No domingo em que se celebrava o Dia das Mães, Isabel Cristina de Mendonça, de 49 anos, aproximou-se de um carro estacionado em Niterói para perguntar a um desconhecido se ele estava bem — um gesto ordinário de humanidade que desencadeou uma violência fatal. O motorista, acordado à força do sono, reagiu com agressividade crescente e atropelou Isabel duas vezes antes de fugir, deixando para trás uma família destroçada e uma pergunta que a cidade ainda tenta responder: como um ato de cuidado pode custar uma vida.
Motorista atropela mulher duas vezes após ser acordado em Niterói
Acordou irritado. Ameaçou. Acelerou. Fugiu.
Por que uma mulher acordaria um estranho dormindo em um carro?
Ela estava preocupada. Viu alguém dormindo em um veículo e quis saber se ele precisava de ajuda. Era um impulso de compaixão, não de confronto.
E o motorista acordou agressivo por quê?
Não sabemos. Talvez estivesse em um estado mental frágil, talvez tivesse bebido, talvez simplesmente não tolerasse ser despertado. O que importa é que sua resposta foi desproporcional — ameaças, agressão física, depois violência mortal.
O filho tentou intervir?
Sim. Quando viu a mãe sendo agredida, pediu ao homem que fosse embora. Mas em vez de deixar a situação, o motorista ameaçou também o filho. Naquele momento, ninguém conseguia controlar o que estava acontecendo.
Como alguém passa um carro por cima de uma pessoa duas vezes?
A primeira vez pode ter sido um impulso de raiva. A segunda foi deliberada — ele deu ré especificamente para passar novamente sobre o corpo dela. Isso não é acidente. É intencional.
O que a polícia está fazendo agora?
Procurando pelas câmeras de segurança para reconstruir os eventos. O motorista foi identificado e será interrogado. Mas para a família, as imagens são cruciais — precisam saber exatamente o que aconteceu naqueles segundos que mataram Isabel.
O Pulso
- Isabel foi atropelada duas vezes pelo mesmo motorista — primeiro de frente, depois em ré — de forma deliberada, após um simples gesto de preocupação com um estranho.
- O suspeito escalou rapidamente para a violência: ameaçou o filho de Isabel com uma arma, puxou seu cabelo e a agrediu verbalmente antes de usar o carro como arma.
- Isabel foi levada ao Hospital Azevedo Lima com fraturas nos braços, nas costelas e trauma craniano grave, mas não resistiu aos ferimentos.
- A família busca acesso às câmeras de segurança da região para reconstruir os momentos que antecederam o atropelamento e entender como a situação saiu do controle.
- O motorista foi identificado e será convocado a prestar depoimento na 81ª Delegacia de Polícia, que conduz a investigação do caso.
No domingo em que se celebrava o Dia das Mães, Isabel Cristina de Mendonça, de 49 anos, aproximou-se de um carro estacionado em Niterói para perguntar a um desconhecido se ele estava bem — um gesto ordinário de humanidade que desencadeou uma violência fatal. O motorista, acordado à força do sono, reagiu com agressividade crescente e atropelou Isabel duas vezes antes de fugir, deixando para trás uma família destroçada e uma pergunta que a cidade ainda tenta responder: como um ato de cuidado pode custar uma vida.
Isabel Cristina de Mendonça voltava de uma lanchonete com o filho Matheus Henrique na noite do Dia das Mães, em 14 de maio, no bairro do Engenho do Mato, em Niterói. Ao passar pela Rua São Sebastião, avistou um homem dormindo dentro de um carro e se aproximou para perguntar se ele estava bem. Era um gesto simples, sem malícia.
O motorista acordou irritado. A situação escalou com rapidez: ele ameaçou Matheus com uma arma, puxou o cabelo de Isabel e a agrediu verbalmente. Quando o filho pediu que o homem simplesmente fosse embora, recebeu ameaças também. O que começara como uma pergunta de cuidado havia se transformado em confronto.
O desfecho foi brutal. O motorista acelerou o carro em direção a Isabel, deu ré e passou novamente por cima do seu corpo. Depois fugiu. Isabel foi socorrida ao Hospital Azevedo Lima com fraturas nos braços, nas costelas e trauma grave na cabeça. Ela não sobreviveu.
Seu corpo foi sepultado na terça-feira, 16 de maio, no cemitério São Lázaro. A irmã de Isabel pediu acesso às imagens das câmeras de segurança da região. O motorista foi identificado e será chamado a depor na 81ª Delegacia de Polícia, responsável pela investigação. O que começou com "você está bem?" terminou em homicídio.
Isabel Cristina de Mendonça tinha 49 anos quando voltava de uma lanchonete com o filho no domingo, 14 de maio, em Niterói. Eles tinham acabado de celebrar o Dia das Mães juntos. O que deveria ter sido um retorno tranquilo para casa terminou em morte — duas vezes atropelada por um homem que dormia dentro de seu carro na Rua São Sebastião, no bairro do Engenho do Mato.
O que aconteceu nos minutos antes do atropelamento começou com um gesto de preocupação. Isabel aproximou-se do carro onde o motorista dormia e o acordou, perguntando se ele estava bem. Não era uma provocação. Era uma mulher verificando o estado de um desconhecido. O homem, porém, acordou irritado. A conversa que se seguiu escalou rapidamente para agressão.
Segundo o relato da família, o motorista ficou violento. Ele ameaçou disparar uma arma contra Matheus Henrique, o filho de Isabel. Puxou o cabelo dela. A agrediu verbalmente durante a discussão. Quando Matheus interveio, pedindo que o homem simplesmente fosse embora, recebeu ameaças também. Naquele ponto, a situação tinha saído completamente do controle.
O que veio depois foi brutal e deliberado. O motorista acelerou o carro na direção de Isabel. Depois deu ré. E passou o veículo novamente por cima do seu corpo. Então fugiu. Isabel foi levada ao Hospital Azevedo Lima com fraturas nos braços, nas costelas e um trauma grave na cabeça. Ela não resistiu aos ferimentos.
Seu corpo foi enterrado na terça-feira, 16 de maio, no cemitério São Lázaro. A irmã de Isabel pediu acesso às imagens das câmeras de segurança da região para entender exatamente como a confusão começou e se desenvolveu. O motorista foi identificado e a Polícia Civil o chamará para prestar depoimento. O caso está sendo investigado pela 81ª Delegacia de Polícia. O que começou como uma pergunta simples — "você está bem?" — terminou em homicídio.
Citações Notáveis
Queremos ter acesso às imagens de câmeras para sabermos como ocorreu essa confusão— Irmã de Isabel Cristina de Mendonça