No limiar entre a vida e o altar, o padre Márlon Múcio carrega uma doença rara que progressivamente restringe seu corpo, mas não sua vocação. Diagnosticado com a Deficiência do Transportador de Riboflavina, ele celebra missas diárias da cama, sustentado por um respirador e centenas de comprimidos, enquanto enfrenta internações repetidas e períodos de coma induzido. Em setembro de 2026, após meses de isolamento, ele peregrina ao Santuário de Aparecida — não como quem busca um milagre, mas como quem acredita ser um.
Padre com doença rara supera 14 internações e visita Santuário de Aparecida
Eu sou um milagre vivo e eu viver é um verdadeiro milagre
Como um padre consegue celebrar missa deitado na cama? Parece uma coisa muito específica da fé dele.
Exatamente. Para Márlon, a missa não é sobre estar de pé no altar. É sobre estar presente, mesmo que seja deitado. Os fiéis vêm até ele, ou agora pedem para assistir pela internet.
Mas a gente sabe o nome da doença dele — Deficiência do Transportador de Riboflavina — e sabe que é rara e neurodegenerativa. A gente não sabe, porém, qual é a expectativa de vida dele, ou se existem tratamentos experimentais sendo testados.
Catorze internações em menos de dois anos é um número assustador. Como ele consegue sair de casa para uma peregrinação depois disso?
Porque para ele, estar vivo é já um milagre. Ele passou por coma induzido em março. Sair de casa em setembro é um ato de fé e de gratidão.
Verdade. Mas também é importante notar que ele só conseguiu sair porque teve um período de recuperação. Não sabemos quanto tempo isso durou, ou se foi planejado especificamente para essa viagem.
E as bactérias multirresistentes que ele mencionou? Isso é uma complicação da doença ou algo que ele pegou no hospital?
Parece ser uma complicação das internações repetidas. Ele fica isolado em casa se recuperando delas, e depois é internado de novo. É um ciclo.
O texto não deixa claro se essas bactérias são uma consequência inevitável da doença ou se estão relacionadas aos procedimentos hospitalares. Seria importante saber.
E quanto às missas pela internet? Isso é algo que ele já faz?
Fiéis têm pedido, segundo ele. Mas o texto não diz se ele já começou a transmitir ou se está apenas considerando.
Exatamente. É um detalhe importante — a gente sabe que há demanda, mas não sabe se a oferta já existe.
The Pulse
- Uma doença neurodegenerativa progressiva confina o padre à cama desde 2020, exigindo respirador contínuo e mais de 300 comprimidos por dia para mantê-lo vivo.
- Entre 2025 e 2026, Márlon foi internado 14 vezes — dez delas em UTI — e passou 22 dias em coma induzido em março deste ano, num ciclo exaustivo de crises e recuperações.
- Infecções por bactérias multirresistentes o forçam a períodos de isolamento rigoroso após cada alta, impedindo visitas e saídas, até que uma nova infecção reinicia o ciclo.
- Em 24 de setembro, ele deixou a casa pela primeira vez em meses para peregrinar a Aparecida, sendo reconhecido por fiéis que buscaram seu testemunho e pediram fotografias.
- Fiéis pedem transmissão das missas pela internet, enquanto a doença avança e novas limitações surgem — mas o padre segue celebrando, respirador ligado, chamando cada dia de milagre.
No limiar entre a vida e o altar, o padre Márlon Múcio carrega uma doença rara que progressivamente restringe seu corpo, mas não sua vocação. Diagnosticado com a Deficiência do Transportador de Riboflavina, ele celebra missas diárias da cama, sustentado por um respirador e centenas de comprimidos, enquanto enfrenta internações repetidas e períodos de coma induzido. Em setembro de 2026, após meses de isolamento, ele peregrina ao Santuário de Aparecida — não como quem busca um milagre, mas como quem acredita ser um.
Na quinta-feira, 24 de setembro, o padre Márlon Múcio deixou sua casa pela primeira vez em meses para peregrinar ao Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo. A saída era muito mais do que uma visita religiosa: era a prova concreta de que ele havia sobrevivido a um dos períodos mais duros de sua vida.
