Marcão promete ficar no Fluminense enquanto o clube precisar

A gente só dá o caminho. Até quando? Até quando o clube precisar.
Marcão reafirma seu compromisso com o Fluminense após a classificação na Libertadores.
Mark

Você diz que o técnico apenas abre o caminho. O que significa isso na prática, quando você está lá na beira do campo?

Mimi

Significa que você estuda o adversário, prepara a equipe, faz os ajustes táticos. Mas no momento em que a bola rola, quem decide é o jogador. Se existe essa conexão entre ele e a torcida, se ele sente que está sendo apoiado, ele entrega mais. Meu trabalho é criar as condições para isso acontecer.

Mark

Você mudou para linha de cinco durante o jogo. Como você sabe que é o momento certo para fazer isso?

Mimi

A gente trabalha por fases, por setores. Quando você perde um jogador, você precisa estar preparado. Já tinha conversado com o Paulo antes, sabia que ele teria um limite. Quando chegou a hora, foi natural. Você sente o jogo, vê o que o adversário está fazendo, e responde.

Mark

Serna marcou o gol da classificação nessa transição. Foi sorte ou estava planejado?

Mimi

Estava planejado no sentido de que a gente sabia que ele teria essa oportunidade de contra-atacar. Mas futebol tem sorte também. Ele foi feliz, aproveitou bem. A gente só criou o caminho.

Mark

Você promete ficar no Fluminense enquanto o clube precisar. Isso é um compromisso pessoal ou profissional?

Mimi

É os dois. Sou funcionário do clube, mas quando você trabalha no Fluminense, nesta grande equipe, você quer estar aqui nos momentos que importam. Esse é um desses momentos.

Mark

O que você aprendeu enfrentando dois adversários grandes em sequência?

Mimi

Que não dá para pensar em muita coisa além de trabalhar. Você estuda, prepara, trabalha, trabalha, trabalha. E quando você faz isso bem, você é premiado. Meus jogadores entregaram tudo. Isso premiou o conjunto.

  • A classificação veio com tensão máxima: Marcão confessou que no último pênalti fechou os olhos e pediu ajuda ao 'papai'.
  • O Rivadavia impôs um jogo físico e aéreo que exigiu da comissão técnica noite e dia de estudo para encontrar a forma de neutralizar.
  • A perda de um jogador durante a partida, em vez de desorganizar, virou oportunidade — Marcão montou uma linha de cinco e liberou Serna para o contra-ataque.
  • Foi exatamente nessa transição que o gol da classificação nasceu: Serna mudou de lado, encontrou o espaço e foi feliz na hora certa.
  • Marcão reafirmou seu compromisso com o Fluminense sem prazo definido — um jogo, dois jogos, o tempo que o clube precisar.

Em noites como essa, o futebol revela sua natureza mais essencial: não é o técnico quem decide o destino, mas a corrente invisível que une quem canta e quem corre. Marcão conduziu o Fluminense à classificação na Libertadores contra o Rivadavia com ajustes táticos precisos e uma humildade rara — a de quem sabe que seu papel é apenas abrir a porta. E enquanto o clube precisar, ele promete permanecer ali, de pé, segurando essa porta aberta.

Marcão saiu da partida contra o Rivadavia com a leveza de quem atravessou um rio sem saber exatamente como. Sentado para falar sobre a classificação tricolor na Libertadores, começou rindo de si mesmo — no último pênalti, disse, nem viu. Mas por trás da brincadeira havia uma convicção firme: o trabalho do técnico é apenas abrir o caminho. O que importa de verdade é o que acontece entre os jogadores e a torcida, essa corrente que, quando existe, dificilmente se rompe.

A partida foi decidida nos detalhes. O Rivadavia vinha forte nas bolas aéreas, e Marcão passou dias estudando como neutralizar isso. Quando perdeu um jogador em campo, não recuou — montou uma linha de cinco com a entrada de Serna e criou condições para o contra-ataque. Foi nessa transição que o gol saiu: Serna mudou de lado, teve a oportunidade e marcou. Depois, com o adversário apostando tudo, Marcão ainda trouxe Millán para fechar os espaços por dentro com o tripé de zagueiros. Tudo muito pensado, muito trabalhado.

