No Lago de Palmas, um objeto pequeno e valioso afundou nas águas do Tocantins e, com ele, memórias e dados que nenhum seguro poderia repor. A história de Matheus Alves e seu celular recuperado após vinte e quatro horas submerso nos lembra que a perícia humana — paciente, metódica, especializada — ainda é capaz de devolver ao mundo aquilo que a água parecia ter engolido para sempre.
Mergulhadores resgatam celular após 24 horas submerso no Lago de Palmas
Continuava funcionando perfeitamente após vinte e quatro horas submerso
Por que um celular que fica submerso por um dia inteiro continua funcionando?
Esses aparelhos modernos têm vedações muito boas. Se o celular não foi aberto ou danificado durante a queda, a água não penetra nos componentes eletrônicos. É uma questão de design — os fabricantes sabem que acidentes acontecem.
Duas horas de mergulho para encontrar algo tão pequeno parece muito tempo.
É porque não havia coordenadas. Imagine procurar uma moeda em uma piscina olímpica. O detector de metais ajuda, mas você ainda precisa varrer sistematicamente cada seção do fundo. As algas complicam ainda mais.
Menezes cobra por esses serviços. Quanto custa resgatar um celular?
A matéria não especifica o valor, mas ele deixa claro que é cobrado porque envolve equipamento caro e horas de trabalho especializado. Não é um favor — é um serviço profissional.
Ele já resgatou coisas muito maiores, não é?
Sim. Barcos inteiros, canoas, motores. Um celular é na verdade um dos objetos mais difíceis de encontrar porque é pequeno. Mas a técnica é a mesma: paciência, equipamento certo e conhecimento do ambiente.
O que torna essa história relevante além do final feliz?
Mostra que existe uma profissão inteira em torno disso. Não é só um mergulhador ocasional — é um centro de mergulho com quinze anos de experiência, oferecendo um serviço que as pessoas realmente precisam. É um negócio real em um lugar que muitas pessoas não pensariam que teria essa demanda.
Le Pouls
- Um celular avaliado em até R$ 18,5 mil escorregou de uma moto aquática e desapareceu a quatro metros de profundidade no Lago de Palmas, levando consigo fotos e arquivos insubstituíveis.
- A incerteza sobre a localização exata do aparelho, somada à baixa visibilidade e à densa vegetação aquática do fundo, tornava a missão de resgate genuinamente arriscada de fracassar.
- Dois mergulhadores profissionais combinaram varredura sistemática e detector de metais em duas horas de busca contínua para rastrear o objeto entre as algas.
- O celular foi encontrado intacto e ainda funcionando normalmente — uma surpresa que transformou o alívio do proprietário em incredulidade filmada e compartilhada nas redes sociais.
- O caso evidencia uma demanda crescente por serviços especializados de busca subaquática em lagos, com centros como o Jalapão Dive Center ampliando seu alcance além do mergulho recreativo.
No Lago de Palmas, um objeto pequeno e valioso afundou nas águas do Tocantins e, com ele, memórias e dados que nenhum seguro poderia repor. A história de Matheus Alves e seu celular recuperado após vinte e quatro horas submerso nos lembra que a perícia humana — paciente, metódica, especializada — ainda é capaz de devolver ao mundo aquilo que a água parecia ter engolido para sempre.
No domingo à tarde, Matheus Alves pilotava uma moto aquática perto da Ilha do Canela quando seu celular escorregou das mãos e afundou no Lago de Palmas. O aparelho, avaliado entre R$ 12,5 mil e R$ 18,5 mil, carregava também fotografias e arquivos pessoais que não tinham preço. Alves quase perdeu as esperanças.
Na manhã seguinte, ele acionou mergulhadores profissionais. João Sobota e Rafael Menezes — tenente-coronel do Corpo de Bombeiros e proprietário do Jalapão Dive Center há quinze anos — aceitaram o desafio. O celular estava submerso há cerca de vinte e quatro horas em local impreciso, a quatro metros de profundidade, encoberto por algas que dificultavam qualquer visibilidade.
A operação durou duas horas. A equipe usou técnicas de varredura sistemática e, nos trechos mais vegetados, recorreu a um detector de metais. Imagens compartilhadas nas redes mostravam os mergulhadores concentrados e equipados, varrendo o fundo com método e paciência.
