Míssil atinge aeroporto de Riad e deixa feridos em novo ataque houthi

Vários feridos deixados pelo impacto do míssil no terminal de passageiros do aeroporto.
Agora conseguem atingir Riad, a capital
Os houthis ampliaram seu alcance após ganhar território no Iêmen, alterando o equilíbrio de poder regional.
Mark

Por que os houthis estão atacando especificamente o aeroporto de Riad agora? Isso é novo?

Mimi

Não é exatamente novo — eles vêm atacando infraestrutura saudita há tempos. Mas o que mudou é a capacidade. Eles ganharam território no Iêmen, ao longo do Mar Vermelho, e isso ampliou o alcance deles. Agora conseguem atingir Riad, a capital.

Luke

Espera — eles reivindicaram este ataque específico de sábado?

Mimi

Não. Até o momento da reportagem, os houthis não haviam se manifestado sobre o ataque de sábado. Eles fizeram um aviso geral às companhias aéreas dias antes, mas não confirmaram este ataque em particular.

Mark

E quantas pessoas ficaram feridas?

Mimi

A reportagem diz "vários feridos", mas o número exato não foi divulgado. A Autoridade de Aviação Civil confirmou o ataque e o fechamento, mas não especificou a quantidade.

Luke

Isso é importante notar — temos confirmação do ataque, temos confirmação de feridos, mas os números específicos não estão disponíveis. Não sabemos se foram 5 ou 50.

Mark

Qual é o papel dos Estados Unidos nisso tudo?

Mimi

Trump disse que não está satisfeito com os ataques e que está avaliando se deve se juntar à Arábia Saudita em operações contra os houthis. Mas até agora não há sinais de novo apoio militar americano em resposta direta.

Luke

Então é mais uma declaração de intenção do que ação concreta neste momento.

Mimi

Exatamente. Os EUA já fornecem inteligência e ajuda no planejamento, mas Trump está sinalizando que poderia fazer mais.

Mark

E por que Omã está envolvida nessa conversa?

Mimi

Omã historicamente atua como mediadora em conflitos regionais. Os ministros das Relações Exteriores conversaram sobre soluções diplomáticas. É um sinal de que há tentativas paralelas de desescalação.

Luke

Mas isso contrasta com Trump falando em retomar ofensivas contra o Irã. Há uma tensão real entre essas duas abordagens.

Mark

Qual é o risco para os passageiros e companhias aéreas agora?

Mimi

Várias grandes companhias já suspenderam voos. A Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação alertou que os ataques com mísseis e drones, além das operações para interceptá-los, aumentam o risco de aeronaves civis serem identificadas incorretamente como alvos militares. É um risco real.

  • Um míssil atingiu o terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Rei Khalid em Riad no sábado, 10 de outubro
  • Pelo menos 225 voos foram cancelados nas 24 horas anteriores ao ataque
  • Air India, FlyDubai, Lufthansa Group e Pakistan International Airlines suspenderam operações em Riad
  • O ataque ocorreu dois dias após a morte de três cidadãos sauditas, incluindo um piloto

Um míssil atingiu terminal de passageiros do aeroporto internacional de Riad, deixando vários feridos e provocando evacuação da unidade. Ataque faz parte de série de ofensivas dos houthis contra Arábia Saudita; pelo menos 225 voos foram cancelados nas 24 horas anteriores.

Míssil atingiu terminal de passageiros do aeroporto de Riad, capital saudita, deixando feridos e forçando evacuação. Ataque ocorre em contexto de intensificação de ofensivas dos houthis contra infraestrutura saudita.

Um míssil atingiu o terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, no sábado 10 de outubro, deixando feridos e forçando a evacuação completa da instalação. O ataque, confirmado por autoridades regionais que falaram sob anonimato, marcou mais um episódio na série crescente de ofensivas contra a capital saudita — desta vez apenas dois dias após a morte de três cidadãos sauditas, incluindo um piloto, em ataques anteriores. Ambulâncias foram vistas convergindo para o aeroporto enquanto as autoridades trabalhavam para remover passageiros e pessoal da área.

