Por mais de duas décadas, Lionel Messi carregou o peso e a glória de uma nação inteira em cada partida pela Argentina — uma jornada que começou na juventude promissora e atravessou derrotas amargas até alcançar a redenção máxima no Mundial de 2022. Aos 39 anos, o craque encerra esse capítulo com 207 jogos e um legado que transcende estatísticas, enquanto a busca pelo milésimo gol mantém sua história em movimento. A despedida de Messi da seleção não é apenas o fim de uma era esportiva, mas o fechamento de um ciclo humano sobre perseverança, fracasso e glória tardia.
Messi se despede da seleção argentina com recordes e mira o milésimo gol
Finalmente conquistou o que sempre quis, aos 35 anos
Como é possível que alguém com tanto talento tenha levado tanto tempo para conquistar um título pela seleção?
Messi chegou a três finais de Copa do Mundo e duas de Copa América antes de 2021, mas perdeu todas. A pressão era imensa, especialmente porque ele era visto como o responsável por levar a Argentina ao topo.
Mas vale lembrar que em 2010 e 2011 ele realmente não jogou bem. Não é só azar — em alguns momentos ele simplesmente não entregou.
Verdade. Mas depois de 2021, quando finalmente conquistou a Copa América, algo mudou. Ele jogou com mais liberdade, sem o peso daquele jejum.
E então veio o tricampeonato em 2022. Como ele conseguiu aquele desempenho na final contra a França?
Ele marcou duas vezes em um jogo que foi praticamente um duelo pessoal com Mbappé. A Argentina venceu nos pênaltis, e Messi finalmente conquistou o que sempre quis.
É importante notar que ele tinha 35 anos naquela Copa. Muitos achavam que ele já estava no fim. Ele provou que ainda podia jogar em altíssimo nível.
E agora, aos 39 anos, ele ainda está jogando pelo Inter Miami e buscando o milésimo gol. Isso é realista?
Ele tem 927 gols e faltam 73. Se continuar marcando regularmente, é possível, mas depende de quanto tempo ele quiser continuar jogando.
Cristiano Ronaldo está mais perto com 978 gols. Ambos estão nessa perseguição, mas nenhum dos dois tem garantido que vai chegar lá.
Il Polso
- Após anos de vice-campeonatos dolorosos e até uma aposentadoria prematura em 2016, Messi finalmente anunciou sua saída definitiva da seleção argentina — desta vez, como tricampeão mundial.
- A trajetória foi marcada por uma tensão constante entre o gênio individual e a incapacidade coletiva de vencer, gerando frustrações que abalaram tanto o craque quanto uma nação inteira.
- A virada veio em 2021 com o título da Copa América e explodiu em 2022 com a conquista da Copa do Mundo no Catar, em uma final épica contra a França que terminou nos pênaltis.
- Com 927 gols na carreira e contrato com o Inter Miami até 2028, Messi segue ativo e a apenas 73 tentos da marca histórica do milésimo gol — com Cristiano Ronaldo pisando em seus calcanhares com 978.
- O recorde de 207 partidas pela Argentina consolida Messi como o jogador com mais jogos pela seleção, encerrando um ciclo que redefiniu o que significa representar um país no futebol.
Por mais de duas décadas, Lionel Messi carregou o peso e a glória de uma nação inteira em cada partida pela Argentina — uma jornada que começou na juventude promissora e atravessou derrotas amargas até alcançar a redenção máxima no Mundial de 2022. Aos 39 anos, o craque encerra esse capítulo com 207 jogos e um legado que transcende estatísticas, enquanto a busca pelo milésimo gol mantém sua história em movimento. A despedida de Messi da seleção não é apenas o fim de uma era esportiva, mas o fechamento de um ciclo humano sobre perseverança, fracasso e glória tardia.
Lionel Messi anunciou na última segunda-feira, 31 de agosto, o fim de sua carreira pela seleção argentina. Aos 39 anos, o craque publicou uma mensagem em suas redes sociais encerrando mais de duas décadas de história com a camisa albiceleste — e 207 partidas, recorde absoluto pela equipe nacional.
A trajetória começou cedo e com promessas cumpridas: em 2005, Messi liderou a Argentina sub-20 ao título mundial, sendo eleito artilheiro e melhor jogador. No ano seguinte, estreou no Mundial adulto aos 18 anos e marcou na goleada sobre Sérvia e Montenegro, tornando-se o mais jovem a atuar e balançar as redes pela Argentina em uma Copa do Mundo. Em 2008, conquistou o ouro olímpico em Pequim ao lado de nomes como Di María e Agüero.
Os anos seguintes, porém, foram de frustração. Em 2010, chegou como detentor da Bola de Ouro e saiu sem marcar, eliminado nas quartas de final. Em 2011, a Copa América em casa terminou da mesma forma. Em 2014, conduziu a Argentina à final no Brasil, mas a Alemanha venceu por 1 a 0. As finais perdidas da Copa América em 2015 e 2016 — a última com Messi errando pênalti — levaram o craque a anunciar sua primeira aposentadoria da seleção, da qual voltou atrás pouco depois.
