Enquanto a França se junta a 147 nações que reconhecem a Palestina como Estado, Benjamin Netanyahu responde com veemência, invocando o espectro do terrorismo e da influência iraniana para condenar o gesto de Macron. O reconhecimento, a ser formalizado na Assembleia Geral da ONU em setembro, reflete uma reconfiguração silenciosa da posição europeia sobre o conflito — mas encontra Israel cada vez mais isolado diplomaticamente, sem que isso aproxime qualquer solução para Gaza.
Netanyahu condena Macron por reconhecer Estado da Palestina
Uma plataforma de lançamento para aniquilar Israel, não para viver em paz
Por que Netanyahu vê o reconhecimento francês como tão ameaçador neste momento específico?
Para ele, o timing é tudo. Vem logo após outubro de 7, quando Israel ainda está em guerra. Reconhecer a Palestina agora, na visão dele, é validar os palestinos no exato momento em que Israel os vê como agressores.
E a comparação com o Irã? Por que ele menciona um representante iraniano?
Netanyahu acredita que sem controle militar, um Estado palestino independente poderia ser capturado por grupos ligados ao Irã, assim como o Hamas controla Gaza. É uma questão de quem governa, não apenas de independência.
Macron está isolado nesta posição europeia?
Não. Cinco outros países europeus fizeram o mesmo nas últimas semanas. Há uma tendência clara na Europa de reconhecer a Palestina, independentemente da posição israelense.
E quanto ao cessar-fogo em Gaza? Isso muda algo?
Macron continua apoiando um cessar-fogo, mas as negociações estão travadas. Os EUA acabaram de retirar seus negociadores porque a resposta do Hamas não os agradou. O reconhecimento da Palestina e as negociações de paz são caminhos paralelos que não se tocam neste momento.
O Pulso
- Netanyahu usou as redes sociais para atacar Macron diretamente, classificando o reconhecimento francês como uma recompensa ao massacre de 7 de outubro e um convite à instalação de outro representante iraniano na região.
- A decisão francesa não é um ato isolado: Armênia, Eslovênia, Irlanda, Noruega e Espanha também formalizaram o reconhecimento palestino recentemente, sinalizando uma virada coletiva na Europa.
- Netanyahu rejeita a solução de dois Estados com firmeza, argumentando que os palestinos não querem um Estado ao lado de Israel, mas em seu lugar — posição que o coloca em rota de colisão com a maior parte da comunidade internacional.
- As negociações de cessar-fogo em Gaza permanecem paralisadas: o Hamas respondeu à proposta de 60 dias dos mediadores, mas os novos termos desagradaram Washington, que retirou seus negociadores de Doha.
Enquanto a França se junta a 147 nações que reconhecem a Palestina como Estado, Benjamin Netanyahu responde com veemência, invocando o espectro do terrorismo e da influência iraniana para condenar o gesto de Macron. O reconhecimento, a ser formalizado na Assembleia Geral da ONU em setembro, reflete uma reconfiguração silenciosa da posição europeia sobre o conflito — mas encontra Israel cada vez mais isolado diplomaticamente, sem que isso aproxime qualquer solução para Gaza.
Benjamin Netanyahu reagiu com dureza à decisão de Emmanuel Macron de reconhecer oficialmente o Estado da Palestina, usando as redes sociais para denunciar o que chamou de recompensa ao terrorismo. Para o premiê israelense, o gesto representa um risco existencial a Israel e poderia resultar na criação de outro representante iraniano na região — uma comparação direta à situação em Gaza.
Macron anunciou a decisão também pelas redes sociais, reafirmando o compromisso histórico da França com uma paz justa no Oriente Médio. O reconhecimento será formalizado solenemente na próxima Assembleia Geral da ONU, em setembro, após conversas com Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina. Com isso, a França se junta a 147 dos 193 membros da ONU que já reconhecem a Palestina.
A ação francesa integra uma onda europeia recente: Armênia, Eslovênia, Irlanda, Noruega e Espanha também formalizaram o reconhecimento nas últimas semanas. Netanyahu, por sua vez, rejeitou novamente a solução de dois Estados, modelo defendido por Macron e pela maior parte da comunidade internacional como caminho para a paz.
Apesar das divergências, Macron mantém seu apoio a um cessar-fogo em Gaza, condicionado à desmilitarização do Hamas e à libertação dos reféns. As negociações, porém, seguem travadas: o Hamas respondeu à proposta de trégua de 60 dias apresentada por mediadores do Catar, Egito e Estados Unidos, mas os novos termos não satisfizeram Washington, que retirou seus negociadores de Doha.
Benjamin Netanyahu respondeu com dureza na quinta-feira à decisão de Emmanuel Macron de reconhecer oficialmente o Estado da Palestina, usando as redes sociais para condenar o que chamou de uma medida que recompensa o terrorismo. O primeiro-ministro israelense argumentou que o gesto representa um risco à segurança de Israel e poderia criar, nas palavras dele, outro representante iraniano na região — uma comparação que faz eco à situação de Gaza.
A posição de Netanyahu é clara e sem nuances. Ele afirma que um Estado palestino nas condições atuais não seria um vizinho em paz, mas sim uma plataforma de lançamento para aniquilar Israel. O timing da decisão francesa, vindo após o massacre de 7 de outubro, é central para a crítica do premiê israelense, que vê nela uma recompensa ao que considera terrorismo.
Macron anunciou sua decisão também por meio de redes sociais, enquanto reafirmava o compromisso histórico da França com uma paz justa e duradoura no Oriente Médio. A França se junta assim a 147 dos 193 países membros da Organização das Nações Unidas que já reconhecem a Palestina como Estado. O reconhecimento será formalizado de maneira solene durante a próxima Assembleia Geral da ONU, marcada para setembro. A decisão francesa veio após conversas com Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina que governa a Cisjordânia ocupada.
A ação de Macron faz parte de uma onda recente na Europa. Armênia, Eslovênia, Irlanda, Noruega e Espanha formalizaram o reconhecimento do Estado palestino nas últimas semanas, sinalizando uma mudança na posição de várias nações europeias sobre a questão palestina.
Netanyahu, em sua resposta, também rejeitou novamente a solução de dois Estados, modelo que Macron e a maior parte da comunidade internacional defendem como caminho para paz duradoura no Oriente Médio. O premiê israelense argumenta que os palestinos não buscam um Estado ao lado de Israel, mas sim um Estado em seu lugar.
Apesar de considerar a decisão francesa negativa para Israel, Macron mantém seu apoio a um cessar-fogo na Faixa de Gaza, desde que inclua a desmilitarização do Hamas e a libertação dos reféns ainda mantidos no enclave palestino. As negociações por uma trégua, porém, seguem paralisadas. Nesta quinta-feira, o Hamas respondeu à proposta de cessar-fogo de 60 dias apresentada por mediadores do Catar, Egito e Estados Unidos, mas os novos termos não satisfizeram Washington, que decidiu retirar seus negociadores de Doha.
Citações Notáveis
Um Estado palestino nas atuais condições seria uma plataforma de lançamento para aniquilar Israel, não para viver em paz ao lado dele— Benjamin Netanyahu
Fiel ao seu compromisso histórico com uma paz justa e duradoura no Oriente Médio, decidi que a França reconhecerá o Estado da Palestina— Emmanuel Macron