Ahmed Sayed, morador de Riad, relatou ter ouvido pelo menos duas explosões fortes que sacudiram a cidade. O impacto foi imediato: o aeroporto emitiu um comunicado orientando passageiros a verificar o status de seus voos diretamente com as companhias aéreas antes de se dirigirem ao terminal. Na véspera do ataque, a plataforma FlightAware registrava 225 voos cancelados em um período de 24 horas. Grandes operadoras — Air India, FlyDubai, Lufthansa Group e Pakistan International Airlines — já haviam suspendido operações em Riad e outros aeroportos sauditas pelos dias seguintes.

Até o momento da publicação, os houthis não haviam reivindicado publicamente o ataque de sábado, embora o grupo tivesse emitido o que descreveu como um último alerta às companhias aéreas internacionais sobre as consequências de operar no espaço aéreo saudita, que classificou como zona de operações militares. A Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação ampliou suas orientações sobre o território saudita, destacando a capacidade crescente dos houthis de atingir alvos cada vez mais distantes, incluindo Riad, e o aumento da concentração de ataques contra infraestrutura aeroportuária.

O conflito que alimenta essas ofensivas tem raízes profundas. Os combates no Iêmen entre os houthis e as forças do governo iemenita apoiadas pela Arábia Saudita se intensificaram. A coalizão liderada pelos sauditas fornece apoio aéreo às tropas governamentais na tentativa de reverter avanços recentes dos rebeldes ao longo do Mar Vermelho. Esses ganhos territoriais ampliaram significativamente a capacidade dos houthis de monitorar o tráfego marítimo em uma rota considerada alternativa fundamental ao Estreito de Ormuz, onde o Irã vem atacando embarcações. Embora os houthis tenham afirmado que atacam apenas navios sauditas como parte de um bloqueio em resposta ao que chamam de impostos contra eles, persistem preocupações internacionais sobre a possibilidade de ataques mais amplos.

A Arábia Saudita tem buscado apoio dos Estados Unidos e de outros aliados diante dos ataques contra aeroportos, instalações militares e infraestrutura petrolífera. A assistência americana inclui compartilhamento de informações de inteligência, identificação de alvos e planejamento de ofensivas militares. Na sexta-feira, ao deixar a Casa Branca, o presidente Donald Trump foi questionado sobre os ataques ao aeroporto de Riad e respondeu aos jornalistas que "isso não é bom" e que não estava satisfeito. Posteriormente, Trump afirmou que avaliaria a possibilidade de se juntar à Arábia Saudita em ataques contra os houthis e de retomar ofensivas contra o Irã, embora até o momento não houvesse sinais de novo apoio militar americano em resposta imediata aos ataques.

Paralelamente, os ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita e de Omã conversaram por telefone sobre a importância de apoiar soluções diplomáticas para reduzir as tensões na região. Omã, localizado do outro lado do Estreito de Ormuz em relação ao Irã, já atuou como mediador em conflitos regionais. Enquanto isso, as autoridades sauditas alertaram a população de que filmar, publicar ou compartilhar informações sobre a interceptação de mísseis e drones, assim como sobre os locais atingidos, pode resultar em responsabilização judicial.

O Ministério das Relações Exteriores saudita orientou cidadãos com viagens afetadas a entrar em contato com as embaixadas locais para receber assistência. A Autoridade de Aviação Civil confirmou o novo ataque, que deixou um número ainda desconhecido de feridos e levou ao fechamento da unidade. O incidente reflete a escalada de uma guerra que agora abrange múltiplas frentes, com a Arábia Saudita enfrentando uma nova dimensão de conflito envolvendo o Irã e seus aliados regionais.

Isso não é bom e não estou satisfeito
— Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, respondendo sobre os ataques ao aeroporto de Riad
Avaliaria a possibilidade de se juntar à Arábia Saudita em ataques contra os houthis e de retomar ofensivas contra o Irã
— Donald Trump, em declaração após o ataque
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