Com a morte de Rui Rezende, aos 87 anos, o Brasil perde um dos artistas que ajudaram a moldar a identidade da dramaturgia nacional ao longo de mais de cinco décadas. Nascido em Minas Gerais e consagrado nas telas, nos palcos e no cinema, ele partiu no Rio de Janeiro após dez dias de internação, deixando personagens que continuam habitando a memória coletiva de gerações. Há algo de permanente na arte de quem soube transformar-se diante das câmeras — e é nessa permanência que Rui Rezende ainda existe.
Morre Rui Rezende, ator que marcou gerações em Roque Santeiro, aos 87
Os personagens que criou permanecerão vivos na memória de gerações
Por que Roque Santeiro marcou tanto as pessoas? O que tinha aquele personagem?
Astromar era uma contradição viva — um professor, alguém de autoridade e razão, que se transformava em lobisomem. Havia algo de misterioso e perturbador nisso, mas também de humano. Rezende conseguia fazer você acreditar nas duas coisas ao mesmo tempo.
Ele trabalhou em muitas produções. Por que Roque Santeiro ficou tão mais na memória?
Porque foi em 1985, quando a novela ainda era o centro da vida cultural do Brasil. Milhões de pessoas viam aquilo. E Astromar não era um personagem secundário — era memorável, diferente. Ficava.
Rezende viveu seus últimos anos no Retiro dos Artistas. Como era essa vida?
Era um lugar apropriado para um veterano. Desde 2019 ele estava lá, cercado por outros artistas que também construíram carreiras longas. Mas dez dias de internação é pouco tempo. Ninguém esperava que fosse tão rápido.
A causa da morte não foi divulgada. Isso importa?
Importa porque deixa uma lacuna. Mas talvez o que importe mais seja que ele chegou aos 87 anos, que viveu uma carreira inteira, que deixou personagens que as pessoas ainda lembram. Isso é mais do que muitos conseguem.
Como você imagina que as pessoas vão se lembrar dele?
Vão ligar a televisão, vão encontrar Roque Santeiro em algum lugar, e vão ver Astromar Junqueira. E vão pensar: aquele era Rui Rezende. E vão sorrir, ou ficar assustados, ou sentir aquela coisa estranha que o personagem provocava. Ele fica ali, intacto.
O Pulso
- Rui Rezende, um dos atores mais reconhecidos da televisão brasileira, morreu aos 87 anos no domingo, 12 de julho, após dez dias internado no Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca.
- A causa da morte não foi divulgada, e a notícia foi confirmada pelo Retiro dos Artistas, instituição no Rio de Janeiro onde o ator vivia desde 2019.
- O personagem Astromar Junqueira, o professor que se transformava em lobisomem em Roque Santeiro (1985), é o símbolo mais vivo de uma carreira que atravessou gerações e definiu marcos da dramaturgia nacional.
- Com mais de cinquenta anos de atuação em teatro, cinema e televisão, Rezende deixa um legado que o Retiro dos Artistas descreveu como uma trajetória de dedicação capaz de emocionar públicos por décadas.
Com a morte de Rui Rezende, aos 87 anos, o Brasil perde um dos artistas que ajudaram a moldar a identidade da dramaturgia nacional ao longo de mais de cinco décadas. Nascido em Minas Gerais e consagrado nas telas, nos palcos e no cinema, ele partiu no Rio de Janeiro após dez dias de internação, deixando personagens que continuam habitando a memória coletiva de gerações. Há algo de permanente na arte de quem soube transformar-se diante das câmeras — e é nessa permanência que Rui Rezende ainda existe.
Rui Rezende morreu no domingo, 12 de julho, aos 87 anos. A notícia foi divulgada pelo Retiro dos Artistas, instituição no Rio de Janeiro onde ele vivia desde 2019. O ator havia sido internado no Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca, no dia 2 de julho — dez dias antes do fim. A causa da morte não foi revelada.
Nascido José Pereira Rezende Filho em Araguari, Minas Gerais, em 18 de novembro de 1938, ele construiu artisticamente o nome Rui Rezende e dedicou mais de cinquenta anos à dramaturgia brasileira, deixando marca no teatro, no cinema e na televisão.
Na memória coletiva, nenhum personagem ficou tão gravado quanto o professor Astromar Junqueira, de Roque Santeiro — a novela de 1985 que se tornou referência na televisão do país. Astromar era um homem que se transformava em lobisomem, e Rezende o interpretou com uma precisão que o tornaria inesquecível. Também conquistou o público como Bob Lamb em A História de Ana Raio e Zé Trovão, produção de 1990 da extinta Rede Manchete.
O Retiro dos Artistas prestou homenagem ao ator, reconhecendo que, ao longo de décadas, ele emocionou plateias com seu talento nos palcos, nas telas e na televisão. Os personagens que criou, segundo a instituição, permanecerão vivos na memória de gerações — uma forma de dizer que Rui Rezende não desaparece por inteiro, mas fica nas cenas que rodou e nas transformações que fez diante das câmeras.
Rui Rezende morreu no domingo, 12 de julho, aos 87 anos. A notícia chegou pelo Retiro dos Artistas, a instituição no Rio de Janeiro onde ele vivia desde 2019. Tinha estado internado no Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca, desde o dia 2 de julho — dez dias de internação antes do fim. A causa não foi revelada.
O nome que o público conhecia era construído sobre décadas de trabalho. Nascido José Pereira Rezende Filho em Araguari, Minas Gerais, em 18 de novembro de 1938, ele escolheu artisticamente ser Rui Rezende e dedicou mais de cinquenta anos à dramaturgia brasileira. Teatro, cinema, televisão — em todos os lugares deixou marca.
Mas há um personagem que permanece vivo na memória coletiva: o professor Astromar Junqueira de Roque Santeiro, a novela de 1985 que se tornou referência na televisão brasileira. Astromar era um homem que se transformava em lobisomem, um papel que Rezende interpretou com a precisão que o tornaria inesquecível. Gerações cresceram vendo aquele personagem, e ele entrou para a história das novelas brasileiras como um dos mais marcantes.
Não foi seu único trabalho memorável. Rezende também viveu Bob Lamb em A História de Ana Raio e Zé Trovão, produção de 1990 da extinta Rede Manchete, conquistando o público novamente com sua capacidade de dar vida a personagens que ficavam. Ao longo de sua carreira, participou de produções que atravessaram diferentes gerações, consolidando seu nome como um dos atores reconhecidos da dramaturgia do país.
O Retiro dos Artistas, onde Rezende passou seus últimos anos, divulgou uma nota em sua homenagem. A instituição reconheceu que, ao longo de décadas, ele emocionou o público com seu talento nos palcos, nas telas de cinema e na televisão, construindo uma trajetória marcada pela dedicação à arte. Os personagens que criou, segundo a nota, permanecerão vivos na memória de gerações — uma forma de dizer que Rui Rezende não desaparece completamente, que fica nos momentos que gravou, nas cenas que rodou, nas transformações que fez diante das câmeras.
Citações Notáveis
Ao longo de décadas de carreira, Rui emocionou o público com seu talento nos palcos, no cinema e na televisão, construindo uma trajetória marcada pela dedicação à arte e por personagens que permanecerão vivos na memória de gerações— Retiro dos Artistas, em nota de homenagem