Quando o aparelho foi finalmente encontrado, a surpresa superou o alívio: o celular estava ligado e funcionando normalmente. Em vídeo, Alves mostrou o dispositivo em perfeito estado, expressando sua incredulidade. Para ele, o resgate valeu muito mais do que o preço do aparelho — eram memórias e informações que nenhuma compra poderia restituir.
Menezes contou que resgates assim são rotina em sua trajetória: ao longo dos anos, sua equipe recuperou do fundo do lago motores, canoas inteiras, barcos e equipamentos de pesca. Cada missão tem seus desafios próprios, mas todas confirmam a mesma premissa — com técnica e persistência, muito do que parece perdido pode voltar à superfície.
No domingo à tarde, Matheus Alves estava pilotando uma moto aquática perto da Ilha do Canela, no Lago de Palmas, quando seu celular escorregou das mãos e desapareceu na água. O aparelho, avaliado entre doze mil e dezoito mil reais, afundou no lago de Tocantins. Mas diferentemente de muitas histórias de objetos perdidos em água profunda, esta teria um final diferente.
No dia seguinte, segunda-feira, Alves acionou mergulhadores profissionais para tentar recuperar o aparelho. João Sobota e Rafael Menezes, este último tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, foram chamados para a operação. O desafio era considerável: o celular havia passado aproximadamente vinte e quatro horas submerso, e ninguém sabia a localização exata de onde havia caído. Os mergulhadores teriam de vasculhar o fundo do lago entre as algas, em uma busca que se mostrou trabalhosa desde o início.
A operação levou duas horas de mergulho contínuo. Menezes descreveu a estratégia: usaram técnicas de varredura sistemática e, nos trechos cobertos por vegetação aquática, acionaram um detector de metais para ajudar na localização. A profundidade não era extrema — quatro metros — mas a falta de visibilidade e a presença de algas tornavam a tarefa complexa. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostravam os mergulhadores em ação, equipados e focados na busca.
Eventualmente, o aparelho foi encontrado. Quando Alves recuperou o celular, a surpresa foi ainda maior: o dispositivo continuava funcionando normalmente, como se nada tivesse acontecido. Em vídeo, o proprietário mostrou o aparelho ligado e em perfeito funcionamento, expressando sua incredulidade com o resultado.
Para Alves, o resgate significou muito mais que a recuperação de um objeto caro. Ele explicou que o celular continha fotografias, arquivos e informações importantes que não poderiam ser facilmente substituídas. Havia perdido as esperanças de encontrá-lo quando acionou os mergulhadores. O profissionalismo e a dedicação da equipe o impressionaram — conseguiram localizar um pequeno objeto no fundo de um lago após um dia inteiro submerso.
Rafael Menezes não é um mergulhador ocasional. Há quinze anos trabalha na profissão e é proprietário do Jalapão Dive Center, um centro especializado que oferece cursos de mergulho, expedições recreativas e justamente este tipo de serviço de busca e resgate. O centro opera entre a Praia do Funil e a Praia do Paredão, atendendo tanto turistas quanto moradores locais. Os serviços de busca são cobrados, explicou Menezes, porque envolvem equipamentos caros e horas de trabalho especializado.
Esta não foi a primeira vez que Menezes foi procurado para resgatar algo do fundo do lago. Ao longo dos anos, sua equipe recuperou uma variedade impressionante de objetos: motores elétricos de canoas, canoas inteiras, barcos, cadeiras, equipamentos de pesca, varas de pesca. Cada resgate apresenta seus próprios desafios, mas o trabalho de Menezes e sua equipe demonstra que, com técnica e paciência, muitas coisas consideradas perdidas podem ser trazidas de volta à superfície.
Citations marquantes
Esse deu bastante trabalho, foram duas horas de mergulho, usamos a técnica de varredura e, nos locais com algas, usamos detector de metais— Rafael Menezes, tenente-coronel do Corpo de Bombeiros
Ter o celular recuperado foi uma sensação de alívio e felicidade, porque eu já tinha perdido as esperanças de encontrá-lo— Matheus Alves, proprietário do celular