A redenção chegou em 2021, quando a Argentina venceu o Brasil no Maracanã e conquistou a Copa América. E em 2022, veio a glória máxima: na Copa do Mundo, Messi foi protagonista absoluto, marcando em diversas fases até a final inesquecível contra a França. Após empate em 3 a 3 — com Messi e Mbappé cada um marcando múltiplos gols —, o goleiro Dibu Martínez defendeu uma cobrança e sacramentou o tricampeonato. Em 2024, mais um título continental. No Mundial deste ano, oito gols e quatro assistências, mas derrota na final para a Espanha.
Agora, Messi segue em campo pelo Inter Miami, com contrato até 2028. Na semana passada, marcou quatro gols numa goleada por 7 a 1. Com 927 gols na carreira, persegue o milésimo — enquanto Cristiano Ronaldo, com 978, também mira a mesma marca histórica.
Lionel Messi anunciou na segunda-feira, 31 de agosto, o encerramento de sua carreira pela seleção argentina através de uma mensagem publicada em suas redes sociais. Aos 39 anos, após mais de duas décadas defendendo o país, o craque deixa um legado repleto de recordes e segue perseguindo um objetivo pessoal: atingir o milésimo gol em sua carreira profissional.
Sua trajetória começou cedo. Promovido ao time principal do Barcelona em 2004, Messi iniciou sua representação da Argentina pela equipe sub-20. No ano seguinte, liderou seus compatriotas à conquista da Copa do Mundo da categoria, sendo eleito artilheiro e melhor jogador da competição. A estreia em um Mundial pela seleção principal ocorreu em 2006, quando o técnico José Pekerman o convocou. Aos 18 anos e 357 dias, Messi entrou em campo na segunda rodada e marcou na goleada por 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro, tornando-se o jogador mais jovem a atuar e marcar pela Argentina em uma Copa do Mundo.
Os primeiros anos de sua carreira internacional, porém, foram marcados por frustrações. Na Copa de 2010, apesar de chegar como detentor da Bola de Ouro, seu desempenho ficou aquém das expectativas e a Argentina caiu nas quartas de final sem que ele marcasse. A Copa América de 2011, disputada em casa, repetiu o roteiro amargo: eliminação nas quartas para o Uruguai e o craque em branco diante de sua torcida. Em 2008, havia participado dos Jogos Olímpicos de Pequim ao lado de Mascherano, Riquelme, Di María e Agüero, conquistando o ouro após vitória sobre a Nigéria na final.
O retorno aos Mundiais em 2014, no Brasil, trouxe esperança renovada. Messi foi protagonista na fase de grupos e conduziu a Argentina à final, primeira desde 1990. No Maracanã, porém, a Alemanha venceu por 1 a 0 e conquistou o tetracampeonato. Mesmo com a derrota, Messi foi eleito o melhor atleta da competição. A sequência de vice-campeonatos continuou: em 2015, a Argentina perdeu a final da Copa América no Chile para os donos da casa nas penalidades; em 2016, na edição Centenário, o mesmo cenário se repetiu, com Messi errando sua cobrança. Após esse resultado, o craque anunciou sua aposentadoria da seleção, afirmando que havia tentado ao máximo e que a dor era maior nele do que em qualquer outra pessoa. Porém, foi convencido a voltar pouco tempo depois.
O fim do jejum chegou em 2021, na Copa América sediada no Brasil. Com quatro gols marcados, Messi liderou a Argentina até a final contra o Brasil. No Maracanã, Di María encobriu o goleiro Ederson e garantiu a vitória por 1 a 0, entregando ao craque seu primeiro título com a equipe principal. Três anos depois, em 2022, veio a glória máxima. Após vencer a Itália por 3 a 0 e conquistar a Finalíssima em Wembley, Messi assumiu papel de protagonista na Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá sob comando de Lionel Scaloni. Marcou em dois dos três primeiros jogos, garantindo a liderança do Grupo C. Nas oitavas, marcou novamente na vitória sobre a Austrália por 2 a 1. Contra a Holanda, deixou seu gol no empate em 2 a 2, vencido pela Argentina nas penalidades. Na semifinal, uma grande atuação na vitória por 3 a 0 sobre a Croácia colocou a equipe na decisão.
Na final contra a França, Messi marcou duas vezes em confronto memorável com Kylian Mbappé, que fez três gols. Após o empate em 3 a 3, o goleiro Dibu Martínez defendeu uma cobrança nas penalidades e sacramentou o tricampeonato mundial pela Argentina. Após conquistar também a Copa América em 2024, Messi disputou sua última participação em um Mundial neste ano, marcando oito gols e fornecendo quatro assistências, embora a Argentina tenha perdido a final para a Espanha por 1 a 0.
Agora, aos 39 anos, Messi segue em ação pelo Inter Miami, clube no qual possui contrato até o final de 2028. Na última semana, marcou quatro gols na goleada por 7 a 1 sobre o CF Montréal. Sua carreira acumula 927 gols em jogos oficiais, faltando 73 para atingir a marca do milésimo. Cristiano Ronaldo, jogador do Al-Nassr, também persegue esse objetivo com 978 tentos. Pela seleção argentina, Messi deixa o recorde de 207 partidas disputadas, consolidando-se como o jogador com mais jogos pela equipe nacional.
Citazioni salienti
Eu tentei ao máximo. Tentei tudo o que era possível. Isso dói mais em mim do que em qualquer outra pessoa, mas é evidente que isso não é para mim.— Lionel Messi, após a derrota na Copa América Centenário de 2016