Obama em Lisboa: «Precisamos de mais líderes jovens porque os velhos não sabem usar o telemóvel»

O antigo presidente dos EUA (2009-2017) foi o orador principal na sexta edição…
Foi uma Meo Arena cheia que recebeu Barack Obama nesta tarde de sábado. De fato cinzento e sem gravata, o antigo presid…
Mark

What happened here?

Mimi

"Precisamos de mais líderes jovens porque os velhos não sabem como usar o telemóvel".

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Give me the shape of it.

Mimi

O antigo presidente dos EUA (2009-2017) foi o orador principal na sexta edição do Game Changers Forum, em Lisboa, onde veio falar sobre liderança e resiliência.

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What should we watch for?

Mimi

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  • Numa arena lotada em Lisboa, Obama transformou uma tarde de sábado num apelo direto à geração que cresceu com o telemóvel na mão — e que, segundo ele, é precisamente por isso que deve liderar.
  • A tensão entre inovação tecnológica e controlo humano atravessou todo o discurso: Obama avisou que decisões tão graves como o lançamento de armas nucleares não podem ser delegadas a algoritmos.
  • O antigo presidente não poupou nem a direita radical nem a esquerda tecnocrática, sinalizando que o perigo do sectarismo cresce exatamente nos momentos de maior disrupção social.
  • A regulação da IA surgiu como o grande desafio geopolítico do momento — e Obama defendeu que só uma coordenação real entre os EUA e a China pode evitar um colapso das salvaguardas globais.
  • O discurso terminou como começou: com a convicção de que a democracia não se herda, reafirma-se — e que essa reafirmação exige líderes dispostos a aprender mais depressa do que o mundo muda.

Em Lisboa, Barack Obama subiu ao palco do Game Changers Forum para lembrar ao mundo que a liderança não é um privilégio da experiência acumulada, mas uma responsabilidade que pertence a quem ainda acredita que o futuro pode ser diferente. Diante de uma Meo Arena repleta, o antigo presidente americano entrelaçou humor e urgência para defender que a democracia, a juventude e a regulação da inteligência artificial são inseparáveis no tempo que vivemos.

Barack Obama foi o orador principal da sexta edição do Game Changers Forum, em Lisboa, numa tarde de sábado que encheu a Meo Arena. De fato cinzento e sem gravata, o antigo presidente americano chegou sem a solenidade do cargo, mas com a autoridade de quem governou num período de profunda transformação global.

O tom foi simultaneamente bem-humorado e urgente. Obama brincou com a incapacidade dos líderes mais velhos para lidar com a tecnologia do quotidiano — o telemóvel como metáfora de um mundo que avança mais depressa do que muitos governantes conseguem acompanhar — mas a mensagem por baixo era séria: num tempo de mudança acelerada, a liderança jovem deixou de ser uma opção para se tornar uma necessidade.

O discurso alargou-se aos riscos da inteligência artificial, tema que Obama abordou com preocupação visível. Defendeu que a regulação desta tecnologia não pode ser um projeto nacional isolado, mas exige coordenação entre as duas maiores potências mundiais — os Estados Unidos e a China. E foi categórico quanto a um limite inegociável: decisões com consequências irreversíveis, como o uso de armas nucleares, devem permanecer sob controlo humano, sem exceção.

Entre aplausos, Obama criticou tanto o radicalismo de direita como o que chamou de arrogância tecnocrática da esquerda, argumentando que ambos alimentam o sectarismo nos momentos em que as sociedades mais precisam de coesão. Para ele, a democracia não é um estado permanente — é uma conquista que exige reafirmação constante dos princípios de igualdade que a sustentam.

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Foi uma Meo Arena cheia que recebeu Barack Obama nesta tarde de sábado. De fato cinzento e sem gravata, o antigo presidente dos EUA veio falar de liderança e resiliência e deixou uma mensagem clara: num mundo em mudança acelerada, "precisa…

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