Nepal resgata 2 trabalhadores vivos de túnel 9 dias após enchentes devastadoras

Dois trabalhadores resgatados com vida; pelo menos 1.259 mortos e mais de 5.000 desaparecidos no Nepal; 557 desaparecidos na usina Trishuli 3A.
Não consigo explicar o que estamos sentindo neste momento
Irmão de um dos trabalhadores resgatados reflete sobre o alívio após nove dias de incerteza.
Mark

Como é possível que dois homens tenham sobrevivido nove dias presos em um túnel?

Mimi

Eles estavam em um túnel de uma usina hidrelétrica. Provavelmente havia ar circulando, e talvez tivessem acesso a água. Mas nove dias é um tempo extraordinário — a resiliência humana é notável.

Luke

A reportagem não explica como eles sobreviveram, não é? Não há detalhes sobre o que comeram, como respiravam, se havia espaço para se mover. Sabemos que foram resgatados, mas não sabemos realmente como permaneceram vivos.

Mark

E os outros 557 desaparecidos na mesma usina? Há esperança de encontrá-los?

Mimi

Autoridades acreditam que outras pessoas ainda possam estar vivas dentro do túnel. O resgate desses dois homens prova que é possível sobreviver lá.

Luke

Mas "acreditam" é uma palavra fraca. Quantos dias uma pessoa pode ficar sem comida? Sem água? A reportagem não nos diz quanto tempo realista temos para encontrar os outros.

Mark

Qual foi a causa das enchentes?

Mimi

Provavelmente o colapso de uma geleira. Isso desencadeou as águas que destruíram cidades e vales em todo o país.

Luke

"Provavelmente" — então não é confirmado? A reportagem atribui isso às autoridades, mas não deixa claro se há consenso científico sobre a causa.

Mark

Os números são realmente tão altos quanto parecem?

Mimi

Sim. Pelo menos 1.259 mortos no Nepal, mais de 5.000 desaparecidos. Na China, 21 mortos e 541 desaparecidos. E cerca de 900 trabalhadores desaparecidos em 12 usinas hidrelétricas diferentes.

Luke

Mas "desaparecidos" não significa necessariamente mortos. Algumas dessas pessoas podem estar em hospitais, em abrigos, separadas de suas famílias. É importante não confundir as categorias.

  • Cerca de 115 trabalhadores podem ainda estar presos no túnel principal da usina Trishuli 3A, e cada hora que passa estreita a janela entre a vida e a morte.
  • As imagens de um homem coberto de lama sendo carregado nos ombros de um socorrista condensam o peso emocional de uma tragédia que já soma mais de 5.000 desaparecidos só no Nepal.
  • O irmão de um dos resgatados expressou em poucas palavras o que palavras mal alcançam: 'Estamos apenas gratos a Deus' — um alívio pessoal suspenso sobre um abismo coletivo.
  • Autoridades estimam que cerca de 900 trabalhadores estejam desaparecidos em doze usinas hidrelétricas, com aproximadamente 500 possivelmente confinados em túneis, tornando as operações de resgate uma frente múltipla e urgente.
  • Os danos econômicos — estimados em pelo menos 2,56 bilhões de dólares — ameaçam inscrever estas enchentes entre os desastres naturais mais custosos da história recente do Nepal, exigindo reconstrução imediata de estradas, abrigos e serviços essenciais.

Nove dias após enchentes devastadoras varreram vales e usinas hidrelétricas do Nepal, dois trabalhadores foram encontrados vivos no interior de um túnel escuro — um lembrete de que a resistência humana persiste mesmo onde a esperança parece extinta. O resgate, conduzido pelo Exército nepalês às margens do rio Trishuli, ilumina por um instante a magnitude de uma catástrofe que já ceifou mais de 1.200 vidas e deixou milhares desaparecidos. Em meio a prejuízos que podem superar 2,5 bilhões de dólares, as equipes de busca continuam sua corrida silenciosa contra o tempo em doze usinas afetadas.

Na manhã de 4 de setembro, equipes de resgate do Nepal retiraram dois homens vivos do túnel Trishul 3A — nove dias depois que enchentes devastadoras os aprisionaram no escuro. O primeiro foi resgatado pelo Exército nepalês; pouco depois, um parlamentar confirmou o segundo sobrevivente. Um deles chegou coberto de lama, carregado nos ombros de um socorrista, antes de ser levado a um hospital em Katmandu.

O irmão de um dos resgatados, Amir Maharjan, falou à Associated Press com a voz marcada pelo alívio: "Não consigo explicar o que estamos sentindo. Estamos apenas gratos a Deus." Era um momento de luz em meio a uma catástrofe de proporções quase incompreensíveis.

