Messi se despede da Argentina com recordes e segue na busca pelo milésimo gol

Tentei ao máximo. Isso dói mais em mim do que em qualquer outra pessoa.
Messi após a derrota na Copa América de 2016, quando quase se aposentou da seleção.
Mark

Por que essa aposentadoria importa agora, depois de tudo o que ele já conquistou?

Mimi

Porque encerra uma era. Messi foi a seleção argentina por mais de 20 anos. Seus recordes não são apenas números — 207 jogos, 125 gols — eles são a história de como um país inteiro viveu através de um jogador.

Luke

Mas precisamos ser claros: ele não se aposentou porque o corpo pediu. Ele se aposentou porque a Argentina perdeu a Copa de 2026. Se tivessem ganhado, ele continuaria?

Mimi

Talvez. Mas o que importa é que ele saiu no topo, ainda marcando, ainda relevante. Aos 39 anos.

Mark

E essa busca pelo milésimo gol? É real ou é só um número?

Mimi

É real. Ele tem 927 gols oficiais. Faltam 73. Cristiano Ronaldo está com 978. É uma corrida que vai definir quem foi o maior artilheiro da história.

Luke

Mas aqui está o detalhe: Ronaldo ainda joga. Messi não joga mais pela seleção. Seus gols agora vêm só do Inter Miami. A velocidade muda completamente.

Mark

Então ele pode nunca chegar aos mil?

Luke

É possível. Depende de quanto tempo ele continua jogando e de quantos gols marca pelo Inter Miami. Ninguém sabe.

Mimi

O que sabemos é que ele tentou tudo pela Argentina. Três vice-campeonatos antes de ganhar. Quase se aposentou em 2016 de tão frustrado. E depois conquistou tudo.

Mark

Esse retorno em 2016 — ele foi convencido a voltar. Quem o convenceu?

Luke

A fonte não diz. Sabemos que ele anunciou a aposentadoria e depois voltou atrás, mas não temos os detalhes de quem falou com ele ou como.

Mimi

Mas o ponto é que ele voltou. E ganhou. Três títulos depois disso — Copa América 2021, Copa do Mundo 2022, Copa América 2024.

Mark

Ele marcou oito gols na Copa de 2026, sua última. Isso é muito?

Luke

Para um jogador de 39 anos em sua última Copa, é excelente. Mas a Argentina perdeu a final. Então, apesar da performance individual, o resultado coletivo foi amargo.

Mimi

Sempre foi assim com Messi. Seus números individuais são perfeitos. Mas o que o definia era o que conquistava com o time.

  • Após três vice-campeonatos consecutivos e uma aposentadoria anunciada em 2016, Messi quase nunca voltou — e o mundo do futebol quase perdeu seu capítulo mais glorioso.
  • A conquista da Copa América de 2021 no Maracanã funcionou como uma válvula de alívio histórica, libertando Messi do peso de nunca ter levantado um troféu pela seleção principal.
  • No Catar em 2022, ele transformou uma final épica contra a França — com empate em 3 a 3 e dois gols seus — no momento que selou definitivamente seu lugar na história do futebol.
  • Mesmo na Copa de 2026, já na reta final, Messi marcou oito gols e deu quatro assistências antes de a Argentina cair na final para a Espanha, provando que sua chama ainda ardia.
  • Aposentado da seleção, ele segue no Inter Miami perseguindo o milésimo gol da carreira — enquanto Cristiano Ronaldo, com 978 tentos, corre pela mesma marca histórica.

Aos 39 anos, Lionel Messi encerrou sua jornada de mais de duas décadas pela seleção argentina, deixando para trás 207 partidas, 125 gols e um tricampeonato mundial que custou décadas de dor antes de ser conquistado. Sua despedida não é apenas a de um atleta, mas a de uma geração inteira que aprendeu, com ele, que a grandeza raramente chega sem o peso do fracasso. O que resta agora é uma busca pessoal — o milésimo gol — que transcende qualquer camisa ou fronteira.