Márlon convive com a Deficiência do Transportador de Riboflavina, doença rara, neurodegenerativa e progressiva que afeta o sistema nervoso central. Diagnosticado aos 45 anos, já havia perdido a audição aos 7. Hoje depende de respirador contínuo e ingere cerca de 315 comprimidos diários. Desde março de 2020, celebra quase todas as suas missas deitado na cama.
Entre 2025 e 2026, foram 14 internações — dez delas em UTI apenas em 2025. Em março deste ano, ficou 22 dias hospitalizado e precisou ser mantido em coma induzido. Após cada alta, o ciclo se repetia: isolamento rigoroso em casa para se recuperar de infecções por bactérias multirresistentes, até que uma nova infecção o levava de volta ao hospital.
No Santuário, fiéis o reconheceram, agradeceram seu testemunho e pediram fotos. Quando perguntado sobre o significado da visita, Márlon foi direto: havia levado pedidos de oração de muita gente, mas estava ali, acima de tudo, para agradecer. 'Eu sou um milagre vivo', disse.
A doença segue avançando, e fiéis já pedem que suas missas sejam transmitidas pela internet, já que quase todas acontecem na cama. O padre continua celebrando — respirador ligado, comprimidos ao lado — vivendo cada dia como aquilo que acredita ser.
Na quinta-feira, dia 24 de setembro, o padre Márlon Múcio saiu de casa pela primeira vez em meses para fazer uma peregrinação ao Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo. A viagem representava muito mais que um passeio religioso: era a prova de que ele ainda estava vivo depois de um ano marcado por internações sucessivas e um período em coma induzido.
Márlon convive com a Deficiência do Transportador de Riboflavina, uma doença rara, neurodegenerativa e progressiva que afeta o sistema nervoso central. Diagnosticado aos 45 anos, ele já havia perdido a audição aos 7. Hoje, depende de um respirador contínuo e ingere aproximadamente 315 comprimidos diários para manter-se vivo. Desde março de 2020, celebra quase todas as suas missas diárias deitado na cama, onde permanece a maior parte do tempo.
Entre 2025 e 2026, Márlon foi internado 14 vezes. Em 2025 sozinho, passou por dez internações hospitalares, sendo oito delas na unidade de terapia intensiva. Neste ano, em março, ficou internado por 22 dias consecutivos e precisou ser mantido em coma induzido devido a complicações graves de saúde. Após cada alta hospitalar, enfrentava um ciclo desgastante: retornava para casa obrigado a permanecer em isolamento rigoroso, recuperando-se de infecções causadas por bactérias multirresistentes. Esse isolamento o impedia de sair ou receber visitas. Quando finalmente se recuperava o suficiente, uma nova infecção o levava de volta ao hospital.
No Santuário de Aparecida, Márlon foi reconhecido por fiéis que se aproximaram para agradecer seu testemunho e pedir fotografias com ele. Quando perguntado sobre o significado daquela visita, respondeu com clareza: havia levado pedidos de oração de muitas pessoas, mas acima de tudo estava ali para agradecer. "Eu sou um milagre vivo e eu viver é um verdadeiro milagre", disse.
A doença continua avançando. Márlon explica que a natureza neurodegenerativa e progressiva da Deficiência do Transportador de Riboflavina significa que novas limitações surgem constantemente. Atualmente, enfrenta infecções recorrentes que o deixam vulnerável a novos períodos de internação. Diante dessa realidade, fiéis têm solicitado que suas missas sejam transmitidas pela internet, já que quase 100% delas acontecem agora na cama onde ele passa seus dias. O padre segue celebrando, respirador ligado, comprimidos ao lado, vivendo cada dia como aquilo que acredita ser: um milagre.
Notable Quotes
Eu fui levar para Aparecida pedidos de oração de muita gente. Mas, acima de tudo, eu fui agradecer, porque eu estou vivo.— Padre Márlon Múcio
A doença é neurodegenerativa e progressiva. Então, a doença segue avançando. Ela vai apresentando sempre uma limitação ou outra.— Padre Márlon Múcio