Tudo começou em 26 de agosto, quando o colapso de uma geleira desencadeou enchentes que destruíram cidades e vales em diversas regiões do Nepal. Na usina Trishuli 3A, às margens do rio de mesmo nome, pelo menos 557 trabalhadores desapareceram — cerca de 115 deles possivelmente ainda presos no túnel principal. No país inteiro, mais de 1.259 pessoas morreram e mais de 5.000 seguem desaparecidas. Na região tibetana da China, outros 21 mortos e 541 desaparecidos completam o quadro transfronteiriço da tragédia.

As buscas continuam em doze usinas hidrelétricas afetadas, onde cerca de 900 trabalhadores estão desaparecidos e aproximadamente 500 podem estar confinados em túneis. Os prejuízos materiais superam 2,56 bilhões de dólares, e o governo estima que os primeiros quatro meses de recuperação exigirão cerca de 52,6 milhões de dólares para reconstruir estradas, instalar abrigos e restabelecer água e energia. Se confirmados, esses números colocarão as enchentes entre os desastres naturais mais caros da história recente do Nepal — e cada sobrevivente encontrado, um milagre dentro do caos.

Na sexta-feira, 4 de setembro, equipes de resgate do Nepal conseguiram o que parecia impossível: encontraram dois homens vivos dentro de um túnel de uma usina hidrelétrica, nove dias depois que as enchentes os deixaram presos no escuro. O primeiro foi retirado do túnel Trishul 3A por operações conduzidas pelo Exército nepalês. Pouco depois, um parlamentar confirmou que um segundo trabalhador também havia sido resgatado com vida. As imagens que chegaram às emissoras locais mostravam um dos homens coberto de lama, sendo carregado nos ombros de um socorrista. Equipes médicas os atenderam no próprio local antes de levá-los para um hospital em Katmandu.

O irmão de um dos resgatados, Amir Maharjan, falou à Associated Press sobre o alívio do momento. "Não consigo explicar o que estamos sentindo neste momento. Estamos apenas gratos a Deus", disse ele. Aquele resgate, porém, era apenas um pequeno alento em meio a uma catástrofe muito maior. Autoridades acreditavam que outras pessoas ainda pudessem estar vivas dentro do túnel — uma esperança frágil, mas real.

O cenário que levou a esse resgate começou em 26 de agosto, quando enchentes devastadoras atingiram o Nepal, provavelmente provocadas pelo colapso de uma geleira. As águas destruíram cidades e vales em diversas regiões do país. Na usina hidrelétrica Trishuli 3A, às margens do rio Trishuli, pelo menos 557 trabalhadores desapareceram. Desses, cerca de 115 estariam presos no túnel principal, segundo a Associação Independente de Produtores de Energia do Nepal. O resgate dos dois homens representava um raio de esperança em um cenário de perdas quase incompreensíveis.

Os números do desastre eram devastadores. De acordo com a agência nacional de gestão de desastres, ao menos 1.259 pessoas morreram no Nepal e mais de 5.000 continuavam desaparecidas. Do outro lado da fronteira, na região tibetana da China, 21 pessoas morreram e 541 seguiam desaparecidas. As buscas continuavam em áreas afetadas e em projetos de geração de energia espalhados pelo país. Autoridades locais estimavam que cerca de 900 trabalhadores estivessem desaparecidos em 12 usinas hidrelétricas diferentes, com aproximadamente 500 deles possivelmente presos em túneis.

Além da tragédia humana, o desastre deixou cicatrizes econômicas profundas. Segundo Dharma Raj Upreti, chefe da Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres, imóveis, moradias e obras de infraestrutura sofreram prejuízos estimados em pelo menos 2,56 bilhões de dólares, o equivalente a 387,5 bilhões de rúpias nepalesas. O governo calculava ainda que os custos iniciais de recuperação nos primeiros quatro meses chegariam a cerca de 52,6 milhões de dólares, ou 7,95 bilhões de rúpias nepalesas. Esses recursos seriam destinados à reconstrução de estradas, instalação de abrigos temporários e restabelecimento dos serviços de água potável e energia elétrica.

Se aprovada, essa estimativa colocaria as enchentes entre os desastres naturais mais caros da história recente do Nepal. Enquanto isso, as operações de resgate prosseguiam — cada hora que passava era uma corrida contra o tempo, cada sobrevivente encontrado um milagre em meio ao caos. O resgate dos dois trabalhadores na sexta-feira mostrava que ainda havia vida a ser salva nos escombros daquele desastre.

Não consigo explicar o que estamos sentindo neste momento. Estamos apenas gratos a Deus
— Amir Maharjan, irmão de um dos trabalhadores resgatados
Envie de l'histoire complète ? Lire l'original sur G1 ↗
Nous contacter FAQ