Aos 39 anos, Lionel Messi encerrou mais de duas décadas de serviço à seleção argentina, deixando para trás 207 jogos e 125 gols que redefiniram o que significa carregar uma camisa nacional. Sua trajetória foi marcada por uma tensão rara entre o gênio individual e a promessa coletiva — frustrações em finais, uma aposentadoria revertida, e, por fim, a redenção através de títulos que pareciam destinados a escapar-lhe. O legado que deixa não é apenas estatístico, mas filosófico: a prova de que a persistência diante da derrota pode, com o tempo, transformar-se em grandeza.
Messi se despede da Argentina com recordes e mira milésimo gol
Finalmente realizou seu sonho de vencer títulos com a equipe principal
Como é possível que alguém com tantos títulos tenha levado tanto tempo para conquistar o primeiro com a seleção?
Porque o futebol não é só números. Messi chegava em Copas e Copas América como o melhor jogador do mundo, mas a Argentina não conseguia vencer. Foram três finais perdidas em sequência antes de 2021. O peso disso era real.
Mas vale notar que em 2010 e 2011 ele realmente não marcou. Não é só azar ou pressão — houve períodos em que seu desempenho foi abaixo do esperado.
Verdade. Mas depois de 2021, quando finalmente venceu, ele mudou. Jogou com mais liberdade. A Copa de 2022 foi praticamente dele do início ao fim.
E agora, aos 39 anos, ele segue perseguindo o milésimo gol. Isso é ambição ou necessidade?
Provavelmente os dois. Ele está perto — 73 gols faltam. Jogando pelo Inter Miami até 2028, tem tempo.
Mas vale dizer que Cristiano Ronaldo também está nessa corrida, com 978 gols. Ninguém sabe ao certo se um deles vai chegar lá, ou se a contagem de gols oficiais vai permitir isso.
Qual é o maior recorde que ele deixa pela Argentina?
Talvez o fato de ter jogado em seis Mundiais diferentes. Nenhum argentino fez isso. Ou os 125 gols em 207 jogos — uma média que poucos alcançam.
Também é importante lembrar que ele foi o jogador mais jovem a atuar e marcar em uma Copa do Mundo, aos 18 anos e 357 dias. Começou cedo e termina tarde.
El Pulso
- Após anos de finais perdidas e uma aposentadoria prematura revertida, Messi anunciou desta vez definitivamente o fim de sua era com a albiceleste — e o mundo do futebol parou para respirar.
- A tensão entre o maior jogador de todos os tempos e a seleção de seu país durou décadas, alimentada por eliminações dolorosas, pênaltis perdidos e a sombra constante de Maradona.
- A virada chegou em 2021 no Maracanã, e o Catar 2022 selou a redenção com um tricampeonato mundial em final épica contra a França, libertando Messi do peso que carregava desde a infância.
- Mesmo aposentado da seleção, o craque segue em campo pelo Inter Miami, a 73 gols do milésimo da carreira — uma corrida pessoal que mantém sua história em aberto.
Aos 39 anos, Lionel Messi encerrou mais de duas décadas de serviço à seleção argentina, deixando para trás 207 jogos e 125 gols que redefiniram o que significa carregar uma camisa nacional. Sua trajetória foi marcada por uma tensão rara entre o gênio individual e a promessa coletiva — frustrações em finais, uma aposentadoria revertida, e, por fim, a redenção através de títulos que pareciam destinados a escapar-lhe. O legado que deixa não é apenas estatístico, mas filosófico: a prova de que a persistência diante da derrota pode, com o tempo, transformar-se em grandeza.
Lionel Messi anunciou nesta segunda-feira, 31 de agosto, o encerramento de sua trajetória pela seleção argentina. A mensagem veio pelas redes sociais, encerrando mais de vinte anos de uma relação intensa entre o craque e a camisa albiceleste. Aos 39 anos, ele deixa para trás 207 jogos, 125 gols e 65 assistências — números que o consolidam como o maior artilheiro e o jogador com mais partidas na história da seleção.
A jornada começou cedo. Ainda jovem, Messi liderou a Argentina sub-20 ao título mundial em 2005 e estreou em Copas do Mundo em 2006, tornando-se o jogador mais jovem a atuar e marcar pela Argentina em um Mundial. Em 2008, integrou o elenco que conquistou o ouro olímpico em Pequim. Mas os anos seguintes trouxeram uma série de frustrações que definiram sua relação com a seleção: eliminações nas quartas de final em 2010 e 2011, a derrota na final de 2014 para a Alemanha, e duas finais de Copa América perdidas nos pênaltis em 2015 e 2016. Após a última, anunciou uma primeira aposentadoria — da qual voltou atrás.
A redenção chegou em 2021, quando a Argentina venceu o Brasil no Maracanã e Messi conquistou seu primeiro título com a equipe principal. O alívio abriu caminho para o Catar 2022, onde protagonizou uma das finais mais dramáticas da história do futebol, marcando duas vezes contra a França em um empate em 3 a 3 resolvido nos pênaltis, com Dibu Martínez sacramentando o tricampeonato mundial. Em 2024, acrescentou mais uma Copa América ao currículo.
