Pestalozzi promove ação educativa sobre prevenção de hepatites virais em Julho Amarelo

Quando alguém que passou por transplante fala, a mensagem deixa de ser abstrata
O testemunho de um paciente transplantado tornou a conversa sobre hepatites virais mais próxima e real para os participantes.

Em julho, mês dedicado à conscientização sobre hepatites virais no Brasil, a Associação Pestalozzi de Maceió reuniu sua comunidade para transformar informação em proteção. Com palestras, testemunhos e testes gratuitos oferecidos em parceria com o poder público, a iniciativa lembrou que doenças silenciosas como as hepatites B e C só perdem força quando a ignorância sobre elas é combatida. O cuidado, já disponível pelo SUS, aguarda apenas que as pessoas saibam buscá-lo.

  • As hepatites virais B e C avançam silenciosamente — muitos alagoanos desconhecem que estão expostos a vias de transmissão como relações desprotegidas e compartilhamento de objetos cortantes.
  • A presença de Jorge Porto, transplantado de fígado, transformou a palestra em algo visceral: o risco deixou de ser estatística e passou a ter rosto e história.
  • A parceria com a Secretaria Municipal de Saúde permitiu que os participantes fizessem testes rápidos gratuitos no mesmo dia, encurtando o caminho entre a dúvida e o diagnóstico.
  • O SUS já oferece diagnóstico e tratamento completos para hepatites virais — o verdadeiro obstáculo é a desinformação que impede as pessoas de acessar o que já existe.

Todo mês de julho, o Brasil se veste de amarelo para lembrar que as hepatites virais ainda são um problema de saúde pública subestimado. A Associação Pestalozzi de Maceió marcou a data com uma ação educativa voltada à sua comunidade, conduzida pela assistente social Sheila Mendes e enriquecida pelo depoimento de Jorge Porto, paciente que passou por transplante de fígado. Sua presença deu concretude ao que poderia ser apenas teoria.

Os participantes aprenderam que as hepatites B e C se transmitem pelo sangue — em relações sexuais desprotegidas, no compartilhamento de seringas e objetos cortantes, e da mãe para o filho durante a gestação. Compreender esses caminhos é o primeiro passo para interrompê-los.

A coordenadora Marta Ribeiro destacou o valor prático da iniciativa: em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, foram oferecidos testes rápidos gratuitos no próprio evento, permitindo diagnóstico imediato. A ação também lembrou que hepatite é, em sentido amplo, qualquer inflamação hepática — podendo ter causas não infecciosas como álcool, medicamentos e obesidade — mas que as formas virais merecem atenção especial por sua capacidade de transmissão.

O SUS disponibiliza tanto o diagnóstico quanto o tratamento para todos os tipos de hepatites virais. O que falta, muitas vezes, é que as pessoas saibam disso. Campanhas como o Julho Amarelo existem para fechar exatamente essa distância.

Julho é o mês em que a Associação Pestalozzi de Maceió volta sua atenção para um problema de saúde que afeta muitos alagoanos: as hepatites virais. A data marca o Julho Amarelo, campanha instituída em 2019 pela Lei 13.802 que faz referência ao 28 de julho, escolhido pela Organização Mundial de Saúde como o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. Este ano, a instituição realizou uma ação educativa para orientar a comunidade sobre prevenção e transmissão da doença.

A palestra foi conduzida pela assistente social Sheila Mendes, do Centro de Convivência da Pessoa Idosa Novo Despertar. O evento ganhou peso particular com a presença de Jorge Porto, um paciente que passou por transplante de fígado e compartilhou sua experiência vivida durante o processo. Sua história serviu como testemunho vivo dos riscos e consequências da doença, tornando a conversa menos abstrata e mais próxima da realidade dos presentes.

Os participantes receberam orientações claras sobre como a doença se transmite. As hepatites virais B e C passam de pessoa para pessoa por via sanguínea — através de relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas e objetos cortantes, e também de mãe para filho durante a gravidez. Compreender esses caminhos de transmissão é essencial para que as pessoas saibam como se proteger.

Marta Ribeiro, coordenadora da unidade, destacou que a ação foi particularmente valiosa porque esclareceu dúvidas dos usuários e ofereceu algo concreto: testes rápidos para hepatites virais. A parceria com a Secretaria Municipal de Saúde permitiu que os presentes pudessem fazer o diagnóstico no mesmo dia, sem custos. Para Ribeiro, iniciativas assim representam um ganho real para a instituição e, mais importante, para os pacientes.

É importante notar que hepatite é, em termos gerais, qualquer inflamação no fígado. Alguns fatores não infecciosos podem desencadear essas inflamações: o consumo de álcool, o uso de certos medicamentos e a gordura acumulada pela obesidade. Mas as hepatites infecciosas — aquelas causadas por vírus, fungos ou bactérias — exigem atenção especial porque podem ser transmitidas.

O Sistema Único de Saúde oferece diagnóstico para todos os tipos de hepatites virais, tanto através de testes rápidos quanto de sorologias mais completas. Se o diagnóstico confirmar a doença, o SUS também disponibiliza o tratamento. Essa estrutura de atendimento existe, mas depende de que as pessoas saibam que ela existe e que procurem pelos serviços. Campanhas como o Julho Amarelo funcionam justamente para fechar essa lacuna entre a oferta de cuidado e o conhecimento público sobre ela.

Além de esclarecer muitas dúvidas dos usuários, todos tiveram a oportunidade de fazer o teste rápido para hepatites virais. Esse tipo de ação é sempre um ganho para a instituição, mas acima de tudo para os nossos pacientes.
— Marta Ribeiro, coordenadora da Unidade
The Hearth Conversation Another angle on the story
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Por que a Associação Pestalozzi escolheu focar especificamente em hepatites virais neste mês?

Model

Julho é designado mundialmente como o mês de luta contra as hepatites virais. A instituição aproveita essa data para trazer o tema à luz, porque é um problema de saúde que afeta muitos alagoanos, mas que ainda gera dúvidas e desinformação.

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O que torna o testemunho de Jorge Porto tão importante nesse contexto?

Model

Ele viveu na pele o que pode acontecer quando a doença não é prevenida ou tratada a tempo — precisou de um transplante de fígado. Quando alguém que passou por isso fala, a mensagem deixa de ser abstrata e se torna real.

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As pessoas sabem realmente como essas doenças se transmitem?

Model

Muitas não. Por isso a palestra foi importante. Saber que a transmissão ocorre por via sanguínea, relações desprotegidas e compartilhamento de objetos cortantes muda a forma como as pessoas se comportam e se protegem.

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E se alguém descobrir que tem hepatite? Há tratamento?

Model

Sim. O SUS oferece diagnóstico e tratamento para todos os tipos de hepatites virais. Mas as pessoas precisam saber disso e precisam procurar pelos serviços. Campanhas como essa abrem portas.

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Qual é o papel de uma instituição como a Pestalozzi nesse cenário?

Model

Ela funciona como um ponto de encontro onde informação e cuidado se encontram. Não é apenas palestras — é oferecer testes rápidos no mesmo dia, criar espaço para dúvidas, trazer histórias reais. É educação em saúde de verdade.

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