Tatum O'Neal venceu Oscar aos 10 anos em 'Lua de Papel' (1973), mantendo o recorde de pessoa mais jovem a conquistar um Oscar competitivo. Produções como 'O Sexto Sentido', 'Pequena Miss Sunshine' e 'Stranger Things' projetaram jovens atores ao estrelato com indicações e prêmios em Emmy, Globo de Ouro e Bafta.
No Dia das Crianças, relembre filmes e séries com atores mirins premiados
Uma criança sobe ao palco e muda o curso de sua vida antes de completar a adolescência
Por que essas crianças conquistam prêmios tão importantes? O que há de especial em suas atuações?
Muitas vezes é porque elas trazem uma autenticidade que é difícil de fingir. Uma criança assustada em "O Sexto Sentido" ou uma garota desajeitada em "Pequena Miss Sunshine" — essas emoções são reais, não aprendidas. Os jurados reconhecem quando há algo genuíno ali.
Mas precisamos ser cuidadosos. Nem toda criança que ganha prêmio tem uma carreira duradoura depois. Tatum O'Neal venceu o Oscar, sim, mas quantas outras crianças indicadas desapareceram? O artigo não fala disso.
Verdade. Mas o artigo mostra casos como Abigail Breslin e Millie Bobby Brown, que realmente mantiveram carreiras sólidas. Não é garantia, mas essas indicações abrem portas.
E no Brasil? O artigo menciona Cícero Lucas em "Marte Um". Como ele se compara aos atores internacionais?
Cícero ganhou o Grande Otelo, que é um prêmio importante no cinema nacional. Mas é diferente de um Oscar ou Emmy. O alcance é menor, mas o reconhecimento é legítimo.
O artigo diz que "Marte Um" foi representante do Brasil na corrida pelo Oscar de 2023, mas não recebeu indicação. Então Cícero ganhou um prêmio nacional, não internacional. Isso é importante deixar claro.
E Owen Cooper? Ele parece ser o grande destaque recente.
Sim, ele conquistou Emmy, Globo de Ouro, Critics' Choice e Bafta aos quinze anos. É raro alguém ganhar tantos prêmios em tão pouco tempo. "Adolescência" foi um fenômeno de audiência.
Mas ele tinha quatorze anos quando gravou. Isso significa que a série foi lançada quando ele tinha quinze? O timing importa para entender como esses prêmios funcionam.
Essas crianças conseguem manter a vida normal enquanto fazem isso tudo?
O artigo não fala sobre isso. Sabemos que elas trabalham, ganham prêmios, mas não sabemos como é a vida delas fora das câmeras.
Il Polso
- Tatum O'Neal venceu Oscar aos 10 anos em 1974 por 'Lua de Papel', recorde de pessoa mais jovem a conquistar um Oscar competitivo
- Owen Cooper conquistou Emmy, Globo de Ouro, Critics' Choice e Bafta aos 15 anos por 'Adolescência' na Netflix
- Millie Bobby Brown recebeu duas indicações ao Emmy aos 13 e 14 anos por 'Stranger Things'
- Cícero Lucas venceu prêmio Grande Otelo de melhor ator coadjuvante em 2023 por 'Marte Um'
Tatum O'Neal venceu Oscar aos 10 anos em 'Lua de Papel' (1973), mantendo o recorde de pessoa mais jovem a conquistar um Oscar competitivo. Produções como 'O Sexto Sentido', 'Pequena Miss Sunshine' e 'Stranger Things' projetaram jovens atores ao estrelato com indicações e prêmios em Emmy, Globo de Ouro e Bafta.
Folha destaca filmes e séries com crianças que conquistaram indicações e prêmios em grandes premiações, aproveitando a chegada do Dia das Crianças para relembrar produções marcantes.
Quando as câmeras se ligam nas cerimônias de premiação, os holofotes costumam encontrar rostos adultos. Mas há momentos em que uma criança sobe ao palco, segura uma estatueta dourada e muda o curso de sua vida antes mesmo de completar a adolescência. A história do cinema e da televisão está repleta desses instantes, e com a chegada do Dia das Crianças na próxima segunda-feira, vale a pena relembrar as produções em que atores mirins não apenas participaram, mas roubaram a cena e conquistaram o reconhecimento das principais premiações da indústria.
