Na madrugada de um domingo de agosto, dez mulheres — entre elas uma criança de sete anos e uma jovem grávida — perderam a vida quando um ônibus clandestino tombou na descida da Serra de Petrópolis, na BR-040. O veículo não possuía autorização legal para transportar passageiros entre estados, e as empresas associadas à viagem eram igualmente irregulares perante os órgãos competentes. A tragédia coloca em relevo uma tensão antiga e persistente entre a vulnerabilidade de quem viaja em busca de lazer ou trabalho e a omissão de quem deveria garantir que essa jornada fosse segura.
Ônibus clandestino tomba em Petrópolis e deixa 10 mortos na BR-040
Dez mulheres mortas, entre elas uma criança de 7 anos e uma gestante
Por que um ônibus sem autorização estava operando em uma rota interestadual?
A ANTT descobriu que o veículo não tinha registro em seus sistemas. Havia uma rede de empresas — algumas vendidas, outras inexistentes — que permitia a operação funcionar na sombra.
Todas as vítimas eram mulheres. Isso muda algo na investigação?
Não muda a causa do acidente em si, mas levanta questões sobre quem estava naquele ônibus. Uma criança de 7 anos, uma gestante de 19 anos. Pessoas vulneráveis em um veículo irregular.
O que significa transporte clandestino na prática?
Significa que ninguém estava fiscalizando. Sem autorização, sem responsabilidade clara, sem garantias de segurança. O ônibus podia rodar sem que ninguém soubesse exatamente quem era responsável por ele.
A rodovia estava em obras. Isso pode ter contribuído?
Possivelmente. Um trecho em obras na descida de uma serra é mais perigoso. Mas a investigação ainda está aberta. O que se sabe é que um veículo irregular tombou em um local já comprometido.
A empresa Estrela Guia Turismo existe ou não?
Segundo a ANTT, não existe empresa habilitada com esse nome. É um fantasma. Alguém operava sob esse nome, mas não tinha registro legal para fazê-lo.
The Pulse
- Dez mulheres morreram, incluindo uma criança de 7 anos e uma gestante de 19 anos, num tombamento que ocorreu em plena madrugada em trecho de obras na serra.
- O ônibus operava sem nenhuma autorização da ANTT, com adesivos falsos de empresas habilitadas colados na carroceria para simular legalidade.
- Nenhuma das empresas vinculadas ao veículo — Dinna Ellles Turismo, PIT Tur ou Estrela Guia Turismo — constava como habilitada nos sistemas do órgão regulador.
- A rodovia ficou interditada por quatro horas, dezenas de feridos foram atendidos pelo Samu e Bombeiros, e a Polícia Civil abriu inquérito para apurar as causas do acidente.
- A causa exata do tombamento ainda não foi esclarecida, e as investigações da 105ª DP de Petrópolis seguem em andamento com apoio da perícia técnica.
Na madrugada de um domingo de agosto, dez mulheres — entre elas uma criança de sete anos e uma jovem grávida — perderam a vida quando um ônibus clandestino tombou na descida da Serra de Petrópolis, na BR-040. O veículo não possuía autorização legal para transportar passageiros entre estados, e as empresas associadas à viagem eram igualmente irregulares perante os órgãos competentes. A tragédia coloca em relevo uma tensão antiga e persistente entre a vulnerabilidade de quem viaja em busca de lazer ou trabalho e a omissão de quem deveria garantir que essa jornada fosse segura.
Por volta das 4h30 da madrugada de domingo, 16 de agosto, um ônibus que havia partido de Belo Horizonte com destino a Copacabana saiu da pista no quilômetro 91 da BR-040, em plena descida da Serra de Petrópolis, num trecho em obras. O veículo tombou carregando 56 pessoas — passageiros, motorista e dois ajudantes. Dez morreram. Todas eram mulheres.