Lionel Messi anunciou nesta segunda-feira o fim de sua trajetória pela seleção argentina. Aos 39 anos, com 207 jogos, 125 gols e 65 assistências, o craque encerra um ciclo que redefiniu o futebol do país — e deixa em aberto uma corrida pessoal pelo milésimo gol de sua carreira profissional.

Sua história com a camisa albiceleste começou cedo e com brilho imediato. Em 2005, liderou a seleção sub-20 ao título mundial, sendo artilheiro e melhor jogador. No ano seguinte, aos 18 anos, estreou em Copas do Mundo e marcou na goleada sobre Sérvia e Montenegro, tornando-se o mais jovem a atuar e balançar as redes pela Argentina em um Mundial. Em 2008, integrou o time olímpico que conquistou o ouro em Pequim.

Mas os anos seguintes foram de frustração. Nas Copas de 2010 e 2014, e nas Copas Américas de 2011, 2015 e 2016, a Argentina chegou perto sem vencer. Após perder nos pênaltis a final da edição Centenário — com Messi desperdiçando sua cobrança — ele anunciou a aposentadoria da seleção, exausto pelo peso das derrotas. Voltou atrás pouco depois, convencido por companheiros e pela torcida.

A redenção chegou em 2021. Na Copa América disputada no Brasil, Di María fez o único gol da final contra os donos da casa, e Messi levantou seu primeiro troféu com a seleção principal. Liberto desse fardo, chegou ao Catar em 2022 com leveza diferente. Marcou em todas as fases decisivas, incluindo dois gols na final contra a França — um duelo memorável que terminou em 3 a 3 e foi decidido nos pênaltis, com Dibu Martínez sacramentando o tricampeonato.

Sua última Copa, em 2026, foi disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Mesmo perto dos 40 anos, Messi marcou oito gols e deu quatro assistências, mas a Argentina perdeu a final para a Espanha por 1 a 0. Agora aposentado da seleção, ele segue jogando pelo Inter Miami — clube com contrato até 2028 — e persegue os 73 gols que faltam para chegar ao milésimo da carreira, numa corrida paralela com Cristiano Ronaldo, que já soma 978.

Lionel Messi anunciou nesta segunda-feira, 31 de agosto, o encerramento de sua carreira pela seleção argentina através de uma mensagem publicada em suas redes sociais. Aos 39 anos, após mais de duas décadas representando o país, o craque deixa um rastro de recordes que definem não apenas sua trajetória, mas a história recente do futebol argentino. Agora, fora dos gramados da seleção, ele persegue um objetivo pessoal que transcende fronteiras: alcançar o milésimo gol em sua carreira profissional.

Seu caminho começou cedo. Promovido ao time principal do Barcelona em 2004, Messi iniciou sua jornada pela Argentina defendendo a equipe sub-20. No ano seguinte, liderou seus compatriotas à conquista da Copa do Mundo da categoria, onde foi artilheiro e eleito melhor jogador da competição. A estreia em Mundiais pela seleção principal veio em 2006, quando o técnico José Pekerman o convocou. Aos 18 anos e 357 dias, Messi entrou em campo na segunda rodada e marcou na goleada de 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro, tornando-se o jogador mais jovem a atuar e marcar pela Argentina em uma Copa do Mundo. Dois anos depois, em Pequim, ele integrou um elenco repleto de talentos — Mascherano, Riquelme, Di María e Agüero — que conquistou o ouro olímpico, superando o Brasil de Ronaldinho Gaúcho na semifinal e a Nigéria na decisão.

