Há marcas que transcendem o produto e se tornam parte da memória coletiva de um povo. Pela quarta vez consecutiva, a Kibon foi eleita o sorvete favorito dos paulistanos, com um terço das preferências — e quase metade entre os que têm mais de 60 anos. A Unilever, sua proprietária desde 1997, não confia apenas na saudade: investe ativamente em ativações culturais e parcerias para que a marca siga sendo escolhida também por quem ainda não carrega essa memória.
Pela quarta vez, Kibon é eleita sorvete favorito dos paulistanos
um diamante bruto a explorar, e por isso estamos nos reinventando
Por que a Kibon vence pela quarta vez seguida? É só porque as pessoas gostam do sorvete?
Não é só isso. A marca tem uma história de 85 anos no Brasil. Muita gente cresceu comendo Kibon, e isso cria uma ligação emocional forte. Mas a Unilever não deixa isso ao acaso — eles trabalham para manter essa conexão viva.
Como assim? O que eles fazem de diferente?
Resgata elementos do passado que as pessoas lembram. O palito premiado dos anos 1960, os carrinhos de sorvete nas praias. Mas também cria coisas novas — patrocina o Carnaval, faz brincadeiras nas redes sociais, coloca estandes em lugares movimentados.
E funciona com todo mundo?
Funciona melhor com quem tem mais idade. Entre maiores de 60 anos, 44% citam Kibon como favorita. Mas o desafio real é com as gerações mais novas, que não têm essa memória.
Então a nostalgia é a arma principal?
É uma das armas. Mas eles entendem que nostalgia sozinha não conquista quem nasceu depois. Por isso fazem ativações constantes, parcerias, criam momentos para a marca estar presente no dia a dia das pessoas.
Qual é o risco dessa estratégia?
Ficar preso ao passado. Se a marca só falar de nostalgia, pode parecer coisa de avó. Eles precisam provar que Kibon é relevante agora, não só ontem.
Le Pouls
- A Kibon lidera pela quarta vez consecutiva a pesquisa de sorvete favorito em São Paulo, com 33% das citações — um feito raro em mercados de consumo tão disputados.
- O desafio real não é manter os fiéis de sempre, mas conquistar gerações que cresceram com dezenas de outras opções nas prateleiras.
- A Unilever responde com uma ofensiva de nostalgia calculada: o palito premiado dos anos 1960 volta ao cardápio, e os carrinhos de praia dos anos 1940 podem ser alugados para festas.
- Ativações em eventos de grande visibilidade — como o Rio Open 2026 e o Carnaval paulistano — colocam as marcas-filhas Magnum, Chicabon e Eskibon diante de novos públicos.
- O relançamento do picolé Guaraná em parceria com a Antarctica e uma campanha bem-humorada nas redes sociais mostram que a marca quer ser atual sem abrir mão de suas raízes.
Há marcas que transcendem o produto e se tornam parte da memória coletiva de um povo. Pela quarta vez consecutiva, a Kibon foi eleita o sorvete favorito dos paulistanos, com um terço das preferências — e quase metade entre os que têm mais de 60 anos. A Unilever, sua proprietária desde 1997, não confia apenas na saudade: investe ativamente em ativações culturais e parcerias para que a marca siga sendo escolhida também por quem ainda não carrega essa memória.
Pela quarta vez seguida, a Kibon foi escolhida como o sorvete favorito dos moradores de São Paulo. Um terço dos paulistanos a mencionou espontaneamente na pesquisa mais recente, número que sobe para 44% entre os maiores de 60 anos — uma geração que cresceu com a marca e nunca a abandonou.
Mas esse resultado não é apenas herança. A Unilever, dona da Kibon desde 1997, trabalha ativamente para que a marca não viva só de memória. A empresa resgatou o palito premiado — que estreou nos anos 1960 — e recolocou em circulação os carrinhos de sorvete que percorriam as praias do Rio desde 1942, agora disponíveis para festas particulares. São gestos que falam diretamente à saudade de quem já conhece a marca.
Para quem ainda não conhece, a estratégia é outra. A Magnum montou estande no Rio Open 2026; a Kibon patrocinou blocos de Carnaval em São Paulo; uma parceria com a Antarctica trouxe de volta o picolé Guaraná no palito. Nas redes sociais, a marca brincou com seus seguidores simulando o lançamento de um sorvete de feijão doce — humor que viralizou e aproximou a marca de um público mais jovem.
Teo Figueiredo, gerente-geral da Kibon no Brasil, enquadra tudo isso na celebração dos 85 anos da marca em 2026. Para ele, a Kibon é um diamante bruto: icônica entre os mais velhos, mas ainda a ser descoberta pelos mais novos. A missão declarada é criar razões novas para que as próximas gerações também façam da Kibon a sua escolha.
Pela quarta vez consecutiva, a Kibon conquistou o título de sorvete favorito entre os paulistanos. Na pesquisa mais recente, a marca foi mencionada por um terço dos moradores da capital — 33% do total — com uma performance ainda mais impressionante entre o público mais velho, onde alcançou 44% de preferência entre aqueles com 60 anos ou mais.
Esse resultado não é fruto da sorte. Por trás dele está uma estratégia deliberada da Unilever, proprietária da Kibon desde 1997, que aposta na nostalgia como ferramenta para reconectar a marca com brasileiros de diferentes gerações. A empresa tem resgatado elementos que marcaram época: o palito premiado, que estreou nos anos 1960, agora volta aos cardápios; os carrinhos de sorvete que circulavam pelas praias do Rio desde 1942 podem ser contratados para festas particulares.
As marcas-filhas da Kibon — Chicabon, Eskibon e Magnum — recebem investimentos volumosos em ações de marketing. A Magnum, por exemplo, montou um estande no Leblon Boulevard durante o Rio Open 2026, um torneio de tênis que atraiu multidões. Essas ativações não são isoladas. Em fevereiro, a Kibon patrocinou o Carnaval de rua em São Paulo e relançou uma parceria com a Antarctica para trazer de volta o picolé Guaraná no palito. Dias antes do Dia da Mentira, a marca usou as redes sociais para brincar com seus seguidores, simulando o lançamento de um sorvete de feijão doce — uma brincadeira que explorava a experiência comum de abrir um pote na geladeira e se deparar com algo inesperado.
Teo Figueiredo, gerente-geral da Kibon no Brasil, explica que esses movimentos estão enraizados na celebração dos 85 anos da marca em 2026. Segundo ele, existe uma conexão profunda entre quem cresceu com Kibon e a marca, mas as gerações mais novas ainda precisam ser conquistadas. "Temos uma marca icônica, um diamante bruto a explorar, e por isso estamos nos reinventando", afirmou. A estratégia, portanto, não é apenas manter viva a memória dos clientes antigos, mas criar novas razões para que os mais jovens escolham Kibon nas prateleiras.
Citations marquantes
Quem cresceu com Kibon tem essa conexão, mas não as novas gerações. Temos uma marca icônica, um diamante bruto a explorar, e por isso estamos nos reinventando.— Teo Figueiredo, gerente-geral da Kibon no Brasil