Há 33 anos enraizada em Portugal, a Microsoft e o seu ecossistema de parceiros geraram, em 2021-2022, um impacto económico de 4,9 mil milhões de euros — o equivalente a 2,4% do PIB nacional —, segundo um estudo da EY divulgado em abril de 2023. Para além dos números, o que este relatório revela é a geometria invisível de uma grande empresa tecnológica: cada emprego direto multiplica-se em 21 postos de trabalho adicionais, e cada euro investido devolve 8,8 euros em valor acrescentado. Numa economia ainda a navegar as sequelas da pandemia, este ecossistema emerge como um motor silencioso de prod
Microsoft gera impacto de 4,9 mil milhões de euros e 28 mil empregos em Portugal
Por cada pessoa empregue pela Microsoft, são criados 21 postos de trabalho
Como é que um estudo consegue medir o impacto de uma empresa de forma tão precisa? Parecem números muito redondos.
A EY usou metodologias de análise input-output, que rastreiam como o dinheiro e o emprego se propagam através da economia. Não é apenas o que a Microsoft gasta diretamente — é também o que os seus parceiros gastam, os salários que pagam, a produtividade que geram.
Mas há um problema aqui: o estudo é de 2021-2022, e foi encomendado pela própria Microsoft. Não sabemos se a EY teve total independência ou se havia pressão para chegar a números impressionantes.
É verdade que há esse risco. Mas os números são verificáveis — 1.529 colaboradores diretos, 4.000 parceiros, essas são coisas que podem ser confirmadas.
E o multiplicador de 21 empregos por cada colaborador direto? Isso parece extraordinário.
É extraordinário, sim. Mas inclui trabalhadores de parceiros cujas funções estão ligadas a soluções Microsoft. Não significa que a Microsoft criou 21 empregos novos por cada um dos seus — significa que o ecossistema em torno dela emprega 21 pessoas por cada uma que ela contrata diretamente.
Exatamente. É um efeito de rede. A Microsoft não existe sozinha; existe dentro de um ecossistema de consultoras, integradores, fornecedores.
E quanto aos ganhos de produtividade? Como é que se mede isso?
Aí é mais especulativo. A EY estimou que os utilizadores de produtos Microsoft ganham 1,7 mil milhões em produtividade. Mas como se quantifica a produtividade? Quanto tempo economiza o Teams? Quanto vale esse tempo?
São estimativas baseadas em modelos económicos. Não são medições diretas, mas são metodologicamente sólidas.
Portanto, o número de 4,9 mil milhões é real, mas parte dele é estimado?
Sim. Os 1,5 mil milhões de atividade direta e indireta são mais concretos. Os 1,7 mil milhões de ganhos de produtividade são estimativas. Ambos são importantes, mas é bom saber a diferença.
El Pulso
- O estudo da EY quantifica pela primeira vez a dimensão real do ecossistema Microsoft em Portugal, revelando um impacto de 4,9 mil milhões de euros que surpreende pela escala.
- Com salários médios de 2.500 euros — o dobro da média nacional —, o ecossistema cria uma pressão positiva no mercado de trabalho, mas também levanta questões sobre a desigualdade salarial entre setores.
- A rede de 4.000 parceiros, que cresceu 33% desde 2018, é o verdadeiro motor do impacto: 28.624 empregos gerados, muito além dos 1.529 colaboradores diretos da empresa.
- A Microsoft posiciona a Inteligência Artificial como o próximo amplificador deste impacto, sinalizando que os números de hoje podem ser apenas o ponto de partida para uma expansão ainda maior.
Há 33 anos enraizada em Portugal, a Microsoft e o seu ecossistema de parceiros geraram, em 2021-2022, um impacto económico de 4,9 mil milhões de euros — o equivalente a 2,4% do PIB nacional —, segundo um estudo da EY divulgado em abril de 2023. Para além dos números, o que este relatório revela é a geometria invisível de uma grande empresa tecnológica: cada emprego direto multiplica-se em 21 postos de trabalho adicionais, e cada euro investido devolve 8,8 euros em valor acrescentado. Numa economia ainda a navegar as sequelas da pandemia, este ecossistema emerge como um motor silencioso de produtividade, formação e oportunidade.
Um estudo da EY, divulgado em abril de 2023, colocou números concretos naquilo que a Microsoft e a sua rede de parceiros representam para a economia portuguesa: 4,9 mil milhões de euros, equivalentes a 2,4% do PIB nacional. O dado mais revelador não é o total, mas o multiplicador — por cada colaborador direto da empresa, são criados 21 postos de trabalho adicionais.
A Microsoft está em Portugal há 33 anos. Entre 2017 e 2022, os seus colaboradores diretos cresceram 265%, chegando a 1.529 trabalhadores. Mas o verdadeiro alcance da empresa mede-se nos 4.000 parceiros — mais 33% do que em 2018 — que em conjunto sustentam 28.624 empregos. O ecossistema pagou 392 milhões de euros em remunerações, com um salário médio de 2.500 euros, mais do dobro da média nacional.
Dos 4,9 mil milhões de impacto total, 1,7 mil milhões provêm de ganhos de produtividade dos utilizadores de produtos e serviços Microsoft — valor que se repete quando se analisa apenas o Teams. Por cada euro investido em soluções da empresa, geram-se 8,8 euros de Valor Acrescentado Bruto. As exportações associadas ao ecossistema totalizaram 374 milhões de euros, e a receita fiscal direta gerada foi de 49 milhões.
