No cruzamento entre a tradição e a ruptura, o trio pernambucano Pernambulô chega às plataformas digitais em 4 de setembro com 'Baque irado', seu primeiro álbum de estúdio. A obra nasce da periferia do Recife e carrega consigo a memória viva dos ritmos populares de Pernambuco, fundida à energia crua do rock contemporâneo. Como fizeram Alceu Valença, Lenine e o Manguebeat antes deles, a banda não escolhe entre raiz e modernidade — ela insiste que as duas podem, e devem, coexistir.
Pernambulô lança álbum de estreia misturando percussão pernambucana com beats urbanos
Amalgamar batidas da periferia com a energia do rock
Por que agora? Por que esse álbum chega em 2026 e não antes?
Porque a banda precisava encontrar sua voz própria. Quatro singles já circulavam, testando o terreno. Agora, com dez músicas, eles conseguem contar uma história completa — não é só um som, é um manifesto.
Manifesto de quê, exatamente?
De que Pernambuco é contemporâneo. Que a periferia do Recife não é passado, é presente. Que você pode tocar sintetizador e ainda estar falando de tradição.
E essa mistura de eletrônico com percussão tradicional — funciona de verdade ou é só uma ideia legal?
Funciona porque não é forçada. Ouve "Carnavalizô" — um minuto, instrumental, e você entende tudo. Não é rock fingindo ser samba, nem samba tentando ser rock. É os dois ao mesmo tempo.
Eles estão competindo com quem? Qual é o mercado deles?
Não é competição. É conversa. Alceu Valença, Lenine, Manguebeat — todos abriram porta. Pernambulô está dizendo: a porta continua aberta, e tem mais gente entrando.
O que você acha que vai surpreender quem ouve?
Que não é exótico. Não é "ah, que legal, música de Pernambuco". É só música. Boa música. Feita por gente que sabe o que está fazendo.
Le Pouls
- O lançamento de 'Baque irado' em 4 de setembro marca a chegada de uma voz periférica do Recife ao centro do debate musical brasileiro.
- A tensão criativa do álbum está na fusão sem concessões: percussão eletrônica e beats urbanos disputam espaço com ritmos tradicionais pernambucanos sem que nenhum lado ceda.
- Quatro singles já prepararam o público, mas as novas faixas — como 'Bala perdida' e 'Beira de mar' — ampliam o território sonoro e revelam um grupo em expansão.
- O interlúdio instrumental 'Carnavalizô', de apenas um minuto, funciona como síntese do espírito da banda: festivo, desafiador e enraizado no carnaval pernambucano.
- Pernambulô não documenta a periferia — ela faz música a partir dela, posicionando o Recife como laboratório vivo de som e não como objeto de nostalgia.
No cruzamento entre a tradição e a ruptura, o trio pernambucano Pernambulô chega às plataformas digitais em 4 de setembro com 'Baque irado', seu primeiro álbum de estúdio. A obra nasce da periferia do Recife e carrega consigo a memória viva dos ritmos populares de Pernambuco, fundida à energia crua do rock contemporâneo. Como fizeram Alceu Valença, Lenine e o Manguebeat antes deles, a banda não escolhe entre raiz e modernidade — ela insiste que as duas podem, e devem, coexistir.
No dia 4 de setembro, o trio Pernambulô — formado por Dio Santos na voz, Leo D nos sintetizadores e Márcio Alencar no baixo — lança 'Baque irado', seu primeiro álbum de estúdio. O trabalho é herdeiro direto do Bloco Pernambulô, coletivo nascido na periferia recifense, e reúne dez composições autorais que fundem a energia do rock contemporâneo com os ritmos que pulsam nas ruas do Recife.
Quatro músicas já eram conhecidas do público: 'Caboclo', 'Capibaribe', 'Hino de Pernambuco' e 'Pedra de badoque', esta última com vibe declaradamente roqueira. O álbum completo traz ainda 'Bala perdida', aberta à experimentação, e 'Beira de mar', em ritmo acelerado. 'Conto cotidiano' e 'Quiprocó' mergulham em narrativas urbanas, enquanto 'Carnavalizô' — um interlúdio instrumental de um minuto — condensa o DNA festivo e desafiador da banda. 'Mar de cores' fecha o percurso.
O que distingue o Pernambulô é a recusa em escolher entre tradição e contemporaneidade. Beats eletrônicos e percussão programada dialogam com os ritmos das comunidades mais pobres do Recife sem que a fusão soe superficial ou folclórica. A banda segue a trilha aberta por Alceu Valença, Lenine e o movimento Manguebeat, mas com voz própria: a periferia do Recife não é tema a ser documentado, mas lugar de onde se faz música que move e transforma.
No dia 4 de setembro, o trio Pernambulô chega às plataformas digitais com seu primeiro álbum de estúdio, "Baque irado", um trabalho que tece junto a energia bruta do rock contemporâneo com os ritmos que pulsam nas ruas do Recife. A banda — formada por Dio Santos na voz, Leo D nos sintetizadores e programações, e Márcio Alencar no baixo — carrega consigo a herança do Bloco Pernambulô, aquele coletivo que nasceu da periferia recifense e que agora se materializa em dez composições autorais.
O álbum chega com quatro músicas já conhecidas do público. "Caboclo", "Capibaribe", "Hino de Pernambuco" e "Pedra de badoque" — esta última com uma vibe claramente roqueira — foram lançadas como singles nos meses anteriores, preparando o terreno para o trabalho completo. Mas há novidade em abundância. "Bala perdida" abre espaço para experimentação, enquanto "Beira de mar" galopa em ritmo acelerado. "Conto cotidiano" e "Quiprocó" trazem narrativas urbanas. "Carnavalizô", um interlúdio instrumental de apenas um minuto, funciona como um espelho do próprio espírito da banda — aquele DNA festivo e desafiador que vem do carnaval pernambucano. E ainda há "Mar de cores", fechando o trajeto sonoro.
O que distingue Pernambulô no cenário musical brasileiro é justamente essa alquimia: beats eletrônicos e percussão programada conversam com os ritmos tradicionais que ecoam nas periferias do Recife. Não é uma apropriação folclórica, nem uma modernização superficial. É uma fusão que respeita as duas margens — a cultura popular pernambucana, especialmente aquela que vem das comunidades mais pobres da cidade, e a potência crua do rock que pulsa nas cidades grandes.
Essa trilha já foi aberta por outros. Alceu Valença, Lenine, o movimento Manguebeat — todos eles entenderam que Pernambuco é um laboratório vivo de som, um lugar onde a tradição e a contemporaneidade não precisam se escolher, mas podem se abraçar. Pernambulô segue nessa esteira, mas com sua própria voz. A intenção é clara: amalgamar as batidas e os ritmos que nascem da cultura popular de Pernambuco com a energia desafiadora do rock, criando algo que seja ao mesmo tempo raiz e ruptura.
O "Baque irado" — o título já diz tudo — é um convite para ouvir Pernambuco de forma diferente. Não como museu, mas como força viva. A banda entende que a periferia do Recife não é um tema para ser documentado, mas um lugar de onde se faz música que importa, que move, que transforma.
Citations marquantes
A intenção da banda é amalgamar batidas e ritmos da cultura popular de Pernambuco — sobretudo da periferia do Recife — com a energia do rock— Propósito declarado de Pernambulô