morreram — um piloto jovem e o filho de um prefeito —, enquanto três sobreviventes foram levados em estado grave ao hospital. O acidente levanta questões que transcendem o impacto físico: sobre a fragilidade das regulações, a idade das máquinas que confiamos com nossas vidas e o peso que uma perda privada pode carregar para uma comunidade in
Filho de prefeito morre em queda de avião em Belo Horizonte; duas vítimas fatais
Aeronave não tinha autorização para operar como táxi aéreo
Por que um avião que não tinha autorização para táxi aéreo estava transportando passageiros pagantes?
Essa é a questão central da investigação. A aeronave não tinha permissão legal para fazer transporte comercial, mas estava sendo usada para levar empresários de Teófilo Otoni até São Paulo.
Mas espera — sabemos se os passageiros pagaram? O material diz que não tinha autorização para operar "mediante pagamento", mas não confirma que houve transação.
Verdade. O que sabemos é que a aeronave não tinha a licença. Se estava sendo usada comercialmente ou não, isso ainda precisa ser apurado.
E quanto ao avião em si? Com quase 50 anos, estava em condições de voo?
Fabricado em 1979, tinha mais de 45 anos. Não há informações sobre manutenção ou inspeções recentes no material disponível.
Exatamente. Sabemos que o piloto reportou dificuldades na decolagem, mas não sabemos se eram problemas mecânicos, erro de pilotagem ou condições climáticas.
Os três sobreviventes — todos em estado grave. Há alguma informação sobre suas condições agora?
Foram levados ao Hospital João XXIII, mas não há atualizações sobre seu estado atual.
E nenhum morador do prédio foi atingido, certo? Isso foi sorte ou o avião caiu especificamente no estacionamento?
Caiu no estacionamento, não atingiu nenhuma unidade residencial. Os bombeiros retirou preventivamente todos os moradores.
Então a investigação vai precisar responder: era legal? Era seguro? E o que causou o acidente?
Sim. E talvez a pergunta maior seja como uma aeronave sem autorização para táxi aéreo conseguiu decolar de um aeroporto internacional.
Der Puls
- Um avião fabricado em 1979 caiu no estacionamento de um prédio residencial na zona nordeste de Belo Horizonte, matando dois ocupantes e ferindo gravemente outros três.
- O piloto Wellington Oliveira chegou a reportar dificuldades à torre de controle da Pampulha antes do impacto — um sinal de socorro que não foi suficiente para evitar o desastre.
- Entre os mortos está Fernando Moreira Souto, filho do prefeito de Jequitinhonha, transformando um acidente aéreo em luto político e familiar de alcance regional.
- A Agência Nacional de Aviação Civil revelou que a aeronave não tinha autorização para operar como táxi aéreo, abrindo uma investigação sobre possível operação comercial ilegal.
- Apesar da violência do choque, nenhum morador do edifício foi atingido — os bombeiros evacuaram preventivamente todos os residentes do prédio.
Na tarde de uma segunda-feira de maio, um pequeno avião com décadas de vida caiu sobre o estacionamento de um edifício residencial em Belo Horizonte, interrompendo abruptamente trajetórias humanas que iam do mundo dos negócios à esfera pública. Dois homens morreram — um piloto jovem e o filho de um prefeito —, enquanto três sobreviventes foram levados em estado grave ao hospital. O acidente levanta questões que transcendem o impacto físico: sobre a fragilidade das regulações, a idade das máquinas que confiamos com nossas vidas e o peso que uma perda privada pode carregar para uma comunidade inteira.
Na tarde de 4 de maio, um avião de pequeno porte perdeu o controle logo após decolar do Aeroporto da Pampulha e caiu no estacionamento de um edifício residencial no bairro Silveira, em Belo Horizonte. O piloto Wellington Oliveira, de 34 anos, morreu no local. Ao seu lado, no banco do copiloto, estava Fernando Moreira Souto, de 36 anos, filho do prefeito de Jequitinhonha — ele também não sobreviveu. Os três outros ocupantes, empresários do setor de tecnologia, foram hospitalizados em estado grave no Hospital João XXIII.
A aeronave havia partido de Teófilo Otoni com seis pessoas a bordo. Em Belo Horizonte, uma passageira desembarcou para encontrar familiares, e o avião voltou a decolar com destino ao Campo de Marte, em São Paulo. Os passageiros remanescentes eram ligados à Uaitag, empresa de tecnologia e cartões. Antes da queda, o piloto comunicou à torre de controle que enfrentava dificuldades durante a decolagem.
O acidente abriu uma investigação com contornos jurídicos sérios: a Agência Nacional de Aviação Civil confirmou que o modelo EMB-721C — fabricado em 1979 e registrado em nome de Flavio Loureiro Salgueiro — não possuía autorização para transporte comercial. As autoridades agora buscam determinar se a aeronave operava ilegalmente como táxi aéreo, quais foram as causas técnicas da falha e se houve negligência na condução do voo. Por sorte, nenhum morador do edifício foi atingido, embora todos tenham sido evacuados preventivamente pelos bombeiros.
Um avião de pequeno porte caiu no estacionamento de um prédio residencial no bairro Silveira, na zona nordeste de Belo Horizonte, na tarde de segunda-feira, 4 de maio. A colisão deixou duas pessoas mortas e três feridas graves. A aeronave, um modelo EMB-721C fabricado em 1979, transportava cinco ocupantes — quatro empresários, um piloto e um passageiro adicional — quando enfrentou problemas durante a decolagem do Aeroporto da Pampulha.
O piloto Wellington Oliveira, de 34 anos, morreu no local do impacto. A segunda vítima fatal foi Fernando Moreira Souto, de 36 anos, que ocupava o banco do copiloto. Souto era filho do prefeito de Jequitinhonha, Nilo Barbuda Souto. Os três sobreviventes — Leonardo Berganholi, de 50 anos, Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, e Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53 anos — foram socorridos em estado grave e levados ao Hospital João XXIII.
O grupo viajava para São Paulo a bordo de uma aeronave que havia decolado de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, com seis pessoas. Ao chegar em Belo Horizonte, uma passageira desembarcou para encontrar familiares, deixando cinco ocupantes a bordo quando o avião voltou a decolar rumo ao Campo de Marte, em São Paulo. Os passageiros eram empresários da Uaitag, uma empresa que atua no setor de tecnologia e cartões.
Segundo relatos, o piloto informou à torre de controle da Pampulha que enfrentava dificuldades durante a decolagem. Pouco depois, a aeronave caiu no estacionamento do prédio residencial. Apesar da violência do impacto, nenhum morador foi atingido. O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais retirou preventivamente todos os residentes do edifício.
A investigação agora se concentra em questões críticas sobre a operação da aeronave. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil, o avião não possuía autorização para operar como táxi aéreo — ou seja, não estava legalmente habilitado para realizar transporte comercial mediante pagamento. O registro da aeronave aponta Flavio Loureiro Salgueiro como proprietário. O modelo EMB-721C, com capacidade para cinco passageiros além do piloto, tinha mais de 45 anos de idade no momento do acidente.
A morte de Fernando Moreira Souto repercute além do círculo de negócios. Como filho do prefeito de Jequitinhonha, sua morte marca uma perda significativa para a administração municipal. Os investigadores agora buscam determinar se a aeronave operava ilegalmente, quais foram as causas técnicas do acidente e se houve negligência na autorização ou operação do voo.
Bemerkenswerte Zitate
O piloto informou à torre de controle que enfrentava dificuldades durante a decolagem— Relato do acidente