A mais de dois anos das eleições presidenciais de 2026, as pesquisas começam a revelar um Brasil dividido entre lealdades fraturadas e rejeições profundas. Em São Paulo, Flávio Bolsonaro lidera o primeiro turno com 38%, enquanto Lula, apesar de perder o estado, mantém vantagem nacional no segundo turno — um paradoxo que reflete a complexidade de um eleitorado que ainda busca, mais do que um candidato para apoiar, um motivo para não votar no outro.
Pesquisa Real Time Big Data: Flávio lidera em SP com 38% contra 33% de Lula no 1º turno
quase metade dos eleitores não quer votar em nenhum deles
Por que São Paulo aparece como um estado onde Flávio lidera no primeiro turno, mas Lula vira na frente nacionalmente?
São Paulo tem uma dinâmica própria. No primeiro turno, o voto está mais disperso, e Flávio consegue concentrar apoio ali. Mas nacionalmente, quando você tira os votos que vão para terceiros candidatos, Lula recupera terreno e sai na frente.
E essa rejeição de 49% a Lula e 48% a Flávio — o que ela realmente significa?
Significa que quase metade dos eleitores não quer votar em nenhum deles. É um sinal de que o eleitorado está procurando alternativas, ou pelo menos está muito insatisfeito com as principais opções.
Isso muda conforme a campanha avança?
Provavelmente. Conforme chegamos mais perto do segundo turno, a polarização tende a aumentar. Pessoas que rejeitam ambos podem ser forçadas a escolher um deles, ou podem simplesmente não votar.
São Paulo é realmente tão decisivo assim?
Historicamente, sim. É o maior estado, tem o maior número de votos. Se você perde São Paulo por uma margem grande, fica muito difícil compensar em outros lugares.
O que você estaria observando daqui para frente?
Como os números evoluem em São Paulo, se Flávio consegue manter essa liderança ou se Lula consegue recuperar terreno. E também se surge algum terceiro candidato que consiga capturar parte dessa rejeição aos dois principais nomes.
Il Polso
- Flávio Bolsonaro abre cinco pontos de vantagem sobre Lula em São Paulo no primeiro turno, sinalizando que o maior colégio eleitoral do país está longe de ser terreno seguro para o presidente.
- Nacionalmente, o quadro se inverte: Lula recupera a liderança e amplia para quatro pontos sua margem sobre Flávio no segundo turno, revelando uma fragmentação do voto que favorece a polarização final.
- A rejeição a ambos os candidatos beira metade do eleitorado — 49% não votariam em Lula e 48% recusam Flávio —, criando uma tensão entre a inevitabilidade da polarização e o desconforto com as opções disponíveis.
- Esse cenário de alta rejeição abre janela para candidaturas alternativas que consigam se posicionar fora do eixo Lula-Bolsonaro antes que a corrida se consolide.
- Com mais de dois anos pela frente, as pesquisas já funcionam como campo de batalha simbólico, e São Paulo permanece o termômetro mais observado da disputa.
A mais de dois anos das eleições presidenciais de 2026, as pesquisas começam a revelar um Brasil dividido entre lealdades fraturadas e rejeições profundas. Em São Paulo, Flávio Bolsonaro lidera o primeiro turno com 38%, enquanto Lula, apesar de perder o estado, mantém vantagem nacional no segundo turno — um paradoxo que reflete a complexidade de um eleitorado que ainda busca, mais do que um candidato para apoiar, um motivo para não votar no outro.
As eleições de 2026 ainda estão distantes, mas as pesquisas já desenham um mapa eleitoral cheio de contradições. Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula no primeiro turno — 38% contra 33% —, uma diferença de cinco pontos que mantém o estado como campo de disputa aberto, sem vencedor consolidado.
O cenário se transforma quando a projeção avança para um eventual segundo turno. Nacionalmente, Lula inverte a posição e assume a liderança com quatro pontos de margem sobre Flávio. Isso sugere que o voto no primeiro turno está fragmentado entre outras candidaturas, e que a polarização entre os dois nomes se intensifica conforme o processo eleitoral avança.
O que torna o quadro ainda mais delicado é a rejeição que ambos enfrentam. Segundo levantamento da Nexus/BTG, 49% dos eleitores recusam votar em Lula e 48% rejeitam Flávio Bolsonaro — números que revelam um eleitorado profundamente desconfortável com as principais opções, e que pode abrir espaço para candidaturas alternativas.
O que as pesquisas indicam, por ora, é que a corrida presidencial permanece em aberto. Qualquer candidato que chegue ao segundo turno poderá enfrentar um eleitorado que o escolheu mais por falta de alternativa do que por convicção genuína.
As eleições presidenciais de 2026 começam a ganhar contorno mais nítido nas pesquisas, e o retrato que emerge é complexo: em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, Flávio Bolsonaro aparece à frente no primeiro turno com 38% das intenções de voto, enquanto o presidente Lula marca 33%. A diferença de cinco pontos coloca o estado como um campo de disputa aberto, onde nenhum candidato conseguiu consolidar uma vantagem decisiva.
Mas o cenário muda quando se projeta para um eventual segundo turno. Nacionalmente, Lula inverte a posição e assume a liderança, ampliando sua margem para quatro pontos sobre Flávio Bolsonaro. Essa dinâmica sugere que o voto no primeiro turno pode estar fragmentado entre outras candidaturas, e que a polarização entre os dois nomes principais se intensifica conforme o processo eleitoral avança.
O que complica ainda mais o quadro é a rejeição que ambos os candidatos enfrentam. Segundo levantamento da Nexus/BTG, 49% dos eleitores rejeitam a possibilidade de votar em Lula, enquanto 48% rejeitam Flávio Bolsonaro. Esses números revelam um eleitorado profundamente dividido e desconfortável com as principais opções apresentadas, um cenário que pode abrir espaço para candidaturas alternativas ou para decisões de voto baseadas mais em rejeição do que em apoio genuíno.
A pesquisa Real Time Big Data, que forneceu os dados sobre São Paulo, integra-se a um conjunto crescente de levantamentos que tentam mapear as preferências dos eleitores a pouco mais de dois anos das eleições. O estado de São Paulo, historicamente decisivo em disputas presidenciais, permanece como termômetro crucial para entender como a campanha pode evoluir nos próximos meses.
O que esses números indicam é que a corrida presidencial ainda está em aberto, particularmente no primeiro turno, onde a fragmentação do voto oferece oportunidades para candidatos que consigam se posicionar como alternativas à polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. Ao mesmo tempo, a rejeição elevada a ambos sugere que qualquer um deles que chegue ao segundo turno enfrentará um eleitorado que o escolheu mais por falta de opção do que por convicção.
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Pesquisa Real Time Big Data mostra dinâmica diferente entre primeiro e segundo turno— Dados de pesquisa eleitoral