Pela primeira vez em mais de meio século, olhos humanos contemplaram diretamente a bacia Oriental da Lua — uma cicatriz colossal gravada na superfície do satélite há bilhões de anos. A bordo da cápsula Orion, os astronautas da missão Artemis II registraram essa imagem histórica enquanto se aproximavam do sobrevoo lunar, retomando uma jornada que a humanidade havia interrompido em 1972. O feito não é apenas técnico: é um lembrete de que a distância entre o que sabemos e o que podemos ver com os próprios olhos ainda carrega um peso profundo.
Nasa divulga primeira imagem direta da bacia Oriental da Lua capturada por humanos
A Lua cresce enquanto a Terra encolhe no horizonte
Por que essa imagem da bacia Oriental importa tanto? Não temos fotos de satélite da Lua há décadas?
Temos, sim — mas nunca capturadas diretamente por humanos. Há uma diferença entre um robô fotografar algo e uma pessoa estar lá, vendo com seus próprios olhos. É o retorno da presença humana.
Certo, mas tecnicamente a câmera ainda é um equipamento. Qual é a diferença prática entre uma foto de sonda e uma foto de astronauta?
A diferença é que agora humanos estão voltando à Lua depois de 50 anos. Essa imagem é prova de que conseguimos fazer isso de novo.
E o que acontece segunda-feira quando perdem comunicação?
A cápsula passa pelo lado oculto. Eles vão estar completamente isolados por meia hora, mais ou menos.
Isso é rotina ou é arriscado?
É rotina para uma missão lunar, mas é a primeira vez em 50 anos que humanos vivem isso. Ninguém a bordo dessa cápsula já passou por isso antes.
Então essa é realmente a primeira vez que pessoas veem a bacia Oriental diretamente?
Sim. Sondas viram. Satélites viram. Mas humanos — nunca.
E a imagem que divulgaram, ela foi processada ou é bruta da câmera?
A fonte não especifica. Sabemos que foi capturada durante a viagem, mas não temos detalhes técnicos sobre processamento.
Quantas pessoas estão nessa missão?
Quatro astronautas. Três da Nasa, um do Canadá.
E todos têm experiência em voo espacial anterior?
A fonte não diz. Sabemos os nomes, mas não os históricos.
Il Polso
- Pela primeira vez na história, seres humanos fotografaram diretamente a bacia Oriental da Lua — uma região até então acessível apenas a sondas robóticas.
- A missão Artemis II, lançada em 1º de abril da Flórida, reacende a exploração tripulada lunar após mais de 50 anos de ausência humana nessa rota.
- A tripulação — Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen — relata uma transformação visual perturbadora: a Terra encolhe enquanto a Lua domina o horizonte.
- O sobrevoo lunar previsto para segunda-feira colocará a cápsula Orion no lado oculto da Lua, cortando toda comunicação com a Terra por até 50 minutos — o momento de maior isolamento da missão.
Pela primeira vez em mais de meio século, olhos humanos contemplaram diretamente a bacia Oriental da Lua — uma cicatriz colossal gravada na superfície do satélite há bilhões de anos. A bordo da cápsula Orion, os astronautas da missão Artemis II registraram essa imagem histórica enquanto se aproximavam do sobrevoo lunar, retomando uma jornada que a humanidade havia interrompido em 1972. O feito não é apenas técnico: é um lembrete de que a distância entre o que sabemos e o que podemos ver com os próprios olhos ainda carrega um peso profundo.
No domingo, 5 de abril, a Nasa divulgou uma imagem que poucos esperavam ver em vida: a bacia Oriental da Lua fotografada diretamente por astronautas. Capturada pelos tripulantes da cápsula Orion durante a missão Artemis II, a foto revela com detalhes inéditos aquela enorme cratera formada pelo impacto de um asteroide há bilhões de anos — até então observada apenas por sondas não tripuladas.
A missão foi lançada em 1º de abril, da Flórida, e representa o retorno de humanos à órbita lunar após mais de cinco décadas. A última vez que isso aconteceu foi em 1972, com o fim do programa Apollo. A bordo estão Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da Nasa, e o canadense Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense.
Ao longo da viagem, a tripulação tem descrito uma experiência de escala difícil de colocar em palavras: a Lua cresce progressivamente no campo de visão enquanto a Terra vai diminuindo — uma mudança de perspectiva que os números de distância, sozinhos, não conseguem transmitir.
O próximo marco da missão é o sobrevoo lunar previsto para segunda-feira, 6 de abril. Nesse momento, a Orion passará pelo lado oculto da Lua e perderá contato com a Terra por 30 a 50 minutos — o instante em que a tripulação estará mais distante e mais sozinha do que qualquer ser humano em décadas.
No domingo, 5 de abril, a Nasa compartilhou uma imagem que marca um ponto de virada na história da exploração lunar: a primeira fotografia direta da bacia Oriental da Lua capturada por olhos humanos. A foto foi tirada pelos astronautas a bordo da cápsula Orion durante a missão Artemis II, que segue em trajetória rumo ao sobrevoo do satélite natural. Até este momento, aquela região de impacto colossal — formada há bilhões de anos pelo choque de um asteroide — havia sido observada apenas através de sondas robóticas e equipamentos não tripulados.
A imagem revela a bacia Oriental na borda do disco lunar com detalhes que só agora se tornam visíveis dessa forma. A agência espacial destacou em suas redes sociais que essa observação direta representa um feito histórico para a exploração tripulada. O astronauta Victor Glover, durante uma atualização da missão no sábado anterior, já havia sinalizado que a tripulação conseguia captar imagens detalhadas daquela região conforme se aproximava.
A Artemis II foi lançada na quarta-feira, 1º de abril, da Flórida, e marca o retorno de missões tripuladas ao redor da Lua após mais de cinco décadas — a última vez que humanos viajaram para lá foi em 1972, com o encerramento do programa Apollo. A tripulação é composta por Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, todos da Nasa, além de Jeremy Hansen, representante da Agência Espacial Canadense.
Durante a jornada, os astronautas têm relatado uma transformação notável na perspectiva visual. Conforme a Lua cresce progressivamente no campo de visão da cápsula, a Terra aparece cada vez menor — um testemunho tangível da distância já percorrida pela nave. Essa mudança de escala, vista em tempo real pelos tripulantes, oferece uma dimensão humana à viagem que os números de quilômetros sozinhos não conseguem transmitir.
No domingo, 5 de abril, a missão completava seu quinto dia de voo. O próximo marco aguardado é o sobrevoo lunar previsto para segunda-feira, 6 de abril. Naquele momento, a cápsula Orion passará pelo lado oculto da Lua — a face que nunca vemos da Terra — e perderá comunicação com a base por um período entre 30 e 50 minutos. Esse silêncio, causado pelo próprio corpo do satélite bloqueando os sinais de rádio, é parte esperada da trajetória, mas marca também o ponto de máxima aproximação e o instante em que a tripulação estará mais isolada de casa.
Citazioni salienti
A bacia Oriental aparece na borda do disco lunar e a observação direta representa um feito histórico para a exploração tripulada— Nasa, em publicação nas redes sociais
A tripulação conseguia captar imagens detalhadas da região— Astronauta Victor Glover, durante atualização da missão