Tatum O'Neal foi quem estabeleceu o marco mais impressionante. Em 1974, aos dez anos, ela venceu o Oscar de melhor atriz coadjuvante por seu papel em "Lua de Papel", um filme de 1973 em que interpretava Addie Loggins, uma menina órfã que se vê envolvida em golpes ao lado de seu pai, um vigarista vivido pelo ator Ryan O'Neal. Sua performance como a garota desenvolta e astuta que aprende a aplicar trapaças para conseguir o que deseja rendeu a ela um recorde que persiste até hoje: ela permanece sendo a pessoa mais jovem a conquistar um Oscar competitivo. O filme, disponível na plataforma Mercado Play com 102 minutos, mostra a jornada dos dois personagens se conhecendo melhor enquanto viajam para outro estado.
Mas nem sempre o troféu chega. Haley Joel Osment, aos onze anos, foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante por "O Sexto Sentido", o suspense de 1999 dirigido por M. Night Shyamalan. No filme, disponível na Netflix e Disney+, Osment interpreta Cole Sear, uma criança assustada e confusa que recebe ajuda do psicólogo Malcolm Crowe, papel de Bruce Willis. A indicação, mesmo sem a vitória, marcou profundamente sua carreira e abriu portas para o futuro. Abigail Breslin seguiu caminho semelhante: aos dez anos, foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante por "Pequena Miss Sunshine", de 2006. No filme disponível no Disney+, ela vive Olive, uma garota desajeitada que participa de um concurso de miss enquanto sua família disfuncional cruza o país em uma kombi. Mesmo sem vencer, Breslin conseguiu se destacar no mercado e manter uma carreira sólida em Hollywood.
O cinema nacional também produziu seus pequenos prodígios. Em "Marte Um", lançado em 2022 e disponível no Globoplay, Cícero Lucas interpreta Deivinho, um menino que sonha em estudar astrofísica e viajar para Marte, enquanto seu pai deposita nele a esperança de mudar de vida através de uma carreira bem-sucedida no futebol. Dirigido por Gabriel Martins, da Filmes de Plástico, o longa foi o representante do Brasil na corrida pelo Oscar de 2023, mas não recebeu indicação. Cícero tinha treze anos durante as gravações, e sua atuação contida e delicada lhe rendeu o prêmio Grande Otelo de melhor ator coadjuvante em 2023, quando já tinha dezessete anos.
Na televisão, Owen Cooper se tornou um fenômeno recente. Aos quinze anos, conquistou as principais premiações da TV como ator coadjuvante por "Adolescência", uma minissérie da Netflix com quatro episódios. Ele levou para casa os troféus de Emmy, Globo de Ouro, Critics' Choice e Bafta. O ator tinha apenas quatorze anos quando gravou o projeto, no qual vive Jamie Miller, um garoto de treze anos acusado de assassinar uma colega de escola. A série, que aborda temas como misoginia, masculinidade e a relação das crianças com a internet, se tornou um dos maiores sucessos de audiência e repercussão dos últimos tempos.
Millie Bobby Brown, por sua vez, foi projetada ao estrelato por "Stranger Things", a série oitentista que estreou em 2016 e se estendeu por cinco temporadas na Netflix. Na trama ambientada na pequena cidade de Hawkins, em Indiana, Brown interpreta Eleven, uma personagem misteriosa cujo papel lhe rendeu duas indicações ao Emmy, a principal premiação da televisão americana. Aos treze anos, em 2017, ela foi indicada na categoria de melhor atriz coadjuvante em série de drama, e repetiu o feito no ano seguinte pela segunda temporada. Embora não tenha vencido em nenhuma das ocasiões, o prestígio das indicações abriu caminho para uma carreira de destaque nos últimos dez anos, permitindo que ela se destacasse em meio a um elenco repleto de jovens talentos e atores experientes como Winona Ryder e David Harbour.
Essas histórias compartilham uma verdade comum: uma indicação ou vitória em uma premiação importante durante a infância não apenas marca um momento na carreira, mas sinaliza um caminho de sucesso pela frente. Para esses pequenos prodígios, o reconhecimento precoce funcionou como um passaporte para oportunidades que muitos atores adultos nunca alcançam. E enquanto celebramos o Dia das Crianças, essas produções permanecem como testemunhas de momentos em que a juventude e o talento convergiram para criar algo memorável na tela.
Citazioni salienti
Tatum O'Neal detém até hoje o recorde de pessoa mais nova a conquistar um Oscar competitivo— Folha de S.Paulo
Owen Cooper conquistou aos 15 anos as principais premiações da TV como ator coadjuvante por seu papel na minissérie 'Adolescência'— Folha de S.Paulo