Messi encerra carreira na seleção com recordes históricos e três títulos mundiais

208 jogos, 125 gols, números que dificilmente serão igualados
Messi encerra carreira na seleção argentina com recordes históricos praticamente inigualáveis em sua magnitude.
Mark

Como alguém que jogou tanto tempo pela seleção consegue sair com tantos recordes ainda em pé? Parece quase impossível de bater.

Mimi

Porque ele começou cedo, em 2005, e nunca parou. 21 anos é tempo suficiente para acumular números que levam décadas para serem alcançados. E ele jogava em um nível que poucos conseguem manter.

Luke

Mas vale notar que alguns desses recordes dependem de oportunidades. Mascherano jogou menos partidas, mas em uma era diferente. Não é só qualidade, é também longevidade e chance de jogar.

Mark

E quanto aos títulos? Ele saiu com três mundiais, certo?

Mimi

Na verdade, dois mundiais. A Copa América de 2024 foi o terceiro título internacional no profissional, mas as Copas do Mundo foram 2014 — que perdeu — e 2022, que ganhou. E agora 2026, que também perdeu.

Luke

Exatamente. A narrativa de "três títulos mundiais" que aparece no resumo está imprecisa. São dois mundiais, mais uma Copa América e uma Finalíssima. Importa esclarecer isso.

Mark

Então a despedida dele é amargada? Perder uma final de Copa do Mundo aos 38 anos?

Mimi

É complexo. Ele já conquistou o que queria — a Copa do Mundo em 2022. Essa final de 2026 é quase um bônus, uma chance de jogar mais um torneio. Perder dói, mas não apaga o que ele já fez.

Luke

E há uma questão aberta: como ele se sente realmente? O texto não tem declarações dele sobre a despedida, apenas os números. Sabemos o que ele fez, não sabemos o que ele pensa sobre isso.

  • Com 125 gols e 70 a mais que o segundo colocado, Messi deixa recordes que parecem blindados contra o tempo e qualquer sucessor.
  • A despedida não é isenta de amargura: a derrota para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026 encerra a carreira internacional com um vice-campeonato.
  • Aos 38 anos, Messi ainda marcou um hat-trick histórico no torneio deste ano, tornando-se o jogador mais velho a conseguir o feito em Copas do Mundo.
  • O amistoso contra Benim funciona como ritual de encerramento — não uma batalha, mas uma celebração coletiva de um legado construído ao longo de duas décadas.
  • A Argentina despede-se de um capitão que transformou frustrações repetidas em títulos conquistados com determinação, da Copa América de 2021 ao Mundial do Catar em 2022.

Por 21 anos, Lionel Messi carregou sobre os ombros o peso e a glória de uma nação inteira, transformando cada partida pela Argentina em um capítulo da história do esporte. Nesta terça-feira, diante de Benim no Monumental de Nuñez, o camisa 10 encerra esse ciclo com 208 jogos, 125 gols e uma presença em seis Copas do Mundo que dificilmente qualquer geração futura verá repetida. O que se despede não é apenas um jogador, mas uma era — aquela em que o futebol argentino encontrou, em um único homem, seu espelho mais fiel e sua ambição mais alta.

Lionel Messi encerra sua trajetória pela seleção argentina nesta terça-feira, 6 de outubro, em um amistoso contra Benim no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. São 21 anos de Albiceleste que chegam ao fim com números que desafiam a comparação: 208 jogos, 125 gols — 70 a mais que Gabriel Batistuta, segundo colocado — e 68 assistências, mais que o dobro da marca de Ángel Di María.

Na história das Copas do Mundo, Messi ocupa um lugar singular. É o único argentino a disputar seis edições do torneio, feito compartilhado apenas com Guillermo Ochoa e Cristiano Ronaldo. Seus 21 gols no torneio dobram a marca de Batistuta e superam Maradona. Aos 38 anos, durante a Copa de 2026 na América do Norte, tornou-se o jogador mais velho a marcar um hat-trick em Copas, e suas 34 partidas no torneio fazem dele o primeiro a ultrapassar a barreira dos 30 jogos.

Os títulos demoraram, mas vieram com força. Depois de vice-campeonatos dolorosos em 2014 e em três edições da Copa América, Messi quebrou o jejum em 2021 no Maracanã, venceu a Finalíssima em 2022 e ergueu a taça do mundo no Catar. Em 2024, acrescentou mais um título continental à coleção.

A despedida, porém, carrega uma sombra: em 2026, a Argentina perdeu a final da Copa do Mundo para a Espanha, e Messi encerra sua carreira internacional com um vice-campeonato. O legado que deixa, no entanto, vai além dos troféus — é uma presença constante em gerações do futebol argentino, uma era que dificilmente será esquecida.

Lionel Messi encerra sua trajetória na seleção argentina nesta terça, 6 de outubro, em um amistoso contra Benim no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. O camisa 10 e capitão da Albiceleste deixa o futebol de seleções após 21 anos de defesa das cores do país, carregando consigo um conjunto de números que dificilmente serão igualados nos próximos anos.

Desde sua estreia profissional em 2005, Messi acumulou 207 partidas pela Argentina. Com o jogo contra Benim, chegará a 208 aparições, ampliando significativamente a marca do segundo colocado, Javier Mascherano, já afastado dos gramados. Na artilharia, sua liderança é ainda mais expressiva: 125 gols marcados, uma vantagem de 70 tentos sobre Gabriel Batistuta, que ocupa a segunda posição com 55. Em assistências, o distanciamento é ainda maior. Messi forneceu 68 passes para gol, mais que o dobro da marca de Ángel Di María, que tem 32.

Sua participação em Copas do Mundo é singular. Messi é o único jogador argentino a disputar seis edições do torneio, um feito compartilhado apenas com o goleiro mexicano Guillermo Ochoa e Cristiano Ronaldo. Na competição, marcou 21 gols, dobrando a marca de Batistuta, que tem dez, e superando Diego Maradona, com oito. Apenas Kylian Mbappé, ainda em atividade pela França, está à sua frente na artilharia geral com 22 gols. Aos 38 anos, durante a Copa do Mundo deste ano na América do Norte, Messi se tornou o jogador mais velho a marcar um hat-trick, realizando os três gols da vitória por 3 a 0 sobre a Argélia na fase de grupos. Sua participação em 34 partidas de Copas do Mundo o torna o primeiro jogador a ultrapassar a marca de 30 jogos no torneio.

Os títulos, porém, demoraram a chegar. Nas categorias de base, conquistou a Copa do Mundo sub-20 em 2005 e a medalha de ouro olímpica em Pequim, 2008. No futebol profissional, enfrentou frustrações com vice-campeonatos na Copa do Mundo em 2014 e na Copa América em 2007, 2015 e 2016. O desencanto terminou em 2021, quando venceu a Copa América no Maracanã contra o Brasil. No ano seguinte, conquistou a Finalíssima contra a Itália, então campeã da Eurocopa, e alcançou o título máximo da Copa do Mundo no Catar. Dois anos depois, em 2024, conquistou mais um título continental.

Sua terceira final de Copa do Mundo, porém, resultou em derrota. Em 2026, Messi e a Argentina perderam para a Espanha na final, encerrando sua carreira internacional com um vice-campeonato. O legado que deixa transcende os números: uma presença constante em gerações do futebol argentino, marcando época em seis Copas do Mundo e consolidando-se como um dos maiores jogadores que já vestiram a camisa da Albiceleste.

Messi se tornou o jogador mais velho a marcar um hat-trick em Copa do Mundo, aos 38 anos, contra a Argélia
— Registro histórico da carreira
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