Em Vargem, interior de São Paulo, um caminhão com carga acima das dimensões permitidas derrubou uma passarela sobre a Rodovia Fernão Dias, ceifando a vida de uma mãe e seu filho que passavam de carro. O motorista, Deyvidson Temudo de Oliveira, preso em flagrante e acusado de homicídio culposo duplo, compareceu a uma audiência de custódia enquanto a Justiça pesa o peso da negligência humana diante da irreversibilidade da perda. O caso lembra, mais uma vez, que as estradas carregam não apenas cargas e destinos, mas também a responsabilidade silenciosa de cada escolha feita ao volante.
Motorista passa por audiência de custódia após atingir passarela que matou mãe e filho
Mãe e filho morreram quando a passarela desabou sobre seu carro
O que exatamente estava sendo transportado naquele caminhão?
A fonte não especifica o tipo de equipamento, apenas que pertencia à XCMG BRASIL e que suas dimensões ultrapassavam os limites legais. O que importa é que o tamanho irregular da carga parece ter sido um fator determinante no acidente.
E a ultrapassagem — o motorista estava tentando passar outro veículo naquele momento?
Sim, segundo a investigação. Ele realizou a manobra próximo à passarela, e foi nesse momento que o caminhão atingiu a estrutura. É difícil não imaginar que uma carga menor teria passado por baixo sem problema.
O motorista sabia que a carga era irregular?
Ele negou ter conhecimento disso. Disse que não sabia. O delegado anotou que ele se mostrou arrependido, mas é claro que isso não muda o resultado.
Quem é responsável então — o motorista, a empresa de transporte, ou a XCMG BRASIL?
Essa é a pergunta que a investigação ainda está respondendo. A XCMG BRASIL se afastou da responsabilidade operacional, dizendo que contratou uma empresa especializada. Mas a Justiça terá que determinar onde a negligência realmente começou.
E o outro caminhoneiro que ficou preso nas ferragens?
Ele sobreviveu com ferimentos leves. Mas uma mãe e seu filho não tiveram a mesma sorte. Estavam em um carro comum, no lugar errado, na hora errada.
O Pulso
- Uma passarela de 70 toneladas desabou sobre um carro de passeio, matando Douglas Soares Quaresma e sua mãe, Rosangela, que seguiam pela Fernão Dias sem qualquer chance de reação.
- A investigação aponta dupla irregularidade: a carga transportada excedia as dimensões legais e o motorista realizou uma ultrapassagem próxima à estrutura no momento do impacto.
- Deyvidson afirmou desconhecer as irregularidades da carga e demonstrou arrependimento; o teste do bafômetro descartou álcool, mas isso não afasta a culpa pela imprudência.
- A empresa proprietária do equipamento transportado, XCMG BRASIL, se distanciou da operação, atribuindo a responsabilidade à empresa de transporte contratada.
- A Justiça decidia, até o fim da manhã de quarta-feira, se o motorista permaneceria preso, enquanto laudos técnicos ainda aguardam análise para fechar o quadro da investigação.
Em Vargem, interior de São Paulo, um caminhão com carga acima das dimensões permitidas derrubou uma passarela sobre a Rodovia Fernão Dias, ceifando a vida de uma mãe e seu filho que passavam de carro. O motorista, Deyvidson Temudo de Oliveira, preso em flagrante e acusado de homicídio culposo duplo, compareceu a uma audiência de custódia enquanto a Justiça pesa o peso da negligência humana diante da irreversibilidade da perda. O caso lembra, mais uma vez, que as estradas carregam não apenas cargas e destinos, mas também a responsabilidade silenciosa de cada escolha feita ao volante.
Na manhã de quarta-feira, Deyvidson Temudo de Oliveira compareceu a uma audiência de custódia em Piracaia, onde estava detido desde o dia do acidente. Um juiz deveria decidir se ele permaneceria preso enquanto a investigação avançava.
