Neste domingo, mais de 25 milhões de peruanos foram chamados a fazer uma escolha que transcende nomes e partidos: definir o rumo de uma nação dividida entre duas visões opostas de futuro. Pedro Castillo, professor rural de origem humilde, e Keiko Fujimori, herdeira de uma das dinastias políticas mais controversas do continente, disputaram a presidência em um segundo turno marcado tanto pela tensão ideológica quanto pelos cuidados impostos pela pandemia. O Peru, como tantas democracias em momentos de inflexão, buscava nas urnas não apenas um governante, mas uma resposta sobre quem é e para onde
Peru volta às urnas para escolher entre Castillo e Fujimori
Ninguém pode ficar em casa. Vamos em massa às urnas
Por que essa eleição peruana importa tanto? Parece ser apenas uma disputa entre dois candidatos.
Não é apenas uma disputa. É a colisão entre duas visões completamente diferentes do Peru. Castillo representa uma esquerda que quer mudanças estruturais; Fujimori vem de uma família que governou o país de forma autoritária. O resultado define a direção política do país pelos próximos cinco anos.
E por que o primeiro turno deixou tão aberto assim? 18,9% e 13,4% parecem números baixos para os dois candidatos mais votados.
O Peru tem muitos candidatos e uma população politicamente fragmentada. Nenhum conseguiu uma maioria clara. Por isso precisam de um segundo turno — é o sistema deles para garantir que o eleito tenha legitimidade maior.
A pandemia parece estar mudando como as pessoas votam. Como isso afeta o resultado?
As medidas de segurança podem desestimular alguns eleitores, especialmente os mais velhos, que são grupo de risco. Mas as autoridades tentaram facilitar com horários específicos. É um equilíbrio difícil entre segurança sanitária e participação democrática.
Os candidatos realmente vão respeitar o resultado?
Ambos disseram publicamente que sim. E há observadores internacionais acompanhando. Isso cria uma pressão externa importante. Mas a história política do Peru tem momentos tensos — não é garantido que tudo corra tranquilo.
Il Polso
- Dois projetos de país radicalmente opostos chegaram ao momento decisivo, com Castillo representando uma esquerda popular e Fujimori carregando o peso de um sobrenome que divide o Peru há décadas.
- A pandemia transformou o próprio ato de votar em um exercício de disciplina coletiva, com horários escalonados, máscaras duplas e distanciamento obrigatório nos locais de votação.
- O chefe do tribunal eleitoral garantiu publicamente a integridade do processo, com observadores internacionais presentes e ambos os candidatos comprometidos a respeitar o resultado.
- Mais de 25 milhões de eleitores registrados — incluindo dezenas de milhares espalhados pelo exterior, entre eles mais de 16 mil no Brasil — carregavam nas mãos o destino dos próximos cinco anos do país.
- Os primeiros resultados estavam previstos para as 21h no horário de Brasília, encerrando um ciclo eleitoral que começou em abril e manteve o Peru em suspense por quase dois meses.
Neste domingo, mais de 25 milhões de peruanos foram chamados a fazer uma escolha que transcende nomes e partidos: definir o rumo de uma nação dividida entre duas visões opostas de futuro. Pedro Castillo, professor rural de origem humilde, e Keiko Fujimori, herdeira de uma das dinastias políticas mais controversas do continente, disputaram a presidência em um segundo turno marcado tanto pela tensão ideológica quanto pelos cuidados impostos pela pandemia. O Peru, como tantas democracias em momentos de inflexão, buscava nas urnas não apenas um governante, mas uma resposta sobre quem é e para onde deseja ir.
Neste domingo, o Peru viveu o momento mais aguardado de seu calendário político recente: o segundo turno presidencial entre Pedro Castillo, do Peru Livre, e Keiko Fujimori, da Força Popular. Os dois haviam liderado o primeiro turno em abril — Castillo com 18,9% e Fujimori com 13,4% — e agora disputavam o direito de suceder o presidente em exercício Francisco Sagasti.
A Oficina Nacional de Processos Eleitorais registrou 25.287.954 eleitores aptos a votar, dentro e fora do país. No Brasil, 16.341 peruanos podiam exercer o voto em 59 mesas distribuídas por onze cidades, de São Paulo a Manaus, de Fortaleza a Rio Branco.