Mas o sucesso inicial não se traduziu em títulos imediatos. Na Copa de 2010, já como detentor da Bola de Ouro, Messi chegou com expectativas elevadas e saiu decepcionado. Sua equipe caiu nas quartas de final sem que ele marcasse sequer uma vez. A Copa América de 2011, disputada em casa, repetiu o roteiro amargo: eliminação nas quartas para o Uruguai, com o craque em branco diante de sua torcida. Esses fracassos iniciais moldaram o que viria a seguir — uma sequência de três vice-campeonatos consecutivos que quase o levou ao abandono.

Em 2014, no Brasil, Messi retornou aos Mundiais com protagonismo desde a fase de grupos. Sua atuação levou a Argentina à final no Maracanã, a primeira desde 1990. Porém, a Alemanha venceu por 1 a 0 e conquistou o tetracampeonato. Mesmo derrotado, Messi foi eleito o melhor atleta da competição. No ano seguinte, na Copa América do Chile, a Argentina chegou à decisão mas perdeu nos pênaltis. Em 2016, na edição Centenário, o roteiro se repetiu — nova derrota nos pênaltis, desta vez com Messi desperdiçando sua cobrança. Após esse resultado, ele anunciou sua aposentadoria da seleção, declarando que havia tentado ao máximo e que o peso da frustração era maior nele do que em qualquer outra pessoa. Pouco tempo depois, porém, foi convencido a voltar atrás.

O fim do jejum chegou em 2021. Na Copa América sediada no Brasil, Messi marcou quatro gols e liderou a Argentina até a final contra o Brasil. No Maracanã, Di María encobriu o goleiro Ederson e fez o gol da vitória por 1 a 0, entregando ao craque seu primeiro título com a equipe principal. Esse troféu mudou tudo. Sem mais o peso de nunca ter levantado uma taça, Messi atuou com leveza renovada. Antes da Copa de 2022, a Argentina aplicou 3 a 0 sobre a Itália e venceu a Finalíssima em Wembley.

Na Copa do Catar, Messi assumiu o papel de protagonista desde o início sob o comando de Lionel Scaloni. Marcou em dois dos três primeiros jogos e garantiu a liderança do Grupo C. Nas oitavas, mais um gol no triunfo de 2 a 1 sobre a Austrália. Contra a Holanda, deixou o seu no empate de 2 a 2, vencido nos pênaltis. Na semifinal, uma grande atuação na vitória de 3 a 0 sobre a Croácia colocou a equipe na decisão. Na final contra a França, Messi marcou duas vezes em um embate memorável com Kylian Mbappé, que fez três gols. Após o empate em 3 a 3, Dibu Martínez defendeu uma cobrança nos pênaltis e sacramentou o tricampeonato mundial sonhado.

Sua última participação em um Mundial veio em 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá. Já na reta final de sua carreira, Messi ainda demonstrou capacidade de atuar em nível de destaque, marcando oito gols e fornecendo quatro assistências. A Argentina chegou à final mas perdeu para a Espanha por 1 a 0. Agora, aposentado da seleção, Messi segue em ação pelo Inter Miami, clube com o qual possui contrato até o final de 2028. Na semana anterior ao anúncio de sua despedida, marcou quatro gols na goleada de 7 a 1 sobre o CF Montréal.

Com 927 gols em jogos oficiais, Messi está a 73 tentos do milésimo. Seu rival histórico, Cristiano Ronaldo, também persegue essa marca com 978 gols. Os números que deixa pela Argentina são monumentais: 207 jogos, 125 gols, 65 assistências. Marcou em cinco edições diferentes de Copa do Mundo, forneceu assistências em seis. Contra todos os adversários da Conmebol. Aos 39 anos e 13 dias, ainda marcava pela seleção. Sua trajetória, marcada por frustrações que quase o levaram embora, termina com um legado que redefiniu o que significa representar a Argentina no futebol mundial.

Eu tentei ao máximo. Tentei tudo o que era possível. Isso dói mais em mim do que em qualquer outra pessoa, mas é evidente que isso não é para mim.
— Lionel Messi, após a Copa América de 2016
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