Dias antes, seu caminhão havia atingido uma passarela na Rodovia Fernão Dias, em Vargem, interior de São Paulo. A carga que ele transportava ultrapassava os limites legais de dimensão, e, segundo o delegado responsável pelo caso, o motorista realizou uma ultrapassagem irregular próximo à estrutura. O impacto foi devastador: a passarela, com cerca de 70 toneladas, desabou diretamente sobre um carro que seguia no sentido São Paulo. Douglas Soares Quaresma e sua mãe, Rosangela Carlos Soares Chaves, morreram no local. Um segundo caminhão, atingido pelos destroços, deixou seu motorista preso às ferragens — ele foi resgatado pelo helicóptero Águia com ferimentos leves.
Deyvidson foi autuado por dois homicídios culposos na direção de veículo automotor e por lesão corporal culposa. Em depoimento, disse não saber das irregularidades da carga e expressou arrependimento. O bafômetro deu negativo para álcool.
A investigação ainda aguardava laudos técnicos sobre os veículos, a carga e a documentação de transporte especial. A XCMG BRASIL, dona do equipamento transportado, emitiu nota afirmando que a operação havia sido terceirizada e que colaboraria com as autoridades.
Na manhã de quarta-feira, um homem chamado Deyvidson Temudo de Oliveira compareceria a uma audiência de custódia para que um juiz decidisse se permaneceria preso. Ele estava detido na cadeia pública de Piracaia, acusado de ter causado a morte de duas pessoas quando seu caminhão atingiu uma passarela na Rodovia Fernão Dias, em Vargem, no interior de São Paulo.
O acidente havia acontecido dias antes. Segundo a investigação conduzida pelo delegado Hermes Hermes Jum Nakashima, o caminhão de Deyvidson transportava uma carga cujas dimensões ultrapassavam os limites legalmente permitidos. Além disso, o motorista teria realizado uma manobra de ultrapassagem próximo à estrutura. O impacto foi direto na parte central da passarela, que pesava aproximadamente 70 toneladas. A estrutura desabou sobre a pista, caindo sobre um automóvel que seguia no sentido São Paulo. Dentro daquele carro estavam Douglas Soares Quaresma e sua mãe, Rosangela Carlos Soares Chaves. Ambos morreram no local.
Um terceiro veículo, um caminhão que seguia logo atrás, também foi atingido. O motorista ficou preso às ferragens e sofreu ferimentos leves. Ele foi resgatado pelo helicóptero Águia da Polícia Militar. Deyvidson foi preso em flagrante no local do acidente.
Os acusadores formalizaram contra ele duas acusações de homicídio culposo na direção de veículo automotor — uma para cada morte — além de lesão corporal culposa pelos ferimentos do outro caminhoneiro. Durante o interrogatório, Deyvidson afirmou que desconhecia qualquer irregularidade nas dimensões da carga que transportava. Ele expressou arrependimento profundo pelas mortes. O teste do bafômetro realizado pela Polícia Rodoviária Federal indicou resultado negativo para álcool.
A investigação ainda aguardava laudos técnicos e análises detalhadas sobre a rodovia, os veículos envolvidos, as características da carga e a documentação de autorização especial para o transporte. A decisão sobre manter ou liberar Deyvidson seria tomada pela Justiça durante a audiência de custódia, com previsão de conclusão até o fim da manhã daquela quarta-feira.
A empresa XCMG BRASIL, proprietária do equipamento que estava sendo transportado, divulgou uma nota pública. A empresa esclareceu que não era responsável pela execução da operação de transporte, que havia sido contratada a uma empresa especializada para realizar o serviço. A XCMG BRASIL informou que lamentava o acidente e permanecia à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Citações Notáveis
O motorista afirmou que não tinha conhecimento de irregularidade nas dimensões da carga e lamentou profundamente as mortes— Deyvidson Temudo de Oliveira, durante interrogatório
A empresa não era responsável pela execução da operação de transporte, que estava sendo realizada por empresa especializada contratada— XCMG BRASIL, em nota pública