A pandemia de covid-19 moldou a logística do pleito. As autoridades adotaram votação escalonada por número de documento, recomendando que idosos, gestantes e grupos de risco votassem entre 14h e 16h no horário local. Caneta própria, duas máscaras e álcool 70% faziam parte do protocolo exigido. O chefe da Onpe, Piero Corvetto, fez apelo público para que nenhum eleitor ficasse em casa.
O presidente do Jurado Nacional de Elecciones, Jorge Luis Salas Arenas, garantiu à nação e à comunidade internacional que não havia risco de fraudes, reafirmando a imparcialidade dos órgãos eleitorais. Observadores internacionais e representantes partidários acompanhavam o processo de perto, e ambos os candidatos haviam se comprometido publicamente a respeitar o veredicto das urnas.
Os primeiros resultados estavam previstos para as 21h no horário de Brasília. Além da presidência, os peruanos também escolheriam dois vice-presidentes — completando um processo que, qualquer que fosse seu desfecho, marcaria uma virada na história recente do país.
Mais de 25 milhões de peruanos se dirigiram às urnas neste domingo para definir quem será o próximo presidente do país. A escolha se resumia a dois nomes: Pedro Castillo, do partido Peru Livre, e Keiko Fujimori, da legenda Força Popular. Ambos haviam emergido como os mais votados no primeiro turno, realizado em 11 de abril, quando Castillo conquistou 18,9% dos votos válidos e Fujimori ficou com 13,4%. O vencedor desta segunda votação sucederia Francisco Sagasti, o presidente em exercício.
A Oficina Nacional de Processos Eleitorais informou que 25.287.954 eleitores estavam registrados para participar do pleito, tanto dentro do Peru quanto nas 3.440 urnas distribuídas no exterior. No Brasil, especificamente, 16.341 peruanos poderiam votar em 59 mesas eleitorais espalhadas por onze cidades: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
O contexto da eleição era marcado pela pandemia de covid-19. Para evitar aglomerações nos locais de votação, as autoridades implementaram um sistema de votação escalonada, recomendando que os eleitores comparecessem em horários específicos conforme o número de seu documento de identidade. Idosos, gestantes e pessoas pertencentes a grupos de risco receberam orientação para votar entre as 14h e as 16h, no horário local. Os protocolos sanitários incluíam o uso de duas máscaras, higienização das mãos com álcool 70% e manutenção do distanciamento social.
Piero Corvetto, chefe da Onpe, fez um apelo público aos peruanos para que comparecessem em massa às urnas, enfatizando que ninguém deveria ficar em casa. Ele pediu que os eleitores levassem caneta própria, confirmassem o local de votação antes de sair e cumprissem rigorosamente todos os protocolos de prevenção recomendados pelas autoridades sanitárias.
Jorge Luis Salas Arenas, presidente do Jurado Nacional de Elecciones — o tribunal eleitoral peruano — declarou que não havia risco de fraudes no processo. Em mensagem dirigida tanto aos peruanos quanto à comunidade internacional, Arenas garantiu que os órgãos eleitorais atuariam com imparcialidade absoluta, respeitando a vontade dos cidadãos. O presidente do tribunal destacou que observadores internacionais e representantes de partidos políticos peruanos acompanhavam de perto o desenvolvimento da votação. Tanto Castillo quanto Fujimori haviam se comprometido publicamente em respeitar o resultado das urnas.
Os primeiros resultados começariam a ser divulgados a partir das 21h, no horário de Brasília. A eleição representava um momento crítico para o Peru, com duas visões políticas radicalmente diferentes em disputa pelo comando do país nos próximos cinco anos. Além da presidência, os peruanos também escolheriam dois vice-presidentes que acompanhariam o próximo mandatário.
Citazioni salienti
Os órgãos eleitorais procederão com a mais estrita imparcialidade, respeitando à vontade dos cidadãos do país— Jorge Luis Salas Arenas, presidente do Jurado Nacional de Elecciones
Ninguém pode ficar em casa. Vamos em massa às urnas— Piero Corvetto, chefe da Onpe