Ministro da Previdência anuncia fim da fila de espera no INSS

Deixou de existir uma fila para existir atendimento
O ministro explicou que quando novos pedidos superam a espera, o sistema passa a funcionar em fluxo contínuo.
Mark

Como exatamente o INSS conseguiu eliminar uma fila de 3,12 milhões de pessoas em apenas seis meses?

Mimi

Não foi eliminar no sentido de desaparecer. Foi transformar. Quando o número de novos pedidos começou a superar o número de pessoas aguardando, deixou de haver acúmulo. O sistema passou a processar mais rápido do que chegam novos pedidos.

Luke

Mas qual foi a mudança real? Contrataram mais gente? Melhoraram o processo?

Mimi

Ambos. Nomearam novos servidores, expandiram telemedicina para 865 agências, adotaram perícia documental — você não precisa ir presencialmente. E fizeram mutirões nos fins de semana com bônus para quem batia meta.

Mark

E isso funcionou em todo o país ou em alguns lugares?

Mimi

A fonte não especifica por região. Fala em 865 agências com telemedicina, mas não diz se é cobertura total ou parcial.

Luke

Aqui está o ponto: ainda há 224 mil pessoas esperando mais de 45 dias. Então a fila não foi zerada, foi apenas reduzida para um nível que permite fluxo contínuo.

Mimi

Exato. E esses 224 mil são casos mais complexos — BPC, aposentadorias. Não são simples.

Mark

O presidente disse algo sobre humanizar a fila. O que isso significa na prática?

Mimi

Que o objetivo não é apenas número. É que a pessoa entre, espere um tempo razoável e receba seu benefício. Tempo previsível, não indefinido.

Luke

Mas 34 dias ainda é mais de um mês. Para alguém que precisa do benefício para viver, isso é humanizado?

Mimi

Comparado aos 45 dias legais e aos meses que levava antes, sim. Mas você tem razão — é relativo.

  • Fila caiu de 3,12 milhões em fevereiro para zero em agosto de 2026
  • Tempo médio de decisão: 34 dias (abaixo dos 45 dias legais)
  • 865 agências funcionando com telemedicina
  • 224 mil pessoas ainda aguardam perícia acima do prazo legal
  • INSS recebe 1,3 milhão de pedidos por mês (43 mil por dia)

A fila do INSS caiu de 3,12 milhões em fevereiro para zero em agosto, com novos pedidos superando pessoas aguardando atendimento. Novas contratações, telemedicina em 865 agências e perícia documental foram as principais estratégias para reduzir a espera.

O Ministério da Previdência Social anunciou que a fila de atendimentos do INSS foi zerada em agosto, reduzindo de 3,12 milhões de pessoas em fevereiro para um fluxo contínuo de atendimento.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou na quinta-feira que o Instituto Nacional do Seguro Social conseguiu eliminar sua fila de espera. O feito foi alcançado em agosto, e o anúncio foi feito no Palácio do Planalto com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O caminho até esse ponto começou em fevereiro, quando 3,12 milhões de pessoas aguardavam perícia. Naquele mesmo mês, 1,17 milhão de novos pedidos entraram no sistema. Mês a mês, o número de pessoas na fila diminuiu. Em julho, havia 1,547 milhão aguardando. Em agosto, algo mudou: o volume de novos pedidos superou o número de pessoas que ainda esperavam atendimento. Quando isso ocorre, deixa de haver fila no sentido tradicional. Há, em vez disso, um fluxo contínuo.

Queiroz explicou a mudança com uma comparação simples: uma loja com doze vendedores recebendo oito clientes tem folga no atendimento, não importa quanto a demanda cresça depois. O INSS, que recebe aproximadamente 1,3 milhão de pedidos por mês — cerca de 43 mil por dia — agora opera nessa margem. "Deixou de existir uma fila para existir atendimento", disse o ministro.

Três mudanças operacionais tornaram isso possível. Primeiro, o ministério nomeou novos servidores por concurso público. Segundo, expandiu a telemedicina para 865 agências, permitindo que perícias fossem realizadas sem que o beneficiário precisasse se deslocar fisicamente. Terceiro, adotou a perícia médica documental, na qual o INSS avalia a documentação enviada pelo solicitante em vez de exigir uma avaliação presencial. O ministério também realizou mutirões nos fins de semana e pagou bônus aos servidores que ultrapassavam suas metas. Essas iniciativas, segundo Queiroz, resultaram em dois milhões de atendimentos adicionais apenas em 2026.

O tempo médio para uma decisão sobre perícia caiu para 34 dias, abaixo do prazo legal de 45 dias. Mas a história não termina em números positivos. Ainda restam 224 mil pessoas aguardando resultado de perícias há mais de 45 dias. Queiroz e Felipe Cavalcante, secretário-executivo do ministério, descreveram esses casos como específicos e pedidos especiais — incluindo benefícios de prestação continuada e aposentadorias, que envolvem análises mais complexas.

O presidente Lula enquadrou o objetivo de forma diferente. "O que a gente quer é humanizar a fila", disse. "É a pessoa ter o tempo correto de dar entrada, esperar e receber o seu benefício." A redução da espera, nessa lógica, não é apenas uma métrica administrativa. É sobre devolver tempo e dignidade a quem depende do sistema.

Quando isso acontece, não temos uma fila. Temos um fluxo de atendimento.
— Ministro Wolney Queiroz
O que a gente quer é humanizar a fila. É a pessoa ter o tempo correto de dar entrada, esperar e receber o seu benefício.
— Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
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