A formação é outro pilar desta presença: 417 mil pessoas capacitadas em Portugal, 330 mil desempregados formados em parceria com o IEFP, e apoio a 250 startups. O diretor geral da Microsoft Portugal, Andrés Ortolá, sublinhou que estes resultados refletem o sucesso dos clientes e parceiros — e que a chegada da Inteligência Artificial representa uma oportunidade para amplificar ainda mais este impacto. O estudo baseou-se em metodologias input-output desenvolvidas pelo Nobel Wassily Leontief, conferindo rigor a uma fotografia económica tirada num período ainda marcado pela aceleração digital pós-pandemia.
Um estudo encomendado pela EY, divulgado numa quarta-feira de abril de 2023, quantificou o que a Microsoft e a sua rede de parceiros geraram em Portugal: 4,9 mil milhões de euros. Esse número representa 2,4% do produto interno bruto nacional, um peso considerável para uma única empresa tecnológica e o seu ecossistema. Mas o impacto não se mede apenas em euros. A análise revelou que, por cada pessoa que trabalha diretamente para a Microsoft Portugal, são criados 21 postos de trabalho adicionais — uma proporção que ilustra como uma grande empresa de tecnologia funciona como multiplicador de oportunidades numa economia.
A Microsoft está presente em Portugal há 33 anos. Entre 2017 e 2022, o número de seus colaboradores diretos cresceu 265%, atingindo 1.529 trabalhadores. Mas a verdadeira dimensão do seu impacto reside no ecossistema que construiu: 4.000 parceiros, um aumento de 33% desde 2018, que em conjunto geraram 28.624 postos de trabalho. Estes números incluem não apenas os funcionários da empresa, mas também os trabalhadores das empresas parceiras cujas funções estão diretamente ligadas às soluções Microsoft. O segmento de atendimento ao cliente e sucesso destacou-se como o maior empregador dentro da estrutura direta, composto principalmente por engenheiros de suporte altamente especializados.
Os ganhos de produtividade formam outra camada importante desta história económica. Dos 4,9 mil milhões de euros de impacto total, 1,7 mil milhões provêm dos ganhos de produtividade gerados pelos utilizadores dos produtos e serviços Microsoft. Quando se analisa especificamente o Teams, a plataforma de colaboração, o valor de produtividade gerado nas empresas portuguesas ronda igualmente 1,7 mil milhões de euros. O valor anual gerado diretamente pela Microsoft Portugal e pela sua rede de parceiros, incluindo efeitos indiretos e induzidos, foi de 1,5 mil milhões de euros em 2022. A EY estimou que por cada euro investido em produtos ou serviços Microsoft, são gerados 8,8 euros de Valor Acrescentado Bruto — um multiplicador que demonstra a eficiência económica destas soluções.
No mercado de trabalho, o impacto salarial é igualmente significativo. O ecossistema Microsoft em Portugal pagou 392 milhões de euros em remunerações diretas, com um salário médio de aproximadamente 2.500 euros — mais do dobro da média nacional. Andrés Ortolá, diretor geral da Microsoft Portugal, afirmou em comunicado que o estudo não reflete apenas o papel da empresa, mas sim o sucesso dos seus clientes e parceiros e o impacto que geram quando utilizam as soluções desenvolvidas para trabalhar, ensinar e prestar melhores serviços aos cidadãos. Ortolá sublinhou que, com a democratização do acesso à Inteligência Artificial, a empresa vê uma oportunidade única para amplificar ainda mais este impacto.
A empresa também deixou marcas no setor das exportações e na receita fiscal. As exportações associadas ao ecossistema Microsoft totalizaram 374 milhões de euros, representando 24% da faturação de produtos e serviços. A receita fiscal gerada foi de 49 milhões de euros em impacto direto, com estimativas de 83 milhões em impacto indireto e 71 milhões em impacto induzido. No setor das tecnologias de informação e comunicação, a Microsoft contribui para 7% do emprego nacional e 8% do valor económico gerado.
A formação e capacitação constituem um terceiro pilar do legado da empresa. Através das iniciativas globais de competências, a Microsoft capacitou mais de 80 milhões de pessoas em todo o mundo e 417 mil em Portugal. Até junho de 2022, 330 mil pessoas desempregadas em formações no Instituto do Emprego e Formação Profissional foram capacitadas em tecnologia Microsoft. Adicionalmente, 11.527 pessoas foram certificadas nas Academias Microsoft Imagine. A empresa apoia ainda 250 startups, funcionando como catalisadora de inovação e empreendedorismo.
O estudo foi realizado utilizando metodologias de análise input-output, originalmente propostas pelo Prémio Nobel Wassily Leontief, e incluiu um inquérito às entidades de maior dimensão ao nível do Field Revenue Accountability. Esta abordagem rigorosa confere credibilidade aos números, embora reflita dados do ano fiscal de 2021 e de 2022, um período ainda marcado pelas consequências da pandemia de COVID-19 e pela aceleração da transformação digital. O que estes números sugerem é que, enquanto a economia portuguesa continua a enfrentar desafios estruturais, a presença de uma grande empresa tecnológica e o seu ecossistema de parceiros funcionam como um motor significativo de emprego, produtividade e inovação.
Citas Notables
Este estudo não reflete o papel da Microsoft, mas espelha sim o sucesso de clientes e parceiros e o impacto que estes geram na economia quando usam as soluções que desenvolvemos— Andrés Ortolá, diretor geral da Microsoft Portugal