A clínica conta com seis fisioterapeutas em dois turnos, funcionando das 7h às 18h, com expectativa de realizar 4.800 sessões mensais. O equipamento foi construído em área anteriormente abandonada que se tornava ponto de insegurança, agora transformada em serviço de saúde para a comunidade.
Montes Claros inaugura primeira Clínica Municipal de Fisioterapia gratuita
Agora tenho uma clínica próxima de casa
Por que um espaço abandonado se tornou prioridade para uma clínica de fisioterapia?
Porque aquele terreno representava dois problemas simultâneos: era um foco de insegurança e abandono, e a cidade não tinha equipamento público de fisioterapia. Resolver um problema enquanto se cria um serviço essencial é uma oportunidade que não se desperdiça.
Quem realmente se beneficia mais com isso?
As pessoas com deficiência, os idosos e quem sofreu acidentes — aqueles que precisam de tratamento contínuo mas não têm recursos para pagar ou para se deslocar. Clamácia, por exemplo, agora economiza tempo e dinheiro. Mas também ganham os vizinhos que viviam com medo daquele lugar.
Como funciona o acesso? É fácil conseguir uma consulta?
Você começa na sua unidade de saúde de referência, marca uma consulta, é avaliado, e se o especialista indicar fisioterapia, você é encaminhado. Não é imediato, mas é organizado — garante que quem chega lá realmente precisa.
E se a clínica não conseguir atender os 240 pacientes por dia que esperam?
Essa é a pergunta que fica no ar. A capacidade está ali, mas a demanda real pode ser maior. Se for, vai haver fila, e o problema volta a ser acesso.
O que muda para alguém como Mariângela, que nunca precisou de fisioterapia?
Muda a segurança do bairro, a confiança de que se precisar — ela ou sua família — o serviço está ali. E muda a percepção de que a prefeitura investe em infraestrutura que importa para o dia a dia das pessoas.
O Pulso
- Seis fisioterapeutas em dois turnos, funcionando das 7h às 18h
- Capacidade de 240 pacientes diários, equivalente a 4.800 sessões mensais
- Construída em área anteriormente abandonada que era foco de insegurança
- Localizada na Vila Ipiranga, primeira clínica municipal de fisioterapia de Montes Claros
A clínica conta com seis fisioterapeutas em dois turnos, funcionando das 7h às 18h, com expectativa de realizar 4.800 sessões mensais. O equipamento foi construído em área anteriormente abandonada que se tornava ponto de insegurança, agora transformada em serviço de saúde para a comunidade.
Montes Claros inaugurou sua primeira Clínica Municipal de Fisioterapia na Vila Ipiranga, oferecendo atendimento gratuito pelo SUS com capacidade para 240 pacientes diários.
Montes Claros abriu as portas de sua primeira Clínica Municipal de Fisioterapia na Vila Ipiranga, um equipamento público que promete transformar o acesso ao tratamento fisioterápico para quem depende do Sistema Único de Saúde. A clínica começou a funcionar com seis profissionais divididos em dois turnos — três pela manhã, três à tarde — operando ininterruptamente das sete da manhã até as seis da noite. A administração municipal projeta atender 240 pessoas por dia, o que representa aproximadamente 4.800 sessões de fisioterapia ao longo de cada mês.
Para receber atendimento, os usuários precisam marcar consulta em suas unidades de saúde de referência, onde serão avaliados e encaminhados aos especialistas da clínica caso o tratamento seja indicado. Essa estrutura garante que o acesso seja ordenado e que cada paciente receba a orientação necessária antes de iniciar o processo terapêutico.
Clamácia Avelino Peito, uma cadeirante moradora da Vila Ipiranga, celebrou a inauguração com entusiasmo genuíno. Antes, ela precisava se deslocar para o outro lado da cidade sempre que necessitava de atendimento fisioterápico — uma jornada que agora se torna desnecessária. Para ela, ter uma clínica a poucos passos de casa representa não apenas conveniência, mas uma mudança concreta na qualidade de vida. "Não podia ter acontecido coisa melhor", disse ela ao comentar sobre a importância do equipamento para sua comunidade.
O espaço onde a clínica foi construída carregava uma história de abandono e deterioração. Éder Gilson Martins Durães, empresário e morador do bairro há anos, lembrou que ali funcionava uma quadra poliesportiva que havia caído em desuso. "Este local estava virando um lixão, pessoas invadindo, estava ficando perigoso pra nós, moradores", descreveu ele. A transformação daquele terreno em um equipamento de saúde funcionou como uma solução dupla: eliminou um foco de insegurança e ofereceu um serviço essencial à população.
Mariângela Cardoso, dona de casa do bairro, também reconheceu o valor da mudança. Ela nunca precisou de fisioterapia pessoalmente, mas sua família enfrenta situações que demandam esse tipo de tratamento — seu pai é idoso e seu irmão sofreu um acidente automobilístico. Para ela, a proximidade e a gratuidade do serviço representam alívio financeiro e logístico. "Ficou muito boa, era um lugar abandonado, onde ficavam muitos usuários de drogas. Agora, se tiver necessidade pra família, tá perto de casa, e de graça também", comemorou.
A clínica chega em um momento em que a demanda por fisioterapia na cidade era atendida apenas em locais distantes, forçando pacientes com mobilidade reduzida ou limitações financeiras a enfrentar deslocamentos longos. Com a inauguração deste equipamento, a administração municipal sinaliza uma prioridade: levar serviços de saúde especializados para mais perto das comunidades que deles precisam, reduzindo barreiras de acesso e democratizando o cuidado.
Citações Notáveis
Este local estava virando um lixão, pessoas invadindo, estava ficando perigoso pra nós, moradores. Agora o local se transformou numa clínica maravilhosa— Éder Gilson Martins Durães, empresário e morador do bairro
Ficou muito boa, era um lugar abandonado, onde ficavam muitos usuários de drogas. Agora, se tiver necessidade pra família, tá perto de casa, e de graça também— Mariângela Cardoso, dona de casa