Entre as vítimas fatais estavam Lavinia Eduarda Souza Dias, de apenas 7 anos, e Ketelyn Polyane Alves de Oliveira, de 19 anos, que estava grávida. Uma décima vítima chegou a ser socorrida com vida, mas não resistiu aos ferimentos. Os corpos foram encaminhados a institutos de perícia em Petrópolis e Nova Iguaçu.
A irregularidade do ônibus agravou o peso da tragédia. A ANTT confirmou que o veículo, de placa AKY-3454, não tinha autorização para transporte interestadual de passageiros. Estava registrado em nome da Dinna Ellles Turismo, com comunicação de venda para a PIT Tur Transportes Ltda. — nenhuma delas habilitada. A empresa Estrela Guia Turismo, identificada como responsável pela viagem, emitiu nota de pesar, mas também não foi encontrada nos cadastros do órgão. O ônibus ainda exibia um adesivo da ANTT em nome de uma terceira empresa, a Samara, igualmente inapta.
Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu atenderam os feridos no local. A rodovia ficou interditada por cerca de quatro horas. A Polícia Civil instaurou inquérito, e a 105ª DP de Petrópolis conduz as diligências com apoio da perícia técnica. A causa exata do tombamento ainda não foi determinada.
Na madrugada de domingo, 16 de agosto, um ônibus de turismo saiu da pista na BR-040, na descida da Serra de Petrópolis, por volta das 4h30. O veículo tombou no quilômetro 91 da rodovia, em um trecho que passava por obras, deixando dez mortos e dezenas de feridos. O ônibus havia partido de Belo Horizonte com destino a Copacabana, na Zona Sul do Rio, e levava 56 pessoas a bordo — passageiros, motorista e dois ajudantes.
O que agravou a tragédia foi a condição irregular do veículo. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o ônibus, placa AKY-3454, não possuía autorização para realizar transporte interestadual de passageiros. A operação foi classificada como transporte clandestino. O veículo estava registrado em nome da empresa Dinna Ellles Turismo, com comunicação de venda para a PIT Tur Transportes Ltda., nenhuma delas habilitada pela ANTT. Após o acidente, a empresa Estrela Guia Turismo, que estava identificada como responsável pela viagem, divulgou nota lamentando o ocorrido e afirmando estar colaborando com as autoridades, mas a ANTT não encontrou nenhuma empresa habilitada com esse nome em seus sistemas. O ônibus ainda exibia um adesivo da ANTT em nome da empresa Samara, também inapta.
Todas as dez vítimas fatais eram mulheres. Entre elas estava Lavinia Eduarda Souza Dias, de apenas 7 anos, e Ketelyn Polyane Alves de Oliveira, de 19 anos, que estava grávida. Outros nomes divulgados pelas autoridades foram Jhennifer Ferreira Carvalho, 33 anos; Luciana Ferreira Cavalho, 53 anos; Keyla Perucci da Silva, 35 anos; e Priscilla de Souza Braz, 33 anos. Nove corpos foram encaminhados ao Posto Regional de Polícia Técnico-Científica de Petrópolis para exames periciais. Uma décima vítima foi socorrida com vida, mas não resistiu aos ferimentos e teve o corpo encaminhado ao PRPTC de Nova Iguaçu.
O acidente mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, do Samu e da concessionária responsável pelo trecho. A rodovia chegou a ficar interditada por quatro horas durante a madrugada e parte da manhã, sendo liberada posteriormente. A Polícia Civil abriu investigação para apurar as circunstâncias do tombamento. Até o momento, a causa exata do acidente não foi esclarecida. Diligências estão sendo realizadas pela 105ª DP de Petrópolis, e a perícia foi acionada para auxiliar nas investigações.
Notable Quotes
A ANTT informou que o veículo não tinha autorização para realizar transporte interestadual de passageiros e classificou a operação como transporte clandestino— Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)
A empresa Estrela Guia Turismo divulgou nota lamentando o ocorrido, manifestando solidariedade às vítimas e familiares, e afirmou estar colaborando com as autoridades— Estrela Guia Turismo