Bateria de 40 dias em modo de espera e 37 horas em chamadas contínuas, com capacidade de carregar outros dispositivos em emergências. Aparelho focado em funções básicas sem aplicativos modernos, opera apenas em redes 2G e pesa apenas 138 gramas com dimensões compactas.
Nokia lança celular com bateria de 40 dias e carregador portátil por R$ 240
Um aparelho que simplesmente funciona por semanas sem recarga
Por que a HMD decidiu lançar um celular tão simples agora, em 2026, quando a indústria inteira segue na direção oposta?
Porque existe um mercado real para isso. Pessoas que viajam, que trabalham em campo, que precisam de confiabilidade pura. Um smartphone morre em um dia. Este morre em 40 dias. É uma proposta completamente diferente.
Mas 4 MB de RAM e 4 MB de armazenamento — isso não é praticamente nada?
Exatamente. Mas você não precisa de nada para fazer uma chamada. O S30+ é um sistema operacional que foi desenhado para essa realidade. Ele não tenta ser Android. Não compete nesse terreno.
E o carregamento reverso — isso é realmente útil ou é mais um gimmick de marketing?
É genuinamente útil em emergências. Imagine estar em uma trilha, longe de qualquer tomada, e alguém ao seu lado com o celular morrendo. Você consegue transferir 10 W de energia. Não é muito, mas é algo. É pensado para situações reais.
Por que apenas 2G? Isso não torna o aparelho praticamente inútil para qualquer coisa além de chamadas?
Não é um bug, é um recurso. 2G consome muito menos energia que 4G ou 5G. Se você quer 40 dias de bateria, você não pode ter redes rápidas. É uma escolha consciente de prioridades.
Qual é o público-alvo real aqui?
Pessoas que já têm um smartphone e querem um segundo aparelho para emergências. Viajantes. Pessoas em regiões com infraestrutura de energia limitada. Não é para substituir seu iPhone. É para ter como backup quando tudo mais falha.
E o Brasil? Quando chega aqui?
Ainda não há confirmação. Por enquanto está só nas Filipinas. Mas se chegar, provavelmente encontrará um público específico — não será um sucesso de massa, mas será útil para quem realmente precisa.
El Pulso
- Bateria de 3.700 mAh com até 40 dias de autonomia em modo de espera
- Funciona como carregador portátil com potência de até 10 W
- Apenas conectividade 2G, processador Unisoc SC6531E com 4 MB de RAM
- Preço inicial de 2.190 pesos filipinos, equivalente a R$ 240
- Pesa 138 gramas com dimensões de 136,6 x 55 x 14,94 milímetros
Bateria de 40 dias em modo de espera e 37 horas em chamadas contínuas, com capacidade de carregar outros dispositivos em emergências. Aparelho focado em funções básicas sem aplicativos modernos, opera apenas em redes 2G e pesa apenas 138 gramas com dimensões compactas.
A HMD lançou o Nokia 300 Charge, celular básico com bateria de 3.700 mAh que dura até 40 dias em modo de espera e funciona como carregador portátil de emergência, custando R$ 240.
A HMD Global ressuscitou a marca Nokia com um aparelho que ignora completamente a corrida dos smartphones modernos. O Nokia 300 Charge é um celular básico, quase retrô em sua simplicidade, que aposta tudo em uma única promessa: ficar longe da tomada por semanas.
Com uma bateria de 3.700 mAh, o aparelho permanece em modo de espera por até 40 dias — um número que soa absurdo quando comparado aos telefones atuais, que exigem recarga diária ou até mais frequente. Em conversas de voz contínuas, a autonomia cai para 37 horas, ainda assim impressionante para qualquer padrão contemporâneo. Essa longevidade não é mágica: resulta da combinação entre uma bateria generosa e um hardware deliberadamente minimalista. O processador é um Unisoc SC6531E acompanhado de apenas 4 MB de RAM e 4 MB de armazenamento interno. O sistema operacional é o S30+, uma plataforma leve desenvolvida especificamente para celulares básicos, que consome uma fração da energia que Android ou iOS demandam.
O diferencial mais prático do Nokia 300 Charge é sua capacidade de carregar outros dispositivos. Um botão dedicado na lateral, identificado com a inscrição "Out", ativa o carregamento reverso, permitindo transferir energia para smartphones, fones de ouvido ou qualquer aparelho compatível com potência de até 10 W. É um recurso pensado para emergências, para aquele momento em que você está longe de uma tomada e alguém ao seu lado precisa de bateria. O próprio Nokia recarrega via USB-C, a conexão que já virou padrão.
Não há ilusões sobre o que este aparelho é. Ele não roda aplicativos modernos. Não oferece câmera sofisticada, não tem tela grande ou processador rápido. O foco está em chamadas, mensagens de texto e praticidade — especialmente para viagens, situações de emergência ou qualquer contexto onde o acesso a energia seja limitado. Em conectividade, o celular funciona apenas em redes 2G, nas frequências de 900 MHz e 1800 MHz. Sem suporte a 4G ou 5G. Essa limitação reforça a proposta: um aparelho para comunicação essencial com consumo mínimo de energia, não um dispositivo para navegação na internet.
O design mantém proporções compactas apesar da bateria maior. O Nokia 300 Charge mede 136,6 x 55 x 14,94 milímetros e pesa apenas 138 gramas — leve o suficiente para caber em qualquer bolso. Chegou inicialmente às lojas das Filipinas por 2.190 pesos filipinos, o equivalente a cerca de R$ 240 em conversão direta. Está disponível em três cores: arenito, verde e preto.
Por enquanto, o lançamento permanece circunscrito ao mercado filipino. A HMD não informou quando o modelo chegará oficialmente ao Brasil nem confirmou sua expansão para outros mercados. Mas a existência do Nokia 300 Charge aponta para algo real: há pessoas que não querem um smartphone, que preferem um aparelho que simplesmente funcione por semanas sem recarga e que, em um aperto, possa emprestar sua bateria para outro. Não é um produto para todos. É um produto para quem entende que menos, às vezes, é exatamente o que se precisa.
Citas Notables
O foco está em funções básicas, como chamadas, longa autonomia e praticidade, especialmente para viagens, situações de emergência ou momentos em que o acesso a uma tomada é limitado— HMD Global, fabricante do Nokia 300 Charge