O técnico reconheceu que enfrentou dois adversários grandes em sequência sem tempo para respirar — só trabalhou, e foi premiado com duas grandes partidas. Ele sabe que pode ser substituído a qualquer momento, 'pode ser o Marcão, o Guardiola', disse sem drama. Mas enquanto estiver ali, vai dar tudo. E prometeu ficar enquanto o Fluminense precisar. Para ele, trabalhar neste clube e ver esse momento chegar é algo único. Quando chega, é preciso responder à altura. Ele respondeu.

Marcão saiu da partida contra o Rivadavia com a sensação de quem acabava de atravessar um rio sem saber exatamente como. O técnico do Fluminense, sentado para falar sobre a classificação tricolor na Libertadores, começou rindo de si mesmo — no último pênalti, disse, nem viu. Pediu ajuda ao "papai", como brincou. Mas por trás da leveza havia uma convicção que ele repetiu várias vezes: o trabalho dele, o de qualquer técnico, é apenas abrir o caminho. O que importa mesmo é o que acontece lá dentro do campo, entre os jogadores e a torcida.

Essa conexão, essa sinergia entre quem canta nas arquibancadas e quem corre no gramado, é o que Marcão vê como a verdade do futebol. Quando existe, dificilmente se perde. Ele sabe que é funcionário do clube, que pode ser substituído — "pode ser o Marcão, o Guardiola", disse — mas enquanto estiver ali, vai dar tudo. E prometeu ficar enquanto o Fluminense precisar. Um jogo, dois jogos, o tempo que for necessário.

A partida contra o Rivadavia foi decidida nos detalhes, como costumam ser os grandes jogos. O adversário vinha de uma abordagem muito direta, atacava com força nas bolas aéreas. Marcão e sua comissão passaram o tempo todo estudando isso, tentando encontrar a forma de neutralizar. Defensivamente, a equipe respondeu bem. Quando perdeu um jogador durante a partida, em vez de desorganizar, o técnico trouxe Serna para montar uma linha de cinco, criando a possibilidade de contra-atacar. Foi exatamente nessa transição que o gol saiu — Serna mudou de lado, teve a oportunidade, foi feliz e marcou.

Marcão explicou como trabalha a equipe por fases, por setores, justamente para estar preparado para esses momentos em que tudo muda rapidinho. Ele já tinha conversado com Paulo antes do jogo, avisando que teria um limite de tempo em campo. Quando chegou a hora, fez a troca. Depois colocou Millán porque o Rivadavia arriscou tudo, colocou mais homens por dentro, e com o tripé de zagueiros conseguiu anular bem. Tudo muito pensado, muito trabalhado.

O técnico reconheceu que pegou dois adversários grandes em sequência e não teve tempo de pensar em muita coisa além de trabalhar. Trabalhou, trabalhou, trabalhou. E foi premiado com duas grandes partidas. Seus jogadores entregaram tudo, e isso premiou o conjunto. Ele ainda não tinha visto com calma o lance da penalidade do Rivadavia — lhe disseram que pegou no corpo antes de pegar na mão, mas não teve tempo de conferir.

No geral, foi um jogo de Libertadores de verdade. Mostrou a identidade do Fluminense, a luta por todas as bolas. E no fim, a classificação para a próxima fase. Marcão estava muito feliz, pessoalmente. É um momento único. Quando você trabalha no Fluminense, nesta grande equipe, você fica esperando que isso aconteça uma hora ou outra. E quando chega, você precisa responder à altura. Ele respondeu. E promete continuar respondendo enquanto o clube precisar.

Quando existe essa conexão, essa sinergia entre torcedor e jogador, dificilmente a gente perde.
— Marcão
É um momento único pessoal. Você, quando trabalha no Fluminense, nesta grande equipe, você precisa estar esperando que isso, uma hora ou outra, aconteça.
— Marcão
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