Sua última Copa do Mundo, disputada neste ano nos Estados Unidos, México e Canadá, foi digna de um adeus: oito gols e quatro assistências, com a Argentina chegando à final antes de ceder à Espanha por 1 a 0. Agora, Messi segue em atividade pelo Inter Miami até 2028, com 927 gols na carreira e a busca pelo milésimo como próximo horizonte — uma meta que divide com Cristiano Ronaldo, que soma 978 tentos. O capítulo da seleção se fecha; a história ainda não.
Aos 39 anos, Lionel Messi anunciou nesta segunda-feira, 31 de agosto, o encerramento de sua passagem pela seleção argentina. A notícia chegou por mensagem publicada em suas redes sociais, marcando o fim de mais de duas décadas dedicadas ao país. Mesmo com a aposentadoria internacional confirmada, o craque segue perseguindo um marco pessoal que o obceca: o milésimo gol em sua carreira.
Messi começou sua trajetória pela Argentina ainda jovem. Promovido ao time principal do Barcelona em 2004, ele logo defendeu a equipe sub-20 do país, liderando os compatriotas à conquista da Copa do Mundo da categoria em 2005, onde foi artilheiro e melhor jogador da competição. Sua estreia em Mundiais pela equipe principal ocorreu em 2006, quando entrou em campo na segunda rodada e marcou na goleada por 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro. Com apenas 18 anos e 357 dias, tornou-se o jogador mais jovem a atuar e marcar pela Argentina em uma Copa do Mundo. Dois anos depois, integrou o elenco que conquistou o ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, ao lado de Mascherano, Riquelme, Di María e Agüero, superando o Brasil de Ronaldinho Gaúcho na semifinal e a Nigéria na decisão.
Os anos seguintes, porém, trouxeram frustrações. Na Copa de 2010, já como detentor da Bola de Ouro, seu desempenho ficou aquém das expectativas e a Argentina caiu nas quartas de final sem que ele marcasse. A Copa América de 2011, disputada em casa, repetiu o roteiro amargo: eliminação nas quartas para o Uruguai e o craque em branco diante de sua torcida. O padrão continuou em 2014, quando Messi liderou a Argentina à final do Mundial no Brasil, mas a Alemanha venceu por 1 a 0 no Maracanã. Apesar da derrota, foi eleito o melhor atleta da competição. Em 2015 e 2016, chegou a duas finais de Copa América, perdendo ambas nos pênaltis. Após o resultado de 2016, anunciou sua aposentadoria da seleção, dizendo que havia tentado tudo o que era possível, mas foi convencido a voltar pouco tempo depois.
O jejum terminou em 2021. Na Copa América sediada no Brasil, Messi marcou quatro gols e liderou a Argentina até a final contra o Brasil. No Maracanã, Di María encobriu o goleiro Ederson e garantiu a vitória por 1 a 0, entregando ao craque seu primeiro título com a equipe principal. A conquista libertou-o do peso que carregava. Antes da Copa de 2022, a Argentina aplicou 3 a 0 na Itália e venceu a Finalíssima em Wembley. No Mundial no Catar, Messi assumiu o protagonismo desde o início. Marcou em dois dos três primeiros jogos, garantindo a liderança do Grupo C. Nas oitavas, mais um gol no triunfo por 2 a 1 sobre a Austrália. Contra a Holanda, deixou seu na igualdade em 2 a 2, vitória nos pênaltis. Na semifinal, atuação memorável na vitória por 3 a 0 sobre a Croácia. Na final contra a França, marcou duas vezes em embate épico com Kylian Mbappé, que fez três. Após o empate em 3 a 3, Dibu Martínez defendeu uma cobrança e sacramentou o tricampeonato mundial.
Sua última participação em um Mundial ocorreu neste ano, na edição sediada nos Estados Unidos, México e Canadá. Mesmo na reta final de sua carreira, Messi mostrou estar em nível de destaque, marcando oito gols e fornecendo quatro assistências. A Argentina chegou à final, mas perdeu para a Espanha por 1 a 0. Conquistou também a Copa América de 2024, consolidando um legado de títulos que antes lhe escapava.
Agora, Messi segue em ação pelo Inter Miami, clube no qual possui contrato até o final de 2028. Na última semana, marcou quatro gols na goleada por 7 a 1 sobre o CF Montréal. Em números oficiais, soma 927 gols em sua carreira, estando a 73 do milésimo. Cristiano Ronaldo, jogador do Al-Nassr, também persegue essa marca com 978 tentos. Pela seleção argentina, Messi deixa um legado impressionante: 207 jogos, 125 gols, 65 assistências, 21 gols em Mundiais, presença em seis edições da Copa do Mundo e sete da Copa América. É o maior artilheiro e o jogador com mais partidas na história da seleção, único argentino a marcar contra todos os adversários da Conmebol. A busca pelo milésimo gol continua, agora apenas no futebol de clube.
Citas Notables
Eu tentei ao máximo. Tentei tudo o que era possível. Isso dói mais em mim do que em qualquer outra pessoa, mas é evidente que isso não é para mim.— Lionel Messi, após a derrota na Copa América de 2016