Messi joga o último encontro pela Argentina na terça-feira no estádio do River Plate, onde nunca perdeu, encerrando uma jornada de 21 anos iniciada em 2005. Após quatro finais perdidas antes de 2021, Messi conquistou o Mundial 2022, duas Copas América, uma Finalíssima e a medalha de ouro olímpica pela seleção principal.
Messi despede-se da seleção argentina na terça-feira aos 39 anos
Chorou de joelhos no relvado quando a obsessão se tornou realidade
Porque é que esta despedida importa tanto? É apenas um jogo de futebol.
Porque Messi é mais do que um jogador para a Argentina. Ele carregou o peso de uma nação inteira durante 21 anos, através de quatro finais perdidas, de frustrações que o fizeram querer desistir. Quando finalmente conquistou o Mundial em 2022, chorou de joelhos no relvado. Essa imagem resume tudo.
Mas é verdade que ele nunca perdeu no Monumental? Porque o artigo diz isso, mas não dá números ou contexto.
O artigo afirma isso, sim. É um detalhe que torna a escolha do estádio ainda mais simbólica para a despedida.
E quanto aos números? 208 jogos, 125 golos, 66 assistências — são números que o colocam onde, historicamente?
São recordes absolutos da seleção argentina. Ninguém jogou mais, marcou mais, ou assistiu mais pela Argentina do que Messi.
Mas o artigo não compara com outras seleções. Não sabemos se estes números o colocam entre os melhores internacionais de sempre, globalmente.
Verdade. O que sabemos é que ele é o melhor da Argentina, e que levou 16 anos para conquistar o primeiro título pela seleção principal, apesar de já ter ganho tudo pelo Barcelona.
Essa resiliência — recusar desistir após a quarta final perdida em 2016 — é o que o torna especial?
Exatamente. Muitos teriam desistido. Ele voltou, trabalhou, e eventualmente conquistou tudo. Duas Copas América, uma Finalíssima, um Mundial.
Mas este ano perdeu a final da Copa América para a Espanha. Portanto, a despedida vem logo após um desaire, não após uma vitória.
Sim, e isso torna a despedida mais agridoce. Mas também mostra que ele continuou a competir ao mais alto nível até aos 39 anos.
O Pulso
- Despedida na terça-feira no Monumental de Núñez, contra o Benim
- 208 internacionalizações, iniciadas em 17 de agosto de 2005
- Recordista em jogos (207), golos (125) e assistências (66) da seleção argentina
- Conquistou o Mundial 2022, duas Copas América, uma Finalíssima e medalha de ouro olímpica
- Perdeu quatro finais antes de 2021: Mundial 2014 e Copas América 2007, 2015 e 2016
Messi joga o último encontro pela Argentina na terça-feira no estádio do River Plate, onde nunca perdeu, encerrando uma jornada de 21 anos iniciada em 2005. Após quatro finais perdidas antes de 2021, Messi conquistou o Mundial 2022, duas Copas América, uma Finalíssima e a medalha de ouro olímpica pela seleção principal.
Lionel Messi encerra carreira pela seleção argentina aos 39 anos com jogo de despedida no Monumental de Núñez contra o Benim, após 208 jogos e conquista do Mundial 2022.
Lionel Messi vai encerrar a sua carreira internacional na terça-feira, aos 39 anos, no Monumental de Núñez, o estádio do River Plate onde nunca perdeu. O jogo será um particular contra o Benim, e marca o final de uma jornada que começou em 17 de agosto de 2005, quando um miúdo de 18 anos saiu do campo em lágrimas após uma expulsão direta na estreia. Nesse dia, tocou num jogador húngaro com o braço e viu o vermelho direto. Agora, 208 internacionalizações depois, regressa ao mesmo recinto para uma despedida que promete ser uma festa nacional.
Os bilhetes desapareceram em minutos. O que se espera é uma homenagem monumental a um jogador que muitos consideram o melhor da história do futebol, acima até de Maradona ou Pelé. A carreira de Messi na seleção foi, porém, tudo menos linear. Começou de forma estranha, com aquela expulsão precoce, e prosseguiu com uma série de frustrações que quase o levaram a desistir. Nascido em Rosario a 24 de junho de 1987, conquistou o Mundial de sub-20 em 2005 nos Países Baixos, onde foi melhor jogador e melhor marcador da prova. Mas a seleção principal resistiu-lhe durante anos.
Em 2006, marcou e assistiu no primeiro jogo de um Mundial, frente à Sérvia e Montenegro (6-0), mas a Argentina caiu nos quartos. Em 2007, aos 20 anos, chegou à primeira final da seleção maior, na Copa América na Venezuela, e perdeu 3-0 para o Brasil. Em 2008, conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos com um 1-0 à Nigéria. Mas o título na seleção principal não chegava. Caiu prematuramente no Mundial de 2010 e na Copa América de 2011. Em 2014, voltou a uma final do Mundial e perdeu 0-1 para a Alemanha após prolongamento. Depois vieram duas finais da Copa América contra o Chile, em 2015 e 2016, ambas perdidas nos penáltis. Na segunda, Messi errou o seu remate no desempate.
Após esse segundo desaire com os chilenos, em 2016, Messi anunciou a quente o adeus à seleção. "São quatro finais que me toca perder, três seguidas. É uma lástima. Tentei, era o que mais desejava. É muito duro e o que pensei no balneário é que já está, que terminou para mim a seleção", disse na altura. Mas reconsiderou. Decidiu ficar e lutar. Nesse mesmo ano, tornou-se o melhor marcador da seleção ao chegar ao 57.º golo, superando Gabriel Batistuta. Ainda teve de penar mais: o Mundial de 2018 não trouxe glória, nem a Copa América de 2019, onde foi expulso no jogo do bronze após eliminação nas meias-finais.
A glória chegou finalmente em 2021, em plena pandemia. A Argentina venceu a Copa América ao bater o Brasil 1-0 no Maracanã, 16 anos após a estreia de Messi. A imagem dele de joelhos a chorar no relvado, com toda a equipa a juntar-se, tornou-se história. Um ano depois, em 2022, conquistou a Finalíssima com um 3-0 à Itália em Wembley. Depois veio a cereja no topo do bolo: o Mundial no Qatar, decidido nos penáltis com a França, numa final em que Messi marcou duas vezes. A Argentina subiu ao topo do mundo.
Em 2024, nos Estados Unidos, revalidou a Copa América. Este ano, aos 39 anos, conduziu a formação sul-americana a nova final com oito golos e quatro assistências, mas a Espanha prevaleceu com um 1-0 após prolongamento. Um mês e 12 dias depois desse desaire, Messi anunciou o adeus nas redes sociais. Mas foi convencido a cumprir um último capítulo em casa. Deixa o legado de recordista em jogos (207), golos (125) e assistências (66) da seleção argentina, campeão mundial, vencedor de duas Copas América, uma Finalíssima e medalha de ouro olímpica. A era de Messi na seleção termina na terça-feira.
Citações Notáveis
São quatro finais que me toca perder, três seguidas. É uma lástima. Tentei, era o que mais desejava. É muito duro e o que pensei no balneário é que já está, que terminou para mim a seleção.— Messi, após a segunda final perdida com o Chile em 2016